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Tribunal nega indenização de Jogador de “Free Fire” por uso de “Hacks”

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou a decisão de primeira instância que negou indenização a um jogador de Free Fire, cuja conta foi suspensa por uso de programas ilegais. A 4ª Câmara de Direito Civil concluiu que a suspensão foi legítima, baseada na detecção de “hacks” em mais de 90 partidas e em 73 denúncias de outros jogadores.

O jogador alegou dedicar cerca de 10 horas diárias ao jogo e afirmou ter alcançado posições de destaque na plataforma. Sustentou que a suspensão ocorreu sem aviso prévio, sem provas concretas e sem oportunidade de defesa, solicitando a reativação da conta e indenização por danos morais no valor de R$ 6 mil.

As empresas responsáveis pelo jogo argumentaram que o sistema de segurança identificou o uso de softwares não autorizados, conferindo vantagens indevidas ao jogador e violando a integridade do jogo. Destacaram ainda que os termos de uso permitem a suspensão imediata da conta em casos de infração, mesmo sem notificação prévia.

O relator do caso enfatizou que, embora o Código de Defesa do Consumidor possibilite a inversão do ônus da prova, é necessário que o autor apresente indícios mínimos de abuso ou ilegalidade, o que não ocorreu. As evidências fornecidas pela empresa indicaram claramente a utilização de “hacks”, e não houve comprovação de erro nas denúncias ou no sistema de segurança. Assim, a conduta da empresa foi considerada legítima e em conformidade com o contrato estabelecido.

Processo: 5000515-43.2021.8.24.0139

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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