Bruno Castelo Destaque Jogos Review/Análise

Review de Drug Dealer Simulator – Uma brincadeira de mal gosto

Agradecimentos à Keymailer/Game.press pela licença
Versão de PlayStation 5

Data de lançamento: 16 de abril de 2020 (Steam);
Plataformas: PC (Steam), Xbox Series, PlayStation 5 (20 de junho de 2025);
Desenvolvedor: Byterunners;
Distribuidor: Movie Games S.A.;
Gênero: Simulador.

Eu sempre tento ser mente aberta. Acredito que jogos de videogame tem total liberdade para fazer críticas sociais e por pessoas de mente pequena no seu devido lugar. Porém, só ter uma mensagem poderosa não basta. Drug Dealer Simulator veio pra mim em uma manhã de domingo. E pela primeira vez na minha vida, eu desejei ter ido trabalhar em uma segunda feira chuvosa do que passar o dia jogando videogame para fazer uma análise. Gráficos ruins, jogabilidade terrível, direção de arte inexistente, personagens mal-feitos e ambientação inexistente . É um jogo que tenta a todo custo zombar da sua inteligência, enquanto posa de descolado simplesmente porque o narrador solta alguns palavrões e finge lutar contra um suposto sistema do qual ele inevitavelmente, acaba fazendo parte dele.


PREMISSA/NARRATIVA

Você é um traficante. Você faz droga. Você vende. Ai , você tem que correr dos policiais. Há nomes genéricos para seus compradores, fornecedor e personagens que ficam em lojas específicas.  Nenhum é construído, nenhum é memorável. Eles simplesmente existem. Você tem que construir um império de drogas, ganhar dinheiro e sobreviver numa cidade onde apenas quem faz atos ilícitos prospera.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A pior parte desse enfadonho pacote. Corrida que não responde aos seus comandos quando quer, menus confusos, tutoriais que ao invés de ajudar apenas prejudicam. Não há explicação alguma das ações que você tem que fazer e quando há algum botão de interação eles são mostrados de forma errada. Imagine minha surpresa quando o botão de interação com portas é diferente do que o jogo menciona visualmente.

Agora, imagine você em uma bancada tentando navegar em menus com uma tradução porca do português onde aparentemente seu Creysson do Casseta e Planeta foi escalado para a tarefa de traduzir, misturando pós e aditivos pra tentar criar alguma droga. Enquanto isso, tomo uma chamada do carinha que narra essa palhaçada dizendo que no jogo deles a mochila é um inventário onde você não pode levar tudo que quiser. Uau, inventaram a roda não é mesmo? Nenhum jogo que joguei nos últimos meses tem sistema de inventário com peso! E só melhora: Que CACETE de traficante eu sou que tem um celular mas precisa de um computador com bateria infinita pra ajeitar os pedidos de entrega? No resto, o looping é sempre o mesmo. Ache mais locais pra fazer droga. Ache mais locais para plantar droga. Domine mais locais para, adivinhem: VENDER MAIS DROGA. Tudo isso enquanto você foge de policiais como se estivesse com pressa para fazer cocô.

Não só é algo enfadonho de se ver a mecânica de corrida em si mas a inteligência artificial é tão ruim que me fez soltar diversas gargalhadas na minha tortura virtual: Os policiais tem dois modos apenas : Membros da Loucademia de Polícia, sendo completos palermas mesmo vendo um cara estranhamente suspeito andando pela rua com uma mochila cheia tarde da noite nas ruas ou somos agraciados com o Capitão Nascimento perguntando onde está o baiano. E acredite, a graça é ver como eles mudam rapidamente esse comportamento entre os toques de recolher (que existem, porque sim) Não há o que elogiar na jogabilidade, apenas lamentar.

Drug Dealer Simulator é minha punição por qualquer brincadeira de mal gosto que fiz ao meu gerente de imprensa. Feio, problemático e com comandos tão ruins e menus tão pouco intuitivos que o maior segredo dessa análise aqui é como eu suportei uma hora jogando.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Gráficos? Que gráficos? Personagens mal desenhados, iluminação precária e modelos grosseiros de texturas são a receita perfeita para uma bomba aqui. Não há mais o que resumir, dizer ou enfeitar.

Eu me lembro da música do menu de GTA San Andreas no momento em que escrevo essa análise. Porque é só isso. Não há outro tipo de música além dessa mais estereotipada. Os efeitos sonoros são simples e estão lá para cumprir sua função ainda que até passos do cara que você controla as vezes não sincronizam com a ação do jogo ou o som dos passos suma em alguns momentos.

Parte técnica? Inexistente. Por duas vezes o menu parou de funcionar e eu tive de reiniciar o jogo. Eu não conseguia entregar a droga pro cliente. O cara querendo fumar um e eu simplesmente congelo e não consegui repassar a verdinha. Lamentável.

Serrilhados, Frames por segundo oscilando, iluminação bugando a rodo… sei lá, ao menos ele sai do menu inicial, deve contar.

CONCLUSÃO

Enfim, Drug Dealer Simulator é um dos piores jogos já feitos. Pelo preço praticado não recomendo. Deus, de graça eu não recomendo. Este jogo roubou meu tempo e minha fé de que a humanidade pode prosperar. Se eu pudesse, trocaria a hora que gastei por uma hora assistindo algum musical que detesto com minha esposa. Meu casamento teria agradecido. Ao menos ela entende que as vezes na vida, precisamos quebrar ovos para se fazer um omelete. Ainda que esses ovos estivessem todos podres.

Review de Jogos | Criador de Conteúdo
Fã de PlayStation, mas não da Sony | Fã de Castlevania | Gamer | Apresentador do programa "Castelo do Caos" no Youtube.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *