Blood of Mehran é um hack and slash que parece ter saído diretamente da era de ouro do PlayStation 3 e que também parece um jogo foi desenvolvido para a mesma. Desenvolvido pela Permanent Way Game Co., o jogo tenta reviver o estilo de ação linear e cinematográfica que marcou clássicos como Assassin’s Creed, Heavenly Sword e Prince Of Persia.
O jogo traz muito aquela clássica experiência: um conto de vingança ambientado em uma região do Oriente Médio, com visual atrativo, trilha sonora boa mas pé no chão e combates cheios de adversidades que não são nem sempre tão precisos quanto poderiam ser.
HISTÓRIA/PREMISSA
A narrativa se passa no reino fictício de Aura, inspirado na Antiga Mesopotâmia e nos contos de fantasia persa, como As Mil e Uma Noites.
Você controla Mehran, um guerreiro lendário que tenta viver em paz após anos de batalhas, mas é forçado a retornar à violência quando um rei tirano destrói sua vida e tira dele o que mais ama.
A partir daí, o jogo mergulha em uma jornada de vingança intensa, onde Mehran confronta não apenas inimigos poderosos, mas também o peso emocional de suas escolhas.
A história aborda uma estrutura tradicional e previsível, sem grandes reviravoltas.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Blood of Mehran é um jogo de ação em terceira pessoa, com foco no combate corpo a corpo rápido.
Combate
O sistema de combate oferece três estilos principais:
* Espada e escudo, para equilíbrio entre defesa e ataque;
* Espadas duplas, com foco em agilidade e combos;
* Arco e flecha, para ataques à distância.
A variedade é bem-vinda, mas o impacto dos golpes nem sempre convence — a falta de peso e resposta dos inimigos tira um pouco da satisfação das batalhas.
Furtividade e exploração
Em alguns momentos, o jogo introduz mecânicas simples de furtividade, permitindo eliminar inimigos silenciosamente.
Essas mecânicas trazem uma boa pausa entre as lutas que são bem maçantes no início , assim como os trechos de plataforma e escalada, que lembram Prince of Persia (2008). O sistema de evolução do personagem é feita por meio de uma árvore de habilidades. É bem simples você derrota inimigos e desbloqueia novas habilidades para usar no combate. Há também armaduras e equipamentos que alteram atributos como vida e chakra (energia especial usada para golpes poderosos).
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
A direção de arte é, sem dúvida, o ponto mais forte do jogo.
A recriação da Mesopotâmia é visualmente deslumbrante: bazares cheios de vida, templos e dunas banhadas por pores do sol alaranjados.
A trilha sonora é bastante dedicada e traz aquela mistura de instrumentos tradicionais persas com batidas modernas. Por outro lado, o jogo entrega animações faciais bem datadas e a movimentação do personagem e npc’s são bem “toscas”, o que ao meu ver não se justifica mesmo sendo um orçamento AA.








CONCLUSÃO
Blood of Mehran é uma tentativa de homenagem aos jogos de ação clássicos, mas suas falhas ofuscam um possível brilho.
Ele não tenta reinventar o gênero e entrega uma jornada bem simplória, o visual é encantador, mas não salva o game de suas falhas, como o combate pouco impactante e com um péssimo polimento.
O jogo até pode trazer algum teor de nostalgia e com isso talvez até consiga te prender nele, mas confesso que não foi meu caso.
PATÔMETRO
