-Fomos convidados a testar o AILA pela Pulsatrix, obrigado pela confiança pessoal!
-A prévia foi jogada completamente em português do Brasil
-Prévia jogada por Griffith, adm da Dungeon Zone

Primeiramente, gostaria de agradecer ao time da Pulsatrix Studios por nos dar essa oportunidade. E, em segundo lugar, meu pai do céu, que jogo sinistro! Dos mesmos criadores de Phobia, eu lhes apresento AILA! Eu, Griffith, pude jogar e já te aviso: o negócio é pesado. Confere aí as minhas impressões! Eu acredito que teremos uma nova demo ao público muito em breve, então eu vou descrever a minha experiênca com o início do game, e também, a primeira missão que a AILA nos da, também acho que isso vai ser o suficiente para te convencer do poder que AILA tem.
Mas aí você me pergunta: “O que diabos é AILA?”
E eu te respondo: É DO DIABO MESMO!!!

Você está pendurado de ponta-cabeça, com correntes prendendo seus pés ao teto. É isso mesmo que você leu. Agora precisa sair daí. Ao remover as correntes, como o teto está todo podre, um pedaço desaba sobre você, e a coisa fica feia. Você está em um lugar trancado, e tudo ao seu redor é escuro, até que encontra um pedaço de metal bem fino que, por coincidência, pode ser usado para abrir a porta de onde você está. Depois disso, é só desgraça…
Você parece estar em um lugar abandonado e isolado do mundo, coberto de sujeira. Não dá para ver quase nada; as poucas luzes que existem logo se apagam. Coisas caem no chão, e temos a sensação de estar sendo observados. A ambientação é sufocante, sem igual…

E, para melhorar ainda mais o seu dia, você pisa em cacos de vidro, e um deles entra fundo no seu pé. Você precisa removê-lo, e não é uma experiência nada agradável. E adivinhe: poucos segundos depois, uma criatura bizarra, com um machado na mão, aparece na sua frente. Ela tem apenas um objetivo: te matar!
A coisa é desesperadora. Você corre sem saber o que te espera e, quando acha que está seguro, o encontra novamente. Ele tenta te matar com o machado, e você tenta se defender, mas sua mão já era. Engolindo o choro, foge através de um cano, finalmente conseguindo sair daquele lugar medonho. Agora você está em uma floresta, e há uma cidade no horizonte. Quando o jogador se aproxima dela, as coisas ficam insanas: uma bomba, aparentemente nuclear, explode na cidade, e você morre junto com todas aquelas pessoas que estavam lá.
Sim, é de fato um começo explosivo para o game!

Depois disso, e sem qualquer explicação, vemos o logo da Pulsatrix. Já deu para perceber que eles não estão para brincadeira. Em seguida, nos deparamos com um cenário escuro: uma floresta sinistra. Temos um machado em mãos, uma barra de vida e tudo mais, inventário incluído. A impressão é de que se trata de um jogo, e eu realmente pensei que ali fosse o próprio AILA. No meio da escuridão da noite, uma figura passa, e eu, intrigado, vou atrás para ver do que se trata.
Ao chegar a uma espécie de templo ou igreja, recebemos um aviso no meio da tela: uma entrega de comida chegou, e a imersão é quebrada. Era um jogo de realidade virtual, e você está na sua casa, que parece ser um lugar bem interessante. A ambientação é futurista e, ao que tudo indica, você é um desenvolvedor que trabalha com tecnologia. Ah, e tem até um gato, e dá para fazer carinho nele, sabia?
Mas… tudo muda quando recebemos uma nova entrega. Na embalagem está escrito “AILA”, nome familiar, não acha? Pois é. Prepare-se, porque as coisas começam a desandar depois daí…

Quando você coloca o pacote na mesa, monta o seu equipamento de teste e vai ligá-lo, as luzes se apagam… e aí, meu querido, o jogo começa!
Você precisa ir lá fora verificar o disjuntor para religar a luz e, até aqui, já dá para notar que nem tudo vai ser tão simples, né? Pois é…
Quando você retorna ao escritório e liga o seu console de teste, o ambiente está diferente. Ah, quase me esqueci de comentar: a versão que jogamos é muito legal! Além de vários detalhes incríveis e referências a outras obras, ainda podemos mexer no PC do protagonista, e tem muita coisa lá! Músicas bem legais, arquivos de wallpaper, joguinhos… Eu adorei o carinho e a atenção que o pessoal dedicou a esse game. E olhe que só jogamos a prévia, estou curioso para ver como essa história vai evoluir…

Aqui a coisa fica insana! Aliás, já ouviu falar na Marcosoft? Não? É… então você não sabe o que está perdendo! Vamos deixar as brincadeiras de lado e partir para o trabalho!
Aqui conhecemos AILA, uma I.A. cujo objetivo é te colocar em uma experiência única e personalizada, de acordo com o seu modo de agir e pensar dentro de um jogo. A ideia é simples: criar algo feito especialmente para você. Segundo a própria AILA, ela vai aprender com o seu jeito de jogar e, conforme você faz suas escolhas, o jogo será adaptado para mantê-lo imerso. Tudo isso para apenas um jogo, não é mesmo?

Se quiser, até pode fazer algumas perguntas para a AILA, e após isso pode começar o game, e as coisas não começam da melhor forma…
Você está crucificado em uma parede e precisa se soltar, e não é da forma mais bonita possível. Você arranca a mão em que há um prego fincado… e faz isso com ambas as mãos. Essa IA não é nada amigável, não é mesmo?
Após se libertar, você percebe que está em um quarto completamente destruído e deteriorado. As paredes estão todas sujas; é um lugar totalmente abandonado. Há uma porta perto de você e uma TV ligada, estranho, não acha?
Dentro de uma escrivaninha no mesmo quarto, há um controle remoto que, para o espanto de zero pessoas, pode ser usado na TV para trocar de canal. E, ao apertar o botão, a coisa fica sinistra…

Imagine que o controle e a TV te levam a outros quartos e locais secretos desse lugar misterioso. A cada quarto que você passa, as coisas ficam mais sinistras: cômodos escuros, alagados, com fechaduras que exigem impressões digitais ou até leitura de íris. E você já deve imaginar onde isso vai te levar, né? É óbvio que não vai ser o seu dedo ou o seu olho ali…
A cada novo local, a situação fica mais feia. Eu estava muito intrigado com tudo aquilo — e apavorado também. Em um lugar que ficava após um corredor extremamente suspeito e escuro, encontrei um alicate dentro de um freezer. Atrás dele, havia um cano. Naquele momento, entendi: teríamos muitas idas e vindas ao longo do game, no melhor estilo Resident Evil e Silent Hill, e eu amo isso. Esse jogo realmente parece prestar uma bela homenagem aos clássicos do survival horror.
Mas enfim, vamos continuar. Retornando à sala onde havia a TV, usei o controle remoto e rezei aos deuses do survival horror para me ajudarem. E, talvez, as orações tenham funcionado, porque em um dos corredores havia uma espécie de gaiola cheia de espinhos pendurada, e dentro dela, uma arma. Escolhi não pegar a pistola, parecia uma emboscada. No fim desse corredor, encontrei uma válvula pendurada em uma porta, e atrás dessa maldita porta havia um verdadeiro rio de sangue dentro do cômodo. Dava para ver por um vidro na porta.
Já bem abalado com a cena, decidi retornar ao quarto da TV. Pouco tempo depois, uma criatura bizarra, que parecia um homem velho e monstruoso, começou a me perseguir. E aí pensei: será que, se eu tivesse pegado aquela arma, as coisas seriam mais fáceis? Bom, o resultado foi que levei uma machadada. A criatura sumiu, e eu continuei totalmente quebrado psicologicamente até a sala com a válvula. Lá, coloquei-a no lugar e a girei. Gostei da forma como as mecânicas funcionam nesse jogo.
Agora vem a parte mais absurda: ter que voltar ao quarto da TV e encontrar novamente a sala onde havia todo aquele sangue…

E depois de drenar aquele quarto a coisa mudou completamente… O sentimento ficou completamente sinistro, tentei voltar para o quarto com a TV mas os corredores pareciam infinitos… e na última porta tinha um desenho QUE NÃO ESTAVA ALI ANTES!!! Vou nem fazer comentários, olha aí se não é para infartar o cidadão:

Assim que cheguei ao quarto com a TV, eu quase infartei. Havia uma porta que antes estava trancada, mas agora estava entreaberta, e dava para ver uma silhueta me espiando por trás dela. Tentei me aproximar, mas a porta se fechou na minha cara.
Decidi investigar. Abri a porta onde o “cidadão” estava, mas não havia nada lá. Pensei: “Ok, está tudo bem.” Me virei… e lá estava ele, do outro lado do quarto, me observando.
Meu coração até voltou a bater naquele momento, era um manequim. E ele estava me encarando. Corri até a TV e comecei a mudar de canal desesperadamente…

Agora não bastam os sons bizarros do lugar, as portas trancadas, as pancadas vindas de quartos onde não podemos entrar e o ambiente completamente escuro, agora temos manequins nos observando. Quando você vira de costas, eles imediatamente olham para você, e a sensação é horrível. Onde quer que a gente vá, eles estão lá. Para onde quer que precisemos ir, não estaremos sozinhos!
E agora, a ideia é cortar o dedo de um cadáver para poder acessar novas áreas. Assim que cortamos o dedo, o nosso querido “amigo” monstruoso retorna, e precisamos correr. A porta atrás de nós está trancada, então precisamos encontrar outro caminho.
De repente, uma outra porta se destranca misteriosamente. Nós a abrimos e corremos por vários corredores, cheios de portas diferentes. A última, claro, está trancada, para variar. No desespero, vi que havia uma porta à minha esquerda, abri… e tinha um maldito manequim bem na minha frente! Levei aquele susto de sempre e, na correria, passei ao lado dele. Foi então que alguém assobiou do nada. Olhei para trás, e o manequim estava me encarando.
Essa foi uma das experiências mais insanas que já vivi em um jogo de terror. Era uma coisa atrás da outra, e a adrenalina estava a mil.

Usei o dedo alheio para abrir uma porta e logo cheguei a um lugar bizarro. Havia uma geladeira ali, e dentro dela, um cadáver, ou pelo menos eu achei que fosse. Porque aquela coisa, com o corpo tomado por fungos, desnutrida e aparentemente sem olhos, estendeu sua mão deformada e me entregou um olho. E era exatamente o que eu precisava…
Sem pensar duas vezes, saí correndo igual um maluco pelos corredores escuros, praticamente tampando os ouvidos. Mudei de canal na TV até estar no lugar certo, ignorei todos os manequins, fingi que não ouvi nenhum grito ou barulho vindo de outros quartos e, finalmente, cheguei a uma porta que me permitia usar aquele olho para abri-la.
Não perdi tempo. Abri a porta e senti um breve alívio, havia um computador muito bonito e iluminado, completamente fora daquela realidade. Imaginei que ali seria o fim dessa sessão insana criada pela AILA. Fui colocar o capacete de VR na cabeça e…

MORRI decapitado! É isso mesmo, eu morri! Mas, aparentemente, só morri dentro do game, porque voltei ao menu inicial do programa AILA, onde a bela IA já estava me esperando com um sorriso provocativo…
Nosso personagem ficou realmente assustado com a experiência. Então, AILA pergunta o que achamos de todo aquele sufoco. O personagem responde que foi uma experiência incrível e muito realista, mas que o medo vai embora ao lembrar que é apenas um jogo. A IA, por sua vez, concorda, dizendo que é verdade, que o medo é necessário, mas que é preciso descensão da realidade para torná-lo mais efetivo. Em seguida, ela pergunta sobre a arma e o motivo de não termos pego. Nós nos justificamos dizendo que não era necessário. AILA então questiona se achávamos que pegar a arma teria levado a um resultado diferente. O personagem responde que não.

Decidi fazer um novo jogo, dessa vez, peguei a arma. Terminei a missão e voltei para conversar com AILA, e o diálogo foi bem diferente dessa vez… Ela perguntou como a arma me fez sentir. De fato, nossas escolhas têm impacto. Nosso personagem responde que, sendo um jogo de terror, é natural que ele use uma arma. AILA, então, solta uma frase mortal:
“Humanos tendem a justificar sua violência em contextos de medo ou sobrevivência.”
AILA sabe exatamente o que está fazendo. A impressão que fica é de que ela está aprendendo com o nosso comportamento e evoluindo a experiência. Ao mesmo tempo, ela nos provoca, e parece ter como objetivo quebrar a nossa mente. No fim, ela oferece uma nova oportunidade: agora, com uma experiência ainda mais aprimorada.

Mas e aí, sabendo dessa experiência bizarra que eu tive … você daria uma nova chance para AILA?
Vale lembrar que ainda não temos uma data de lançamento para AILA, porém… AILA estará na BGS 2025, que acontece na próxima semana! Nós estaremos lá fazendo a cobertura do evento e, com certeza, vamos visitar a galera da Pulsatrix, um time extremamente talentoso e competente.
Estamos muito animados para AILA e podemos dizer: o futuro dos games no Brasil é brilhante!
Quer saber mais sobre a produção de AILA e sua visão? Então confere aí a nossa entrevista com o Max!

