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Review de ErikSholm: The Stolen Dream

Comprado
Versão de PC (Steam)

Data de lançamento: 15 de julho de 2025 (PC);
Plataformas: PC, Xbox Series e PlayStation 5;
Desenvolvedor: River End Games;
Distribuidor: Nordcurrent Labs;
Gênero: Narrativo, isométrico, steath.


PREMISSA/NARRATIVA

ErikSholm é um jogo de Stealth isométrico com forte foco narrativo, desenvolvido pelo estúdio sueco River End Games. A história se passa na cidade fictícia de Eriksholm, inspirada na Escandinávia do início do século XX, marcada por uma estética art déco, clima político tenso e a devastadora doença chamada Praga do Coração.

A trama segue Hanna, uma jovem que sobrevive milagrosamente à doença e descobre que seu irmão, Herman, desapareceu misteriosamente, sendo perseguido pela polícia local.

Acompanhada por dois aliados, Alva e Sebastian, Hanna embarca em uma jornada para desvendar o sumiço de Herman, enfrentando uma conspiração que ameaça não apenas sua família, mas o destino de toda a cidade. A narrativa é densa, emocional e cinematográfica, com diálogos bem elaborados e cartas coletáveis que complementam a história.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Eu não gosto de jogos de Stealth mas para minha surpresa, adorei Eriksholm. Como todo jogo de Stealth há bastante tentativa e erro para encontrar a forma correta de resolver as situações que aparecem. Em sua grande maioria você entende com umas duas ou três tentativas o que precisa fazer. Em uns seis momentos eu tive que fazer bastante experimentação e quebrar um pouco mais a cabeça.

Como todo bom jogo, ele começa simples e vai aumentando a dificuldade e implementando novas mecânicas ao longo do caminho. No início, você joga apenas com a Hanna e tem apenas que “desviar” dos inimigos. Depois, você passa a usar uma zarabatana para atordoá-los.

Conforme o jogo evolui, você passará a controlar também a Alva e o Sebastian. Cada um deles tem uma habilidade específica e você precisará combinar as diversas habilidades, muitas vezes em simultâneo, para conseguir prosseguir com sucesso.

Entre as habilidades, você terá que gerar distrações, quebrar lâmpadas, enforcar inimigos, espantar pássaros e por aí vai.

Apesar de interessante, o level design e a jogabilidade são um tanto engessadas e lineares. Não sei se tem outras formas de resolver os problemas. Acho que não.

É um jogo tecnicamente competente e indicado para quem gosta de jogos de Stealth ou quer um passatempo entre jogos maiores.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

O jogo foi desenvolvido com o Unreal Engine 5 e está muito bonito. As animações são super bem executadas e as cutscenes parecem de jogo AAA com alto padrão de qualidade.

O jogo faz uso das principais características do Unreal 5: Nanite, Lumen e Metahuman. No geral, achei bem otimizado, rodando com tudo no máximo com resolução 4K nativa. Desempenho oscilou entre 80 e 120 fps aqui no meu Notebook, com i9 de 13ª geração e RTX 4080.

Tive raríssimos stutters que é a principal queixa do uso desse motor gráfico.

CONCLUSÃO

Eu levei cerca de 13 horas para terminar e perdi alguns coletáveis que foi o que faltou para “platinar”. Achei cerca de 85% deles. É possível jogar novamente os capítulos que você quiser para coletar o que ficou faltando.

No resumo da coisa: É um jogo tecnicamente competente e indicado para quem gosta de jogos de Stealth ou quer um passatempo entre jogos maiores. Por R$ 150,00 na Steam e no Xbox eu achei que valeu a pena. No Playstation está por R$ 230,00, talvez esperar uma promoção.

Quer uma nota? Nota 8. Acima da média, considerando que é um estúdio pequeno e um projeto de baixo orçamento.

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Ex empresário e professor de Assembly, atualmente vive em Portugal e adora passar o tempo nos seus joguinhos, com o gênero RPG de turno como seu preferido. Além de videogames, adora viajar e curtir uma boa gastronomia.

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