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Review de Altheia: The Wrath of Aferi

Agradecimentos à PressEngine pela licença
Versão de PC

Data de lançamento: 21 de agosto de 2025
Plataformas: PC (Steam), Xbox;
Desenvolvedor: MarsLit Games;
Distribuidor: Neon Doctrine, Game Seer Publishing;
Gênero: Aventura, ação, puzzles.


PREMISSA/NARRATIVA

Sabe quando você entra num jogo esperando algo fofo e pacato e, de repente, se vê metido numa missão cheia de desespero, corrupção cósmica e responsabilidades que você não pediu? Pois é. Essa foi minha entrada em Altheia: The Wrath of Aferi.

Na pele de Lili, uma jovem guarda que carrega mais peso nas costas do que saco de arroz de 25kg, e acompanhada do monge arcano Sadi, o jogo nos coloca no mundo de Atarassia, que tá indo direto pro buraco graças a uma corrupção sinistra chamada Void. A trama até tenta pegar pesado em alguns momentos, com temas de perda, legado e redenção, mas no geral ela funciona mais como pano de fundo pra exploração e quebra-cabeças. Nada revolucionário, mas também nada mal-feito. A narrativa se desenrola aos poucos e de forma minimalista, o que pode agradar quem curte desvendar a história por conta própria, mas talvez frustre quem espera diálogos dramáticos e cenas cinematográficas.

Eu, pessoalmente, curti essa pegada mais contida. Me senti explorando um livro de fantasia onde nem tudo é dito de cara. E cá entre nós, o carisma dos protagonistas segura bem o enredo, mesmo com algumas lacunas emocionais pelo caminho.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Agora vem a parte que mais me pegou de jeito: o gameplay. Altheia é, basicamente, um Zelda com modo cooperativo embutido… mas singleplayer. Confuso? Eu explico. Você controla tanto Lili quanto Sadi, alternando entre eles a qualquer momento pra resolver quebra-cabeças nos templos, explorar ambientes e enfrentar criaturas corrompidas. É um verdadeiro “dueto jogável” e, sinceramente, é aí que o jogo brilha.

Lili usa espada, arco e bombas, enquanto Sadi manipula magias que criam pontes, plataformas e escudos arcanos. As combinações são bem engenhosas. Tinha puzzle que me fez coçar a cabeça por uns bons minutos e, quando resolvi, senti aquele orgulho nerd que só bons jogos de puzzle sabem proporcionar.

O combate é bem básico, diga-se de passagem. Não espere sistemas complexos ou combos mirabolantes. O foco está nos puzzles e na exploração. Os inimigos funcionam mais como obstáculos do que como desafios reais. Ah, e vale avisar que a demo ainda sofre com alguns bugs esquisitos: câmera que dá uma pirada, flechas que travam no ar e checkpoints que às vezes esquecem que existem.

Eu precisei refazer uma dungeon inteira porque o jogo resolveu não salvar. Quase desinstalei, mas voltei pela arte.

Minimalista, honesto tanto nas coisas boas, quanto nas ruins.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Visualmente, Altheia é uma lindeza. Parece que o Studio Ghibli e o Studio Chizu resolveram fazer um filho indie juntos. Cores suaves, traços gentis e aquele clima meio mágico meio melancólico pairando no ar. Os cenários são encantadores, mesmo quando tomados pela corrupção do Void. Dá vontade de tirar print em quase todo canto, claro, se você curte esse tipo de arte visual.

O design sonoro acompanha bem. Trilha calma, efeitos discretos, e uma vibe que convida a relaxar… até a próxima dungeon dar um nó no seu cérebro. No entanto, tecnicamente o jogo ainda tá cru. A performance em alguns momentos desce ladeira abaixo, e a falta de polimento em interfaces e tutoriais pode atrapalhar jogadores menos pacientes. Faltam elementos de acessibilidade.

É bonito, mas precisa de um polimento fino pra brilhar de verdade.

CONCLUSÃO

Altheia: The Wrath of Aferi é um daqueles jogos que carrega o coração no lugar certo. Dá pra ver que tem paixão envolvida em cada pedaço desse mundo, nas mecânicas pensadas com carinho e nos diálogos curtos, mas simbólicos. Não é perfeito, e definitivamente ainda precisa de uma boa camada de melhorias. Mas, mesmo assim, já oferece uma experiência charmosa, especialmente pra quem curte puzzles criativos e aquele jeitão de Zelda indie.

A combinação entre Lili e Sadi me prendeu do início ao fim. O jogo conseguiu me cativar com simplicidade e atmosfera, apesar de seus tropeços técnicos e narrativos. Fico na expectativa de que os devs consigam dar aquele tapa técnico que ele tanto merece.

Se você, assim como eu, cresceu resolvendo enigmas em templos e explorando mundos mágicos só com uma espada, um arco e uma boa dose de curiosidade, Altheia pode ser seu novo xodó.

Texto escrito por mim. Revisado por IA.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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