Licença recebida via PressEngine
Versão de Xbox Series S

No dia 18 de junho deste 2025, chega ao mercado a primeira DLC de Still Wakes the Deep, o que na minha visão foi uma das grandes surpresas do ano de 2024.
A expansão em questão é chamada de Siren’s Rest, ela se passa 10 anos após os eventos do jogo base. Já fica o alerta que tentarei ser o mais cuidadoso com possíveis spoilers, mas infelizmente uma hora ou outra terei que tocar em algum assunto importante da trama.
Tá valendo a pena esse conteúdo? Vem comigo que eu te conto. Esta análise foi realizada em uma gameplay do Xbox Series S após o seu lançamento oficial. Em nome da Safe Zone Games e Patobah, agradeço a chave disponibilizada gentilmente.
Chegou o momento de fechar de vez esse capítulo.
PREMISSA/NARRATIVA
Com o desfecho da Beira D no game original, muitas perguntas ficam no ar não só para os players que jogatinaram essa maravilhosa história, lá dentro deste universo existem pessoas próximas e também parentes que buscam a sua paz interior tentando desvendar o que realmente aconteceu.
Por aqui conheceremos Mhairi e sua equipe de mergulho, seu objetivo é claro e bastante nobre: descer até os destroços do Beira D e fechar de vez esse capítulo de muita dor e angústia.
Mas que barulho é esse? Que movimentação suspeita é essa? Talvez não tenha sido uma boa ideia, quem sabe possa ser até a última…
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Diferente da jogabilidade apresentada anteriormente, em sua DLC em grande parte do tempo nós estaremos em uma exploração aquática bem aos moldes de um Subnautica, por exemplo. Sua gameplay em primeira pessoa é mantida, podemos nadar com mais intensidade a qualquer momento, além de poder pegar impulso em objetos no chão em determinadas situações.
Temos alguns equipamentos auxiliares para a nossa exploração, como é o caso de uma lanterna, uma chave de fenda para auxílio de portas e armários bloqueados e uma espécie de maçarico para eliminar algumas crostas em portas e dutos que se encontram em nosso caminho.
Pensando em uma exploração mais tranquila e no tempo do jogador, não precisamos nos preocupar com a respiração, do começo ao fim temos ao nosso lado um cilindro de oxigênio que não nos abandona.
E por falar em abandono, o que vai embora com bastante velocidade neste título é a iluminação. O fundo do mar faz juz ao que se espera e tudo é bem escuro. A lanterna terá que ser utilizada ao máximo sempre que possível. Deu problema? Mais para frente teremos acesso a sinalizadores que deverão ser utilizados com uma frequência considerável, visto que é uma mecânica fundamental para a conclusão e por conta disso os desenvolvedores optaram por dar aos jogadores o manuseio de forma infinita deste recurso.
Além dos objetos citados anteriormente, também temos em nosso inventário uma câmera para registrar cada corpo que vamos encontrando durante a nossa trajetória. A fotografia e os pertences que podemos encontrar são um “charme” a parte. Ligar um determinado objeto a pessoas já conhecidas pelo jogo base causa um misto de emoções.
Aos jogadores mais aficionados por exploração ou fazer os 100% de um game, pode se divertir bastante nessa procura. Tem alguns que ficam bem escondidos e poderão passar despercebidos em uma primeira jogatina.
E sobre o monstro? Bom… o monstro aqui é bem diferente de aparência mas a sua lógica de racionício segue a mesma. Viu o bicho? Corre e busque esconderijo, já neste caso, nade e busque refúgio.
Ele é rápido não tente um embate direto, voltamos aos sinalizadores para chamar a atenção e como Ronaldinho Gaúcho, jogamos para um lado e corremos para o outro, sem erro e com muita emoção.
As plataformas simplesmente não existem mais? Um dos grandes pilares de Still Wakes the Deep para mim foi a mescla do horror com a plataforma. Andar em locais estreitos ou fazer um pulo mais desafiador foi uma baita experiência.
Infelizmente Siren’s Rest tem bem pouco deste recurso por ser no fundo do mar, mas os desenvolvedores conseguiram algumas brechas em momentos chaves para o jogador matar um pouco dessa vontade.
DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS
Sobre o motor gráfico da Unreal Engine 5 a The Chinese Room fez um ótimo trabalho. O que ele tem de bonito tem de intimidador. A Beira D já era incrível de se explorar normalmente, agora vendo o que sobrou no fundo do mar ela segue sendo bem cativante, se é que cativante seja um bom adjetivo para utilizar por aqui.
No Xbox Series S sua experiência foi bem tranquila, seja no jogo base ou em sua DLC. Sem problemas de crashs, quedas de fps ou similares. O carregamento pós morte poderia ser um pouco mais ágil mas nada que me incomodou.






CONCLUSÃO
Still Wakes the Deep: Siren’s Rest consegue de forma sucinta ser uma boa adição a este universo. A título de curiosidade, finalizei a campanha do jogo base com 5h de jogatina, vim para a DLC esperando algo em torno de 30 minutos ou 1h no máximo.
E não foi o caso, finalizei com 2h e não coletei todos os pertences. Estamos falando de uma DLC que está sendo comercializada por R$37,00 (no Xbox e Steam, PS por R$69,90), um valor ao meu ver bem honesto para o material entregue.
Voltar para este universo foi uma grata surpresa que eu realmente não sabia que precisava. Estou completamente vendido, se o game conseguir atingir um público ainda maior tem tudo para se tornar um grande nome no mercado. Joguem Still Wakes the Deep, joguem Siren’s Rest!



