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Review de Wonder Boy: Asha in Monster World – Uma aventura digna de clássicos do gênero

Obrigado à PR Hound por disponibilizar essa licença
Versão de Xbox Series S

Wonder Boy: Asha in Monster World é um remake do jogo de mesmo nome, originalmente lançado para Mega Drive, lá na saudosa quarta geração de consoles. O game é o quarto jogo da série e segue a fórmula original: um jogo de aventura e ação em 2.5D.

Uma experiência incrível, divertida e muito prazerosa de vivenciar.

PREMISSA/NARRATIVA

Nesse novo capítulo da série, entramos na pele de Asha, uma guerreira profetizada pelas lendas que, com muito carisma, nos leva por uma aventura muito gostosa de desfrutar. Ao mesmo tempo, diverte enquanto buscamos derrotar as forças do mal que desejam, mais uma vez, dominar o mundo todo.

Somos apresentados à rainha Paprill XIII, que governa a cidade de Rapadagna — uma cidade alegre que pode ser explorada em profundidade no plano 2D, uma bela sacada do jogo.

A história é a clássica jornada do herói que reencarna de geração em geração para derrotar o mal. É clássica, mas nem de longe defasada no game. Afinal, nem todo jogo precisa reinventar a roda — uma estória simples, porém bem contada, faz toda a diferença.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo consiste em uma jogabilidade muito precisa e, ao mesmo tempo, simples. No entanto, mesmo que o combate seja limitado a apenas um golpe por vez que Asha pode executar, isso não se torna um ponto negativo. O jogo não massacra o jogador com dificuldade exagerada. Embora o desafio não seja intenso, isso tem uma razão: o game claramente visa agradar o público infantil — e o faz com muita maestria, através de uma gameplay simples e descomplicada.

Nele temos o “desafio” de completar dungeons em busca de resgatar espíritos aprisionados por magos do mal. Esses locais têm uma estrutura de caminho que se deve atravessar até chegar à dungeon e, depois, resolver os puzzles da masmorra e derrotar os subchefes e o chefe de cada uma. O jogo é curto, mas caso seguisse essa mesma fórmula por mais de quatro vezes, muito provavelmente se tornaria cansativo. Aqui, a moderação foi feita na medida exata.

Contamos com um pet chamado Pepelegoo — um parceiro que complementa a jogabilidade e torna possíveis vários desafios. Sendo uma das personagens mais carismáticas do jogo, ele é grande responsável por criar o laço de apreço do jogador com a aventura.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

O trabalho de arte, ao reimaginar o jogo com visuais da atualidade, merece destaque. Foi utilizado o estilo de arte em cell-shading, que nem sempre funciona bem, mas aqui foi um casamento perfeito entre a transição do passado em pixel art para os gráficos atuais.

As músicas do jogo são cativantes em todos os momentos da aventura, sendo bastante características das áreas que visitamos. É perceptível que se utilizou um alto nível artístico para reimaginar o jogo sem desvirtuar as memórias daqueles que aproveitaram o original.

CONCLUSÃO

O jogo entrega uma experiência incrível, divertida e muito prazerosa de vivenciar. Não pune o jogador — seja ele experiente no gênero ou não — com bastante intuitividade e bom humor. O jogo carrega o jogador com leveza, fazendo com que se aproveite a aventura com o sentimento de não querer que ela chegue ao fim.

O único ponto realmente negativo que pode frustrar algumas pessoas é o fato de que existem conquistas que, se o jogador não ficar atento, podem ser perdidas — sendo possível reavê-las somente com uma nova jogatina desde o início. Ademais, o jogo se mostra uma experiência sólida e relaxante, como é a premissa dos videogames desde o princípio.

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Ex empresário e professor de Assembly, atualmente vive em Portugal e adora passar o tempo nos seus joguinhos, com o gênero RPG de turno como seu preferido. Além de videogames, adora viajar e curtir uma boa gastronomia.

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