Yakuza, ou como é mais chamado hoje em dia, “Like a Dragon”, é uma franquia com um peso enorme na cultura pop japonesa e que tem uma imensidão de fãs no Ocidente também. Mesmo tendo jogado apenas o Like a Dragon: Pirate Yakuza (quem diria, o Majima pirata foi minha porta de entrada), eu já conhecia bastante da estética nipônica e um pouco sobre os personagens da franquia. Mas nunca tinha parado realmente para jogá-los, então decidi entender de onde vem todo o peso desse nome do jeito certo: jogando. Mergulhei nos remakes recentes, Yakuza Kiwami 1 e 2, desenvolvidos pela Ryu Ga Gotoku Studio e publicados pela SEGA. Como nunca joguei as versões originais do PlayStation 2, minha análise é totalmente baseada no que esses títulos entregam para o padrão de hoje.
HISTÓRIA/PREMISSA
A história desses dois jogos é, acima de tudo, sobre lealdade e as consequências de nossas escolhas. Não vou me aprofundar tanto na lore dos dois games, até porque elas são tão boas que só jogando para saber. Momentos de ação, tensão, dramas e até aquele humor pastelão japonês — que eu particularmente adoro — estão presentes o tempo todo. Além de ter uma construção de personagem muito madura, o Kiryu se tornou um dos meus protagonistas favoritos dos games.
> No Kiwami 1, conhecemos o Kazuma Kiryu. Ele assume a culpa por um crime que não cometeu e passa 10 anos na prisão. Ao sair, ele se vê em meio a uma conspiração envolvendo 10 bilhões de ienes desaparecidos e uma garotinha, Haruka, que parece ser a chave de tudo. É uma história de introdução muito forte, que foca na queda e na reconstrução do protagonista.
> Já no Kiwami 2, o conflito ganha uma escala regional. A disputa entre o Clã Tojo (Tóquio) e a Aliança Omi (Osaka) coloca Kiryu frente a frente com Ryuji Goda. Diferente de muitos vilões genéricos, o Ryuji é um antagonista formidável que divide o palco com o protagonista à altura. A trama é mais densa, cheia de reviravoltas e momentos cinematográficos.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Embora ambos sejam remakes, a diferença de “pegada” entre eles é nítida por causa das tecnologias usadas.
O Kiwami 1 utiliza um sistema de combate mais focado em estilos. Você alterna entre quatro posturas de luta (Brawler, Rush, Beast e Dragon). Isso dá uma dinâmica estratégica legal, já que cada inimigo exige uma abordagem diferente. O ponto alto da diversão é o sistema “Majima Everywhere”, onde o Majima te persegue pela cidade das formas mais absurdas possíveis para te forçar a evoluir.
O Kiwami 2 já é um salto para a Dragon Engine, a mesma usada nos jogos mais atuais da série. O combate aqui é mais unificado e fluido. O que mais impressiona é a física: as lutas podem começar na rua e terminar dentro de uma loja, quebrando prateleiras e destruindo o cenário de forma orgânica. Não existem telas de carregamento para entrar em estabelecimentos ou iniciar brigas, o que deixa o ritmo do jogo muito melhor.
Um grande destaque do gameplay são também os seus minigames fantásticos. É cada um mais divertido que o outro e eles te prendem por um bom tempo se você focar em fazê-los. Eu particularmente amo o karaokê desses jogos, só tem musicão no catálogo!
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
A direção de arte é o que realmente te transporta para o Japão. Kamurocho e Sotenbori são bairros vibrantes, cheios de letreiros em neon, sons de fliperama e uma atmosfera noturna impecável.
No Kiwami 1, os gráficos são competentes e limpos. Já no Kiwami 2, o detalhamento sobe de nível. A iluminação é muito mais realista, os reflexos no chão molhado são bonitos de ver e as expressões faciais nas cenas de corte são impressionantes, conseguindo passar a emoção dos personagens sem precisar de exageros.






CONCLUSÃO
Para quem está chegando agora, como eu, os remakes Kiwami são a forma definitiva de conhecer o Kiryu. O primeiro jogo estabelece o coração da franquia com uma história emocionante, enquanto o segundo refina a fórmula com um motor gráfico moderno e um ritmo de jogo superior. São títulos que mostram por que Yakuza deixou de ser um jogo de nicho para virar esse fenômeno mundial.
PATÔMETRO | Yakuza Kiwami 1
PATÔMETRO | Yakuza Kiwami 2
