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Review de Tomb Raider Definitive Edition | NS2

O que é Tomb Raider: Definitive Edition?

Tomb Raider: Definitive Edition é um remaster do décimo título da série Tomb Raider e o quinto produzido pela Crystal Dynamics que foi publicado pela Square Enix em 5 de março de 2013. No dia 18 de novembro de 2025, o jogo foi lançado para Nintendo Switch 2 e tá custando R$ 106,59 na eShop, dando a oportunidade de levar essa experiência para onde quiser. O jogo não possui nenhuma correlação com os lançamentos anteriores, sendo um reboot que dá ênfase às origens da icônica personagem Lara Croft.

HISTÓRIA/PREMISSA

Em Tomb Raider, nós jogamos com a Lara Croft, uma jovem arqueóloga de 21 anos recém-formada, que é transformada de uma sobrevivente amedrontada em uma aventureira rígida e engenhosa. O jogo se passa em Yamatai, uma ilha onde Lara e os seus amigos naufragaram. Lara precisa salvá-los e também tentar tirá-los da ilha, mas sair de lá não é uma tarefa simples, pois há uma energia misteriosa que impede qualquer tentativa de resgate, seja aérea ou marítima. É uma história que pode parecer que vai acabar rápido, mas no decorrer do jogo, uma série de eventos acontece que deixam a história bem emocionante.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A jogabilidade de Tomb Raider é surpreendentemente simples de entender, mas extremamente divertida. Os puzzles são bem construídos e proporcionam aquela sensação prazerosa de descobrir a solução por conta própria, sem depender de marcações exageradas. O combate também é um destaque: as armas são gostosas de usar e o sistema de melhorias incentiva você a explorar e investir na sua versão da Lara. No geral, tudo aqui é afinado com cuidado, sendo simples, direto e impecável.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Ambientação e Level Design

A ilha onde a aventura acontece é tão viva que é praticamente um personagem à parte. Cada área parece ter sido cuidadosamente planejada para te incentivar a olhar para todos os cantos, buscar tesouros escondidos, encontrar arquivos e coletar recursos. A exploração é sempre recompensadora e nunca cansativa. A combinação do visual com o design dos cenários torna a jornada imersiva e envolvente.

Performance

Mesmo com os gráficos sendo decepcionantes, a performance do jogo no Switch 2 é o ponto em que essa versão realmente se destaca. O jogo roda travado a 60fps com resolução fixa em 1080p, tanto no modo portátil quanto no dock. A fluidez é excelente e deixa a experiência bem agradável. No entanto, essa estabilidade veio acompanhada de muitos cortes gráficos, o que passa a sensação de que o console tem potência para entregar mais sem perder desempenho.

Gráficos

Infelizmente, os gráficos de Tomb Raider: Definitive Edition no Switch 2 deixam bastante a desejar. Diversos efeitos presentes até nas versões de PS3 e PS4 foram removidos ou reduzidos, como sombras detalhadas, ambient occlusion e folhagens com movimento. O resultado é um cenário mais claro, vazio e menos imersivo. Também há problemas com tesselação, que elimina detalhes do terreno e objetos, além da ausência do TressFX, o sistema de cabelo mais realista da Lara, que marcou a versão Definitive Edition. Para um hardware de última geração, essa queda de qualidade é decepcionante e faz o jogo parecer visualmente datado demais.

Aqui está uma imagem comparando a versão de PS4 com a de Switch 2, veja a diferença: 

Imagem: vídeo do canal El Analista de Bits

CONCLUSÃO

Tomb Raider: Definitive Edition no Nintendo Switch 2 entrega uma grande aventura cheia de ação, com jogabilidade afinada, puzzles inteligentes, uma bela ambientação e uma Lara Croft carismática em sua origem. Tudo isso permanece intacto e continua extremamente divertido, mesmo mais de uma década após o lançamento original.

Porém, o port em si deixa uma mistura de sentimentos. A performance é excelente e rodar o jogo a 60fps é um sonho para quem sempre quer aproveitar ou reaproveitar essa aventura com fluidez. Mas o preço disso foi uma grande redução gráfica que compromete a atmosfera e a identidade visual do jogo. Não chega a estragar a experiência, longe disso, mas fica claro que poderia ter sido melhor trabalhado.

No fim, esta versão é bem recomendada para quem quer portabilidade e fluidez, mesmo sacrificando o visual. Para quem busca a experiência mais bonita, as versões das outras plataformas são uma escolha melhor.

PATÔMETRO

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