Agradecimentos à Keymailer/Game.Press pela licença
Versão de PC

The Necromancer’s Tale é um RPG narrativo sombrio ambientado em uma versão alternativa da Europa do século XVIII. O jogo te coloca na pele de um jovem nobre que herda um grimório necromante, e com ele, o fardo de mergulhar em um submundo de intrigas políticas, segredos profanos e cadáveres que insistem em conversar. Com forte foco em escolhas morais, relações sociais e uma escrita digna de romance gótico, o jogo aposta mais em história do que em ação, entregando uma experiência densa, única e deliciosamente macabra.
Um jogo feito pra quem gosta de boas histórias.
PREMISSA/NARRATIVA
Você controla um jovem nobre de uma cidade fictícia bem inspirada na Veneza do século 18, onde a ciência está começando a dar seus primeiros passos, mas a superstição ainda corre solta pelas vielas. Seu personagem, depois de um prólogo super bem escrito e cheio de ramificações, acaba se vendo às voltas com o grimório da família. A partir daí, tudo desanda de um jeito lindo. Necromancia, chantagem, conspiração política, pactos com forças além do véu da sanidade. Tudo isso sem perder a compostura… ou pelo menos tentando.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Durante boa parte da experiência, você vai conversar. Muito. Cada NPC parece ter saído de uma peça de teatro. E não são só figurantes. São mais de 180 personagens com quem você pode interagir, influenciar ou simplesmente esnobar se estiver se sentindo superior. Suas ações e falas afetam diretamente como as pessoas te enxergam, e, olha, isso pode te colocar em situações bem delicadas. Já vi RPG onde você pode ser odiado… mas aqui, ser odiado é questão de tempo se você não souber jogar o jogo social.
O combate existe, e funciona. É em turnos, tem sistema de magia, armas, buffs e claro… os mortos-vivos. Você invoca bichos que já deviam estar empoeirando num caixão, e eles te ajudam na luta como bons companheiros de túmulo. Tem modo só de história pra quem não curte combate, e até um sistema de resolução automática pra quem só quer seguir a história.
DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS
A trilha sonora é sombria na medida certa. Aqueles acordes que fazem você olhar pro lado só pra confirmar que tá sozinho mesmo. O design de som também ajuda a mergulhar nesse mundo de velas, sussurros e livros profanos. E sim, tem dublagem nos momentos certos, feita por um elenco que manda bem.
Em termos técnicos, o jogo roda liso, mesmo em setups mais modestos. Não encontrei bugs graves, nem travamentos bizarros. Os menus são simples e fáceis de navegar, o que é ótimo pra um jogo com tanto texto.
CONCLUSÃO
Como fã de RPGs, me senti em casa. Como necromante amador, me senti… observado. Mas tudo bem, faz parte do pacote (eu acho).

Texto escrito por mim. Revisado por IA.






