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Review de Shinobi: Art of Vengeance (DEMO – PS4)

Demo disponível na PS Store
Versão de PlayStation 4
Por Fantasma
Review também disponível em GameWire

Data de lançamento: 29 de agosto de 2025;
Plataformas: PC, PlayStation, Xbox e Nintendo Switch;
Desenvolvedor: Lizardcube, Sega;
Distribuidor: Sega;
Gênero: Ação, exploração, plataforma.


Confesso que dificilmente sou atraído por jogos desse gênero. Minhas únicas experiências anteriores foram com Castlevania: Symphony of the Night e Rondo of Blood, dois clássicos que despertaram meu interesse anos atrás. Por isso, minha expectativa estava neutra ao iniciar a demo de Shinobi: Art of Vengeance — mas fui rapidamente surpreendido.

A demo me prendeu desde os primeiros minutos, oferecendo aquela sensação rara e deliciosa de estar descobrindo um jogo novo que já chega com personalidade. E mesmo sendo novato nesse tipo de título, senti que a proposta estava acessível e, ao mesmo tempo, desafiadora.

Considerando que é uma demo, o potencial para a versão final é altíssimo.

DESIGN E EXPLORAÇÃO

O visual do jogo é um espetáculo à parte. A arte me encantou desde o início, com o uso magistral de paralax e ambientação digna de destaque. Os cenários são ricos em detalhes, com caminhos alternativos, desafios secretos e recompensas para os jogadores mais curiosos — o que me fez explorar cada canto da vila como um verdadeiro caçador de segredos.

A dificuldade é outro ponto bem equilibrado. Os inimigos variam desde ninjas que atacam à distância com shurikens, até brutamontes que exigem precisão e atenção. Os obstáculos também têm aquela pegada “não vai demorar, é só um pulinho”, mas de repente você percebe que está há meia hora tentando passar de uma parte — e curtindo o processo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A gameplay é, sem exagero, viciante. O combate é fluido, reativo e brutal, com um sistema de combos que te incentiva a superar seus próprios limites — cheguei a um combo de 66 hits e ainda sentia que dava pra mais (se eu não fosse atingido, claro). Joe Musashi dispensa apresentações para quem conhece o universo de shinobis em jogos, mangás ou animes, e aqui ele está rápido, feroz e com estilo.

Mesmo com poucas habilidades disponíveis na demo, cada uma foi impactante e bem encaixada. O uso do dash adiciona um dinamismo ao combate que impede qualquer sensação de repetição. As kunais, evoluindo de 1 para 3 com melhorias, trazem um toque estratégico interessante, permitindo ataques à distância enquanto se mantém o combo em movimento.

Além da missão principal, me peguei gastando um bom tempo no modo arcade, tentando (sem sucesso) fazer um speedrun e descobrir como alcançar baús bloqueados. Isso mostra como a demo já oferece mais conteúdo do que aparenta à primeira vista.

TRILHA SONORA

A trilha sonora cumpre seu papel com louvor, principalmente nas lutas contra chefes. Ela mantém o ritmo intenso e a imersão alta. As legendas em português ajudam muito na compreensão da história e mostram um cuidado extra com a comunidade brasileira.

CONCLUSÃO

Shinobi: Art of Vengeance me surpreendeu completamente. Mesmo sendo alguém que não costuma se atrair por jogos no estilo metroidvania ou ação-plataforma, me vi preso à experiência do início ao fim. A combinação de combate responsivo, arte belíssima e trilha sonora imersiva cria uma demo que não apenas entretém, mas deixa um gostinho de “quero mais”.

Se você ainda não jogou, jogue. Experimente. Explore. E, principalmente, admire a arte. Porque Shinobi: Art of Vengeance não é só uma homenagem aos clássicos — é um passo à frente com respeito às raízes.

Texto escrito por mim, Fantasma. Revisado por IA.

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