Bruno Castelo Destaque Jogos Review/Análise

Review de S.T.A.L.K.E.R: Legends of the Zone Trilogy – Finalmente uma edição definitiva

Chave recebida via Press Engine

Em meados dos anos 2000, uma franquia nasceu e mesmo com seus muitos problemas de otimização e bugs ela furou a bolha e conquistou muitos fãs mundo afora.  S.T.A.L.K.E.R é uma força da natureza, um jogo cult que assim como a turma que gosta de jogos da From Software, criou uma fanbase dedicada e apaixonada por suas mecânicas. E quando eu falo mecânicas, até aquelas onde o mais paciente guru vai questionar sua existência ao experimentá-las. Vamos a nossa Ánalise!

Versão chega ao PS5 e Series S/X com melhorias de para os fãs da clássica franquia de terror e sobrevivência

PREMISSA/NARRATIVA

O jogo a grosso modo é direto ao ponto e faz o mínimo pra te explicar qualquer coisa. Estamos na Ucrânia onde a região foi extremamente castigada pelo evento cataclísmico NUCLEAR DE CHERNOBYL. A zona , o local afetado, é assombrado por mutações criadas por cientistas e todo o tipo de bizarrice. Aproveitando-se do descaso, muitos deles fizeram testes em cobais e criaram literalmente um reino de pesadelos. E é aí que você é jogado nesse redemoinho de intrigas sem esse contexto INCLUSIVE com um único objetivo : Sobreviver e matar um tal de Strelok , outro S.T.A.L.K.E.R . A premissa do jogo é literalmente essa. O forte apelo vem como a maneira que o jogador interage com esse mundo.

Cada jogo tem um ponto de partida e um roteiro porém vale ressaltar que todos os 3 funcionam como uma espécie de narrativa complementar. Em Shadow of Chernobyl você é um S.T.A.L.K.E.R sobrevivente de uma anomalia na zona e que deve caçar um outro alvo chamado Strelok. Em Clear Sky você acaba se envolvendo numa guerra de facções e em Call of Prypiat o estopim é um acidente de helicóptero numa região próxima a cidade do cataclisma. Não há aqui uma preocupação em jogar os jogos por ordem cronológica embora recomende para maior facilidade de aprendizado das mecânicas de jogo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Eu preciso ser direto ao ponto aqui, mesmo correndo o risco de chatear a base apaixonada de fãs do jogo: É tudo muito difícil de lidar. A mira não funciona como deveria, o menu radial é lento e MEU DEUS como o gunplay dos inimigos e sua inteligência artificial são difíceis de assimilar. Um tiro seu de pistola em prol do realismo tem que ser feito quase que a queima roupa enquanto que os tiros de escopeta dos inimigos te acertam do outro lado do galpão. Os mutantes são erráticos em movimento, os ataques são difíceis de ler…é como se tudo fosse feito de maneira a dificultar a vida do jogador a ponto de o fazer morrer milhões de vezes para a mesma situação enquanto lamenta ter esquecido de salvar e voltar em um ponto bem distante da missão que você estava. O mapa é confuso e a parte visual dos mesmos mostra muito pouco por onde seguir.

E o menu de inventário? Entendo que as coisas precisam ser assimiladas mas itens de cura, comida e equipamentos mereciam mais detalhes e quem sabe um mini tutorial só de início ali pra mostrar como funciona . Como crítico , vocês sabem o sentimento que estou sentido e em suas experiências talvez tenha acontecido com vocês e foi amor a primeira vista mas não serei injusto : O JOGO tem seus momentos e mesmo com esses problemas entendo perfeitamente o estado CULT que ele tem hoje . É extremamente satisfatório superar essas adversidades e pela proposta imagino que é essa sensação que os desenvolvedores queriam passar. Bom, missão cumprida.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Estamos falando de jogos feitos em 2007, 2008 e 2009 . Logo, eles são datados como qualquer outro remaster e port , porém, fica meu elogio para o tratamento e polimento de aspectos como resolução máxima e o FPS. Geralmente , empresas fazem o mínimo e aqui temos um 4k 60 fps ESTÁVEIS. Para pessoas que jogaram o original é um colírio experimentar o jogo numa condição bem superior a original. As texturas também dos NPCS foram melhoradas , efeitos de água em rios e lagos estão bem melhores que os originais mas devo salientar que as obras originais não tem como intenção serem blockbusters técnicos então o trabalho aqui segue ótimo na proposta em que o jogo foi feito e não uma espécie de aumento de resolução sem nenhum ganho consciente de qualidade gráfica.

A TRILHA sonora é pontual e tímida aqui mas os efeitos sonoros me surpreenderam. Tiros, gritos de inimigos e animais no seu encalço e principalmente os inimigos mutantes causam um desconforto muito grande, principalmente os mais fortes. Nada revolucionário mas tudo cumpre seu papel.

A ÚNICA coisa que eu reclamo é a falta de localização em PT – BR. De resto tudo ficou muito bem trabalhado. Pouquíssimos remasters ou coletâneas de clássicos como essa merecem tanto respeito quanto essa. Corrigiram bugs dos originais, melhoraram os gráficos e a sonografia. O resultado é agradável e não foge em nada da direção artística proposta pelos Originais. Pra mim o ponto mais alto do jogo e até fica com um gostinho melhor saber que os clientes que pagaram pelas versões de ps4 e one receberam o upgrade gratuitamente.

CONCLUSÃO

S.T.A.L.K.E.R NÃO É PRA QUALQUER UM. Com ênfase. É um jogo rústico, sem medo de humilhar e dificultar a vida do jogador. Mas é charmoso, divertido a medida que suas adversidades são superadas e essa coletânea é de um charme inegável no mundo em que os jogos são feitos de maneira a afagar egos frágeis e gamers que vivem suas vidas corridas, sem muito tempo de pensar que por terem morrido para um tiroteio comum, terão que voltar o progresso de horas atrás porque esqueceram que aqui não existe salvamento automático. Eu recomendo essa coletânea para o FÃ. Não há outra pessoa senão o cara que viveu isso la em 2007 e merece agora a versão definitiva de todos os pesadelos espetaculares que viveu naqueles tempos. A pessoas novas na franquia como eu , desejo fortes orações e muita força de vontade.

Review de Jogos | Criador de Conteúdo
Fã de PlayStation, mas não da Sony | Fã de Castlevania | Gamer | Apresentador do programa "Castelo do Caos" no Youtube.

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