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Review de Pathfinder Kingmaker | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

Kingmaker é o antecessor do incrível Pathfinder Wrath of the Righteous que por ter esse nome imenso, vou chamar de Pathfinder 2 daqui para frente. As histórias não tem relação uma com a outra. Pode jogar na ordem que quiser.

Kingmaker, se passa nas Terras Roubadas, uma região selvagem e disputada nos Reinos dos Rios, no mundo de Golarion. Um grupo de aventureiros, liderado pelo protagonista criado pelo jogador, é enviado pelo reino de Brevoy para explorar e pacificar a área, infestada por bandidos, monstros, tribos bárbaras e rivais políticos.

Tudo começa com a missão de derrotar o Stag Lord, o temido líder dos bandidos que controla a região. Após essa vitória, os heróis recebem a coroa de Brevoy e se tornam barões, fundando e gerenciando seu próprio reino: constroem assentamentos, nomeiam conselheiros, lidam com leis, economia, exércitos e eventos aleatórios que podem levar à prosperidade ou ao colapso.

A narrativa é feita pela barda Linzi, e mistura exploração sandbox, construção de reino e roleplay profundo com 12 companheiros icônicos, cada um com arcos pessoais e romances opcionais.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo segue o padrão de jogos CRPG: por turnos e isométrico. Como esse foi o primeiro da série, alguns problemas começam a surgir assim que você começa o jogo. O isométrico dele é fixo, ou seja, você não consegue girar a câmera e isso cria uma certa rigidez na forma como você visualiza o mundo e interage com ele.

Alguns objetos ficam difíceis de visualizar, tive problemas inclusive para atacar alguns inimigos que ficaram em um ponto da tela que eu não conseguia por o cursor pois o cenário estava por cima.

Tal como em Pathfinder 2, é possível jogar em modo em tempo real com pausas, mas tal como no 2, para mim é impossível. É caótico e confuso. Para o público desse jogo, jogá-lo com turnos é obrigatório.

As animações são simples, mas interessantes. Quando seu personagem faz um acerto crítico, a animação acerta na cabeça, quando erra pega no escudo ou o personagem desvia, as flechas quando erram batem no inimigo e ficam evidentes que não furou a armadura. São pequenos detalhes, mas interessantes e relevantes para o contexto.

O jogo sofre de limitações claras de orçamento baixo:

> As missões, como escritas no diário nem sempre são óbvias o que pode ser bom ou ruim. Dependendo de quanto você curte explorar ou se prefere ser mais guiado;

> Graficamente o jogo é bem simples. Considere a idade dele e que isso tem menor impacto nesse tipo de jogo, mesmo assim, tenha isso em mente;

> Muitos bugs: tela tremendo, não conseguia selecionar inimigo, o gerenciamento do baronato nem sempre abre, seus companheiros por vezes atravessam portas fechadas e ai buga geral;

> Muitos mapas, cenários e construções repetidas (famoso copiar e colar);

> O gerenciamento do inventário é bem frustrante;

> Não tem localização em PT-BR. Nem em áudio e nem em texto.

Outros aspectos importantes sobre a gameplay:

> O jogo tem muita luta. E aqui eu falo muita luta mesmo. Eu achei desbalanceada a relação exploração x quantidade de lutas;

> As lutas são grandes e demoradas;

> As dungeons tem muitas armadilhas. Isso pode ser frustrante para alguns;

> O jogo tem bastante conteúdo, mas é um pouco repetitivo após um tempo;

> Esse é um jogo que obriga você a fazer muitos buffs e debuffs. Sem isso, mesmo na dificuldade normal, vai passar dificuldade, para não dizer impossível de vencer. Mais para o final, os inimigos são muitos níveis acima do seu e vem cheio de buffs, imunidades e o diabo. É um jogo trabalhoso;

> O gerenciamento do Baronato e depois do reino dá um bom trabalho e perdi horas nisso e cheguei a perder o jogo!! Recomendo que ligue a opção do baronato não falhar. Vou falar já sobre isso.

Aqui vou dar uma dica, sem spoiler, que sei que vai se aplicar a muitos de vocês. Sei que a maioria curte fazer todas as missões secundárias e de companheiros antes de avançar na história principal. NÃO FAÇA ISSO nesse jogo!!! Você perderá o jogo e seu baronato ou reino cairão. O jogo foi feito para que você avance a história principal, senão ele fica te enviando um monte de eventos que falham e você eventualmente “quebra”.

ASPECTOS TÉCNICOS

Tecnicamente o jogo não é um primor de otimização. Ele tem bastante gargalo de CPU e tem bastante stutter. Mesmo aqui no meu Notebook com i9 não rodava exatamente liso. Os loadings também são bem demorados.

Percebe-se outra vez que faltou dinheiro.

CONCLUSÃO

Fechei o jogo com duzentas horas, mas confesso que poderia ser bem menos. Como disse acima, perdi tempo em momento que tinha que ter avançado a história principal e isso atrapalhou muito.

Ele foi desenvolvido com verba do Kickstarter e a todo momento somos lembrados disso e vemos que faltou polimento.

Por todos esses pontos, é um jogo que só posso recomendar para os fãs hardcores de CRPG e que já jogaram os melhores do gênero.

Quer uma nota? 73

PATÔMETRO

73

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Ex empresário e professor de Assembly, atualmente vive em Portugal e adora passar o tempo nos seus joguinhos, com o gênero RPG de turno como seu preferido. Além de videogames, adora viajar e curtir uma boa gastronomia.

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