Destaque Jogos Review/Análise

Review de Once Upon A KATAMARI | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

Quem diria que o caos cósmico voltaria de forma tão charmosa. Em Once Upon a Katamari, o Rei de Todo o Cosmos resolve brincar com um pergaminho mágico, e claro, acaba destruindo completamente a Terra e as estrelas (tudo normal). Cabe ao pequeno e carismático Príncipe, acompanhado de seus 68 primos igualmente excêntricos, consertar a bagunça rolando seu katamari pelos séculos da história humana.

A história é simples, mas o que a torna tão divertida é o humor característico da série. O jogo brinca com o absurdo o tempo todo, misturando eras históricas e referências culturais sem medo de parecer ridículo. Você pode começar rolando pedras na Era Jurássica e terminar juntando templos e dinossauros num só amontoado brilhante.

Mesmo sendo uma sequência espiritual direta dos títulos anteriores, Once Upon a Katamari consegue se sustentar sozinho. A narrativa é pontuada por pequenas cenas hilárias do Rei, sempre com aquele ar de realeza megalomaníaca e completamente sem noção. É impossível não rir da sua arrogância, e ainda mais impossível não se encantar com o quanto o jogo consegue fazer piada até da própria existência.

Por trás do humor, há um toque de nostalgia e carinho. É como se o jogo dissesse “o universo precisa ser reconstruído com amor, e com um rolo gigante cheio de porcarias aleatórias”.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A base é a mesma que conquistou os fãs, rolar coisas e fazer o katamari crescer até tamanhos absurdos. Mas Once Upon a Katamari traz novidades que tornam tudo ainda mais viciante.

A principal delas é o Katamari Magnet, uma habilidade que puxa pequenos objetos próximos, facilitando a coleta quando o rolo já está grande demais. É uma adição simples, mas incrivelmente útil, especialmente nas fases onde o espaço é limitado e o tempo corre contra você.

Outro ponto de destaque é o modo KatamariBall, um multiplayer caótico e hilário que permite até quatro jogadores online ou localmente. A mecânica lembra uma mistura de Rocket League com Mario Party, mas com aquela loucura típica da franquia. Cada partida é um festival de risadas e desastres.

A campanha principal está dividida em eras históricas, e cada uma tem seu próprio conjunto de desafios, objetos e músicas. Rolando pela Grécia Antiga, você vai colar colunas, esculturas e guerreiros. No Japão feudal, templos, lanternas e samurais viram parte do rolo. O design de níveis está mais criativo do que nunca, e há uma sensação real de progresso, de um pequeno rolinho sujo até um verdadeiro devorador de mundos.

O controle continua simples e intuitivo, com a movimentação feita pelos dois analógicos. Ainda assim, a física tem aquele charme (estranho) característico. Às vezes o katamari parece ter vontade própria, e é aí que mora parte da graça.

No geral, Once Upon a Katamari mantém o equilíbrio perfeito entre simples e genial. É fácil começar, mas difícil parar.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Visualmente, o jogo é um espetáculo de cores. O estilo continua fiel ao original (gráficos estilizados, cheios de formas geométricas e cores vibrantes) mas agora com iluminação moderna e efeitos sutis que dão mais vida à essa loucura visual.

Os cenários históricos são um show à parte. A equipe da RENGAME conseguiu misturar períodos completamente diferentes sem perder coesão. Um minuto você está em um deserto egípcio, e no seguinte, dentro de uma cidade futurista com carros voadores, e tudo parece perfeitamente natural.

O desempenho técnico é sólido. O jogo roda suavemente mesmo com centenas de objetos sendo sugados ao mesmo tempo, e as quedas de frame são rarissímas. A trilha sonora é outro ponto altíssimo, uma mistura deliciosa de jazz, pop, e batidas eletrônicas com aquele toque retrô que só Katamari consegue ter.

Cada faixa é uma injeção de alegria. E, sinceramente, é quase impossível jogar sem balançar a cabeça ou sorrir feito bobo (a menos que você já tenha morrido por dentro).

O som ambiente e as dublagens do Rei e do Príncipe estão impecáveis, mantendo o estilo exagerado e teatral que sempre definiu a série.

CONCLUSÃO

Temos aqui mais do que um retorno, é uma celebração. A série renasce com força total, mantendo o espírito caótico, o humor absurdo e o coração leve que conquistaram gerações. Tudo foi feito com carinho e inteligência, respeitando o passado enquanto atualiza o que precisava.

É um jogo essencialmente simples, mas muito superior aos outros, ele te faz rolar de forma mais divertida, mais bonita e mais criativa. Se você ama a franquia, vai se sentir em casa. Se nunca jogou, é o momento perfeito para entender por que Katamari é uma das experiências mais únicas do mundo dos games.

PATÔMETRO

86
Licença enviada por:
Bandai Nanco
Agradecemos pela oportunidade.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *