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Review de Code Vein II | PS5

Agradeço à equipe Bandai Namco e ao grupo Patobah por me concederem acesso antecipado ao game Code Vein 2.

Code Vein 2, uma sequência muito aguardada pelos fãs da franquia chegou recentemente para consoles de nova geração e PC e tem dividido opiniões recebendo notas mistas na Steam devido a sua otimização e história não ligada ao primeiro game, mas recebendo muitos elogios acerca de sua gameplay e personagens cativantes.

 

HISTÓRIA/PREMISSA

A história se passa em um futuro pós apocalíptico no qual a maior parte da humanidade foi destruída devido a um evento catastrófico no qual surgiram espinhos gigantes debaixo da terra resultando na destruição de grande parte da superfície do planeta, como se não bastasse, monstros (conhecidos como “horrores”) apareceram e os humanos restantes tiveram que adotar medidas desesperadas para garantir sua sobrevivência, foi então que um cientista criou um parasita que deu poderes de regeneração, imortalidade e força sobre-humana para o hospedeiro, mas com um custo muito elevado, o hospedeiro precisa se manter alimentado de sangue humano para não perder a cabeça e manter o parasita sobre controle, os humanos que receberam o parasita ficaram conhecidos como “aparições” e conseguiram conter o avanço dos horrores, porém como humanos se tornaram escassos e as fontes de sangue secaram as aparições começaram a formar facções para se manterem vivos e controlarem as reservas de sangue, cabe ao protagonista achar uma forma de conter o parasita e salvar tanto as aparições quanto os humanos restantes. Essa é a premissa do primeiro game.

Em Code Vein 2 anos se passaram e surge uma nova ameaça chamada ressurgência que transforma tanto horrores quanto aparições e humanos em monstros terríveis e extremamente poderosos, então precisamos voltar no tempo com a ajuda de Lou, uma aparição amiga com poderes de viagem no tempo, para encontrar cinco heróis do passado que foram selados em casulos oferendo sua vida para conter a ressurgência em seu tempo, mas acabaram corrompidos por ela e precisamos encontrar a chave de seus selos para no presente os eliminarmos e criar novos heróis para vencer a ressurgência mais uma vez, sempre que vamos para o passado alteramos o presente e as mudanças ficam bastante evidentes, como por exemplo na cidade submersa que atualmente está com a água poluída e tóxica, ao destruir a fonte dessa poluição no passado a água no presente fica limpa de novo.

O game conta com um elenco de personagens muito interessantes e carismáticos como a lady Lavinia, Josée, Noah, Lou, Holly e Vincent que possuem seus próprios objetivos e não sabemos a certeza de suas ações, o que traz uma dinâmica muito interessante e divertida para o enredo.

DIREÇÃO DE ARTE

Code Vein conta com dois estilos de arte, cel shading 3D para os personagens e para o cenário opta pelo realismo, uma mistura que casou muito bem e proporcionou uma belíssima arte. Algo que me incomodou bastante durante o game foi a escolha para designs da maioria das personagens femininas do jogo e o excesso de fan service que o estúdio apresentou, principalmente com a cena de introdução no quarto da Josée, aquilo me deixou extremamente desconfortável, sem falar que o mundo, os bosses e os inimigos comuns são muito genéricos e repetitivos. Por outro lado, temos a trilha sonora que é um show aparte, as músicas passam exatamente o sentimento que imaginamos quando vemos o que está acontecendo, como a luta contra o primeiro dos heróis, a música poderia ser de ação genérica, mas ela é triste, pesada e/ melancólica, o que casa perfeitamente com a história do personagem.

JOGABILIDADE

Code Vein é um soulslike, portanto esquivar, atacar e defender é o que mais fazemos durante o jogo, porém aqui a velocidade de movimentação e implementação de habilidades para criar combos é um fator que o diferencia de outros soulslikes e o aproxima de jogos Hack n Slash como Nier. A gameplay pode parecer muito confusa e quase impossível de se lembrar de tudo que o jogo te apresenta, pois temos diversos menus cada um com a sua função e também uma gama muito ampla de itens e status, demandando tempo para que o jogador leia a descrição dos mesmos e saiba onde e quando usa-los, sabendo disso os desenvolvedores adicionaram um botão de ajuda em cada menu que explica o que cada status significa e qual a sua mudança real na gameplay. Outra mecânica presente que é preciso domínio é o sistema de parceiros e seus códigos de sangue, os parceiros são aparições que irão ajudar em combate e acompanharão durante a exploração e os códigos de sangue são vínculos que fazemos com essas aparições, os códigos de sangue são o que determinam nossos status, por ex. O código de sangue da Josée te fornece um ganho maior em força e destreza acima dos outros atributos, já o código da Lou é especializado no atributo “mente”, portanto cabe ao jogador decidir qual ele irá utilizar, mas também é possível fazer combinações como por ex. utilizar a Lou como parceira ao mesmo tempo que usamos o código do Noah. Tanto os códigos de sangue quanto os companheiros possuem nível de afinidade e esse nível sobe conforme derrotamos inimigos com eles equipados, ao subir de nível os companheiros desbloqueiam habilidades passivas como aumento de defesa enquanto os códigos de sangue aumentam seus atributos e limite de equipamento.

Também é possível entregar presentes para os NPCs e receber itens em troca além de aumentar ainda mais o nível de intimidade com o personagem escolhido. Entre os equipamentos disponíveis temos as Formae, armas mágicas que possuem grande poder e servem tanto para defesa quanto para ataque, as Celas que são usadas para quebrar a postura dos inimigos e recuperar pontos de mana e por fim as armas comuns podendo haver armas de fogo ou armas brancas e cada uma possuindo quatro slots de personalização, em cada slot podemos colocar habilidades que encontramos pelo mundo ou compramos de vendedores.

PARTE TÉCNICA

A qualidade técnica é razoável, apesar de não ter encontrado nenhum bug que afetasse diretamente a minha gameplay como crashes ou bugs de progressão, senti muitas quedas de FPS e muita instabilidade enquanto explorava o mundo aberto andando de moto, a ponto de ter alguns micro travamentos ao passar por alguns inimigos em alta velocidade. Eu joguei a versão de Playstation 5 e aparentemente é a versão com melhor otimização.

CONCLUSÃO

Code Vein 2 é um jogo muito bom, mas que poderia ser excelente se não fosse pela repetição de inimigos e lutas contra chefes desequilibradas, nas quais os chefes ficam spammando golpes sem parar e não abrem janelas para contra-ataques, em todas lutas para ganhar eu deixava o boss distraído com meu companheiro para conseguir atacar, além de suas dungeons serem extremamente genéricas e sem graça. Sua história, personagens, gameplay, direção de arte e a customização de personagens são incríveis e merecem elogio com certeza, os fãs mais conservadores não gostaram tanto das mudanças apresentadas, mas na minha visão foram muito bem vindas.

HISTÓRIA

GRÁFICOS

SOM E MÚSICA

JOGABILIDADE

PARTE TÉCNICA

90
70
90
80
60

PATÔMETRO

78
Licença enviada por:
Bandai Namco
Agradecemos pela oportunidade.

Review de Jogos / Editor / Criador de Conteúdo
Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial. Meu canal no Youtube: @onivelhardt

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