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Review de Moonlighter 2: The Endless Vault | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

A sequência de Moonlighter chega com a difícil missão de continuar aquilo que tornou o primeiro jogo tão querido: a mistura equilibrada entre ação, exploração e administração de loja. Mas antes de falar do segundo título, vale retomar brevemente as premissas para colocar tudo em perspectiva.

A Premissa do Primeiro Moonlighter

No game original, acompanhamos Will, um jovem comerciante de Rynoka que sonha em se tornar um aventureiro. De dia, ele cuida de sua loja; à noite, enfrenta monstros em dungeons vivas e mutáveis em busca de relíquias para vender. Esse ciclo — arriscado, recompensador e viciante — sustentou toda a experiência e conquistou uma legião de fãs.

A Premissa de Moonlighter 2

Agora, em Moonlighter 2, Will inicia uma nova fase em Tresna, uma aldeia onde ele e seus amigos só poderão viver se colaborarem com a próspera loja da Sra. Pecunia. Para permanecer na vila, é preciso gerar lucro, administrar cuidadosamente a loja e devolver valor à comunidade por meio das relíquias encontradas nas incursões.

É nesse contexto que surge o Endless Vault, uma entidade misteriosa que convoca Will e promete a ele a chance de escolher qualquer coisa como recompensa caso supere todos os seus desafios. Esse chamado reacende um sonho: restaurar Rynoka ao seu estado anterior, antes dos eventos que marcaram o fim do primeiro jogo. O objetivo final é claro — concluir as provações do Endless Vault e reunir poder suficiente para trazer a antiga casa de volta à vida.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A jogabilidade de Moonlighter 2 continua dividida em dois grandes pilares, assim como no primeiro:
(1) a exploração e combate dentro das dungeons e
(2) a parte de administração na vila.

1. Exploração, Dungeons e Combate

O jogo não perde tempo e já demonstra nas primeiras incursões que exige reflexos rápidos e leitura de padrões de ataque. Cada dimensão do Endless Vault oferece três caminhos possíveis, e cada avanço dentro deles pode render relíquias raras, bônus temporários e confrontos contra mini-chefes.

Os controles continuam muito responsivos. Will alterna entre ataques fortes e fracos, habilidades ativadas com os botões laterais e a tradicional rolagem usada tanto para esquivar quanto para atravessar obstáculos com timing preciso.

O inventário também merece atenção: os itens de combate ficam separados das relíquias coletadas, e nada é garantido até você realmente armazená-los no seu inventário. Fechar o menu sem mover o item significa perdê-lo — um detalhe que reforça a importância da organização durante as incursões.

Cada run dentro do Endless Vault funciona como um ciclo:

  • você coleta itens,
  • avança o máximo possível,
  • avalia se vale a pena arriscar seguir em frente,
  • ou se é hora de usar o teleporte e voltar para a vila para vender, melhorar equipamentos e começar tudo de novo.

Como esperado de um roguelite, repetição e paciência são parte essencial do progresso. Você vai revisitar dimensões diversas vezes até dominar os padrões e superar o chefe final de cada uma.

2. Vida em Tresna – Administração e Progressão

Fora das dungeons, o ritmo diminui e entra em cena o lado mercante do jogo. Tresna funciona como um espaço vivo, onde Will:

  • aprimora armas e armaduras,
  • melhora sua mochila,
  • compra poções,
  • aprende magias de grimório,
  • e expande sua loja com novos móveis e funcionalidades.

A venda das relíquias é a principal fonte de renda, e o mercado tem sua própria dinâmica. Itens comuns já vêm com um valor básico sugerido, mas raros e incomuns exigem experimentação. O comportamento dos clientes indica se o preço está alto, justo ou baixo — e é possível ajustar tudo em tempo real enquanto a loja está aberta.

Essa rotina cria um contraste interessante: o perigo frenético do Endless Vault dá espaço para momentos mais calmos de administração, planejamento e observação do mercado da vila.

O Endless Vault impõe metas claras. No começo, pede que Will acumule 10.000 moedas. Ao concluir, a exigência sobe para 50.000 — e assim por diante.

Os objetivos funcionam como uma régua para medir seu desempenho e entender se as incursões estão rendendo. Eles também incentivam a experimentação de rotas, builds, equipamentos e magias.

A sensação geral é que Moonlighter 2 respeita o ritmo do jogador: quem curte o loop de exploração + venda vai encontrar aqui dezenas de horas de progresso bem distribuídas

Sistema Monetário e Progressão

Entre tantos desafios que já deixam Moonlighter 2 naturalmente longo e cheio de horas de incursões, o sistema monetário acaba se tornando um dos pontos mais pesados da experiência — ao menos nesta versão de imprensa, que vale lembrar, é anterior à disponível no Early Access. Aqui, praticamente nada progride de graça. Todas as habilidades do Will, melhorias de armas, expansões da loja e até upgrades simples da mochila exigem dinheiro do jogo, e os valores são altos desde o início. Os aprimoramentos mais básicos raramente custam menos de 2.000 moedas, e assim que você avança para níveis um pouco mais elaborados, os preços saltam para a faixa dos 4.000 a 6.000. Como a única fonte de renda real é a venda das relíquias obtidas no Endless Vault — e como itens raros surgem de forma espaçada — evoluir pode se tornar um processo lento e, às vezes, cansativo. O jogo naturalmente empurra o jogador para o farm, transformando-o em parte essencial (e quase obrigatória) do ciclo de progressão.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Moonlighter 2 bebe da fonte dos clássicos top-down, mas com personalidade própria. Ele troca o pixel art marcante do primeiro jogo por um visual mais poligonal, porém trabalhado com muito cuidado. É nítido que não se trata de uma simples mudança estética: a direção de arte aposta em um estilo próximo dos cozy games, explorando iluminação suave, brilhos e texturas que deixam tudo visualmente acolhedor.

Essa opção estética mostra que ainda existe espaço para visuais não realistas na indústria — e quando bem trabalhados, conseguem ser tão ou mais encantadores do que as produções de altíssimo orçamento.

O level design acompanha essa filosofia. Treesna serve como um hub detalhado e cheio de vida, enquanto as áreas do Endless Vault variam bastante entre si, misturando exploração vertical, obstáculos de plataforma, salas de combate e pequenos quebra-cabeças.

Desempenho no PC

No PC, Moonlighter 2 apresenta um ponto que chama atenção — e não de forma positiva. Os requisitos mínimos divulgados pelo estúdio parecem desproporcionais para o tipo de jogo que temos aqui. Pedir um Ryzen 7 2700 ou i5-10400F, 16 GB de RAM e uma GTX 1650 / RX 5500 XT para um título com estética estilizada e foco na fluidez do top-down soa, no mínimo, exagerado. Na prática, o game até roda bem na maior parte do tempo, mas notei alguns stutterings em momentos mais frenéticos, especialmente em combates com muitos efeitos na tela. Nada que quebre a jogabilidade, mas o suficiente para acender um alerta — principalmente considerando o estilo do jogo. É provável que, no futuro, o estúdio precise revisar essas exigências para torná-las mais condizentes com a proposta visual e técnica da experiência.

CONCLUSÃO

Moonlighter 2 encontra um bom equilíbrio entre novidade e familiaridade. A mudança gráfica funciona, a nova vila traz personalidade, e o sistema de progressão — embora repetitivo por natureza — é envolvente e recompensador. O jogo entrega exatamente a proposta: uma aventura aconchegante, desafiadora e com ritmo próprio, que expande o universo do primeiro título sem perder sua essência.

Com alguns ajustes de variedade no futuro, ele pode até se tornar a melhor forma de experimentar esse híbrido único de loja + roguelite. Por enquanto, se mantém sólido, charmoso e extremamente competente.

PATÔMETRO

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Licença enviada por:
11 bit studios
Agradecemos pela oportunidade.

administrator
Fã de Star Wars, video game, roteirista, casado e pai. Que a força esteja com você!

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