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Review de Holdfast: Nations At War – Um multiplayer realmente diferente e funcional

Agradecimentos à Keymailer/Game.Press pela licença
Versão de PC

Data de lançamento: 21 de setembro de 2017;
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, GeForce Now, PC;
Desenvolvedor: Anvil Game Studios;
Distribuidor: Anvil Game Studios;
Gênero: FPS, Tiro em terceira pessoa, estratégia, multiplayer.


É uma simulação histórica que abraça o absurdo e mistura realismo com zoeira.

PREMISSA/NARRATIVA

Se você já teve vontade de participar de uma guerra napoleônica gritando “Viva l’Empereur!” enquanto uma bala de mosquete atravessa seu chapéu tricornado, Holdfast: Nations At War foi feito pra você. O jogo é um shooter multiplayer histórico que simula combates gigantescos entre nações europeias, com direito a duelos de tambor, insultos educados em francês e soldados tocando flauta enquanto marcham rumo ao inferno do campo de batalha.

Diferente de outros FPS que apostam na mesma receita genérica, Holdfast é uma mistura maravilhosa de caos e encenação. Não basta só atirar. Você pode ser músico, médico de campo, capitão de navio ou apenas aquele soldado que morre gritando “por que ninguém me esperou?!”. O jogo abraça o roleplay com gosto e te joga no meio de batalhas com mais de 100 jogadores, onde o objetivo é vencer, mas sozinho você tem pouca chances de fazer alguma diferença.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Se você acha que já viu de tudo num FPS, é porque nunca entrou em Holdfast. Aqui, a jogabilidade parece ter sido desenhada por um general bêbado e um diretor de teatro amador, e isso é um elogio. Nada aqui é “moderno” ou “intuitivo” como em Call of Duty ou Battlefield. A ideia não é ser rápido, é ser autêntico. Você vai carregar seu mosquete por longos segundos, errar o tiro a três metros do inimigo, e ainda assim se sentir parte de algo gloriosamente épico (ou estúpido, dependendo do ponto de vista).

Logo de cara, você escolhe entre facções históricas como o Império Francês, Reino Unido, Prússia, Áustria, Rússia e outros participantes de guerras sangrentas do século XIX. Cada lado tem suas particularidades, mas a dinâmica geral gira em torno de modos multiplayer massivos que variam entre escaramuças em campos abertos, invasões de fortalezas e batalhas navais.

A variedade de classes é o que torna tudo mais saboroso. Você pode ser o soldado raso com um mosquete que leva uma eternidade pra recarregar, ou o oficial que lidera a galera gritando ordens inspiradoras que ninguém ouve. Tem engenheiro, médico, músico de banda militar, artilheiro, cavaleiro… dá até pra tocar flauta no meio do tiroteio. Sim, isso é uma classe funcional.

E não é só perfumaria: as funções realmente importam. Um bom engenheiro pode fortificar uma posição, enquanto um médico habilidoso salva dezenas em meio ao caos. O artilheiro pode virar o jogo com um disparo bem calculado. Já o músico… bem, ele motiva a tropa. Ou morre primeiro, depende do gosto do inimigo.

O combate em si é um espetáculo à parte. Nada de spray de balas: você atira uma vez, reza, e gasta os próximos 10 segundos recarregando. Isso gera um ritmo de jogo completamente diferente, mais cadenciado, onde posicionamento e timing são tudo. Um pelotão bem coordenado marchando e disparando em sequência tem mais impacto do que qualquer Rambo solitário. Ah, mas claro, se errar o tiro e mesmo assim não perder tempo para matar ou abraçar a morte, você pode sair no soco ou usar uma espada, tudo depende da sua classe.

Ah, e a voz por proximidade é o molho especial. Aqui não tem silêncio tático. Os jogadores falam, gritam, declamam poesia, cantam músicas folclóricas e, de vez em quando, conspiram revoluções (também é comum ouvir players escutando Britney Spears, Madonna, Backstreet Boys e outros). Já estive numa linha de frente onde o comandante só se comunicava por falar gravadas, parecia o Bumblebee, JURO!.

E não posso deixar de destacar o modo Frontlines, que traz a Primeira Guerra Mundial pro jogo com suas trincheiras lamacentas, metralhadoras estacionárias, armas químicas e baionetas frenéticas. O ritmo muda bastante: é mais intenso, mais brutal, e ainda assim com aquele jeitinho Holdfast de transformar desespero em gargalhada.

Outro detalhe que faz diferença é o senso de comunidade. As partidas públicas são divertidas por si só, mas o jogo ganha uma nova camada em eventos organizados por regimentos. É onde o roleplay atinge níveis absurdos de organização: marchas sincronizadas, formações históricas, táticas coordenadas… tudo até o primeiro canhão explodir metade do seu time e todo mundo sair gritando.

Pra quem curte, ainda dá pra participar da marinha. Os combates navais não são tão populares quanto os terrestres, mas oferecem uma experiência completamente diferente: navegar, mirar os canhões laterais, lidar com abordagens inimigas e tentar não morrer afogado enquanto tenta subir de volta pro convés. No fim, Holdfast é mais do que um jogo: é um teatro de absurdos históricos onde cada partida vira uma história pra contar. E isso, meus caros, vale mais do que qualquer K/D bonito.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Visualmente, Holdfast não vai ganhar nenhum concurso de beleza. Os gráficos são honestos, com aquele charme de jogo indie que prioriza funcionalidade ao invés de Ray Tracing brilhando na lama. Mas não se engane: os uniformes, os modelos de armas e a ambientação são bem fiéis ao período histórico.

As animações têm aquele jeitinho meio desengonçado, mas isso só deixa tudo mais engraçado. Ver uma fila de soldados marchando com seriedade antes de serem lançados pro espaço por um canhão é algo que nenhum AAA consegue replicar com tanta pureza.

Tecnicamente, o jogo roda bem, até com muitos jogadores na tela. O netcode segura bem o rojão, mesmo em batalhas com 150 pessoas trocando chumbo e memes. A performance estável é um ponto positivo, especialmente considerando a bagunça que se forma.

O som merece aplausos: o barulho dos mosquetes, os gritos de guerra, as gaitas de fole tocadas no meio do tiroteio e a gritaria generalizada tornam tudo hilário e imersivo. A voz por proximidade é o tempero perfeito pra transformar cada partida numa peça de comédia histórica.

CONCLUSÃO

Holdfast: Nations At War é aquele tipo de jogo que não tenta ser perfeito, mas é exatamente por isso que ele funciona tão bem. É uma simulação histórica que abraça o absurdo, mistura realismo com zoeira e cria momentos que nenhum outro FPS consegue reproduzir.

Se você está procurando tiroteios intensos com táticas militares e seriedade… talvez este não seja seu jogo. Mas se você quer rir, participar de duelos de tambor, gritar “MORRAMMMMMMMMMMMM” com estranhos e no fim é você que morre de forma gloriosa (e repetitiva), então seja bem-vindo ao campo de batalha, recruta.

Joguei e me diverti absurdamente. Talvez mais do que deveria, e mesmo assim continuo jogando.

Texto escrito por mim. Revisado por IA.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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