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Review de Dredge | PC

Agradeço ao grupo PatoBah e a Team17 por me conceder uma chave para análise. Dredge é um game com diversas camadas e que vai te deixar cada vez mais intrigado à medida que progride e conhece mais sobre o mundo e seus habitantes. Não se engane pelo visual “cozy”, Dredge possui seu lado sombrio e que pode causar arrepios, com certeza uma das melhores narrativas e construção de mundo que eu já presenciei. Caso queira acompanhar as primeiras impressões e primeira meia hora do game, o vídeo vai estar junto a conclusão desse texto.

 

HISTÓRIA/PREMISSA

Um pescador sem nome em seu barco enfrenta uma tempestade que o joga em direção a uma pedreira e acaba desmaiando devido ao impacto, ao acordar se depara com o prefeito de uma isolada cidadezinha no meio do oceano nos saudando e ele nos concede um barco para voltarmos a pescar, porém nos cobra uma dívida: uma porcentagem do que ganhamos vai para a cidade, o que serve para aprimorar as construções locais e desbloquear novos estabelecimentos. E assim começamos nossa jornada capturando peixes pequenos e vendendo para o peixeiro local até quitarmos nossa dívida e melhorando o nosso barco para suportar peixes maiores e cobrirmos mais distância em mar aberto. À medida que progredimos vamos conhecendo outras vilas e novos personagens e os mesmos nos pedem para cumprirmos tarefas em troca de recompensas. 

O jogo não segue uma história linear, mas a ordem como as coisas acontecem de maneira bem cadenciada é sinal de como os desenvolvedores planejaram muito bem cada passo que o jogador daria e não exige pausas para farmar itens, apenas nos deixa livre e abraça o ritmo de quem está jogando. Lembra que eu falei sobre uma parte sombria? Pois é, no início tudo são flores, mas com o passar do tempo começamos a notar acontecimentos estranhos no mar, como barcos que na verdade são monstros disfarçados, luzes saindo debaixo d’água e muito mais, o que traz uma sensação de perigo toda vez que nos afastamos demais da baía.

GRÁFICOS

Aqui o jogo brilha, seus gráficos são lindos e possuem um design único, optando pelo estilo de arte cartunesco e aquarela no design dos personagens, aliás uma mistura que combina muito bem. O design dos peixes é muito bem feito, principalmente das anomalias e o trabalho com os NPCs é muito bom, cada um tem um design único e ao todo possuímos uma grande variedade visual. Outro ponto altíssimo é a trilha sonora e sua diversidade, temos músicas diferentes para cada sensação que o jogo quer passar e para cada lugar que visitamos, por exemplo, nas Medulas que é onde começamos, as músicas são calmas e tranquilas, porém em Ingfell as músicas assumem uma sensação de alerta e tensão, o que combina demais com a história do local e de seus habitantes, além disso, cada monstro marinho possui sua própria música quando está nos perseguindo.

JOGABILIDADE

A jogabilidade do game é bastante simples, entretanto vai mudando conforme progredimos. No início podemos controlar o barco, pescar (através de um minigame), comprar e vender itens e interagir com NPCs e itens do mundo. Tudo é muito fluído e dinâmico, apesar de simples temos que nos atentar quando a noite cai, pois o jogo muda completamente, aparecem pedras do nada para causar danos a embarcação, monstros e peixes mutantes (conhecidos como “anomalias” dentro do jogo e valem mais do que peixes comuns) também podem ser encontrados, sem falar no tão temido kraken que pode nos puxar para as profundezas com seus tentáculos gigantescos. Ao progredirmos o minigame de pesca fica mais desafiador e desbloqueamos novos meios de capturar peixes diferentes, como as redes e os covos, além de termos acesso a habilidades sobrenaturais e místicas. 

Outra mecânica muito importante é o sono, conforme vamos ficando acordados por longos períodos o nosso personagem começa a ver ilusões a barra de insanidade aumenta, portanto, não se esqueça de tirar um cochilo de vez em quando.

PARTE TÉCNICA

O game é extremamente leve e bem otimizado, consegui um excelente resultado mesmo com meu computador sendo mais simples, algo que merece ser louvado nos dias de hoje com uma grande parcela dos jogos sendo muito pesados e exigindo máquinas cada vez mais potentes para manter uma qualidade ok e estável. Também não sofri com bug algum o jogo inteiro.

CONCLUSÃO

Dredge já é um game muito conhecido e dispensa apresentações, porém para aqueles que ainda não o conhecem, eu o recomendo fortemente, principalmente se você, que está lendo essa análise, esteja cansado de jogos extremamente complexos ou quer apenas relaxar depois de um longo dia digo: apenas coloque seu fone de ouvido e venha pescar, você não vai se arrepender. Estou completamente viciado e mal posso esperar para adquirir as DLCs e ver o que mais a Black Salt Games preparou para esse mundo rico que eles criaram.

HISTÓRIA

GRÁFICOS

SOM E MÚSICA

JOGABILIDADE

PARTE TÉCNICA

80
100
80
80
90

PATÔMETRO

86
Licença enviada por:
Team17
Agradecemos pela oportunidade.

Review de Jogos / Editor / Criador de Conteúdo
Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial. Meu canal no Youtube: @onivelhardt

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