Agradecimentos à Keymailer/Game.press pela licença
Versão de Xbox Series S

No dia 25 de julho deste 2025, chegou ao mercado o título Death Relives, sendo desenvolvido e autopublicado pelo pessoal da Nyctophile Studios.
Ele tem o diferencial para se destacar dentre o mar de possibilidades no terror indie? Vem comigo que eu te conto. Esta análise foi realizada em uma gameplay do Xbox Series S depois do seu lançamento oficial. Em nome da Safe Zone Games e Patobah, agradeço a chave disponibilizada gentilmente.
PREMISSA/NARRATIVA
Sua mãe estava ciente e combinou com o nosso garotão que ela própria o buscaria após encerramento do evento. Tudo estava indo bem até que chega um determinado momento do retorno de mãe e filho, em que uma pessoa (ou pelo menos aparenta ser uma) surge do nada na frente do veículo e acaba sendo atingida.
A mãe de Adrian sem pensar duas vezes, deixa o veículo para prestar os primeiros socorros, Adrian em choque fica no carro assistindo o desenrolar da situação. Para o desconhecido na questão parece que as coisas não estão nada bem, ele não levanta e aparentemente está morto.
Vendo o terrível desfecho, ela volta para o carro para dar as notícias ao nosso protagonista, quando de repente o corpo se levanta, nocauteia a mulher e a leva mata a dentro. Adrian não conseguiu fazer nada pois parece que uma espécie de força sobrenatural não o deixou sair do carro.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Xipe Totec: É o nosso deus asteca que fará da nossa vida um inferno. Ele é o responsável por ser o nosso Nemesis, por ser o nosso perseguidor. Durante toda a gameplay ele será a nossa preocupação, pois tudo que envolve a morte de Adrian vem das ações deste carinha aqui.
Ao contrário de muitos outros títulos que tentam esconder o monstro do jogador pelo maior tempo possível, Death Relives já tenta uma abordagem diferente, já nos deparamos com Xipe Totec muito rápido, já no tutorial do game. E em nenhum momento eles tentam esconder o visual do monstro, visto que ele é a própria capa do game, é aquilo ali mesmo, sem tirar nem por.
Aproveitando o gancho para falar do visual, acabei gostando dele, ele é imponente, tem presença de cenário e sua dublagem não fica para trás, ponto positivo ao game. As animações de morte do Adrian já não são tão bem elaboradas, a morte funciona assim: Xipe encosta no jogador e temos uma cutscene do qual não acontece no local onde você está, (vale ressaltar) temos 2 animações: uma ele arremessa 2 lanças em seu peito e a outra ele faz você levitar e quebra os seus braços, pegada Vecna de Stranger Things.
Comentei mais cedo que podemos ter um confronto direto com esta figura, durante a jogatina pegamos meio que uma arma mística asteca que serve como o ponto fraco do vilão. Sem muito segredo é só atirar e nem precisamos nos concentrar em partes específicas do corpo, onde a bala pega o dano é o mesmo. No primeiro embate, 2 balas são o suficiente para incapacitá-lo e com ele ao solo podemos dar “um fim à sua vida”.
O motivo das aspas se deve a Xipe Totec ser imortal, quando o abatemos ele vai para uma espécie de limbo, ele fica lá por alguns minutos e acaba voltando depois. E aqui vai um grande porém, a cada vez que ele retorna, ele fica mais resistente a nossa arma, se antes ele caía com 2 tiros, agora cai com 3, com 5 e assim sucessivamente.
Puzzles: Um outro elemento que também não posso reclamar, não temos nada muito complexo, eles são entendíveis já a primeira vista e a sua resolução não fica tão distante assim das ações que podemos realizar no cenário. Se busca grandes quebra-cabeças não será por aqui que você terá uma boa experiência.
Dito isso, temos um grande problema do game em si, exemplifico: sem dar sua resolução, temos neste game um puzzle que envolve luzes e o seu espelhamento. Os objetos que temos que mexer para direcionar a luz é acionado com o botão A. Porém, a gente não pode mexer para a esquerda, nem para a direita, apertamos o A e a “manivela” gira sempre em um sentido horário, portanto se a gente passa do ponto, temos que esperar ele dar a volta completa e só depois mandar ele parar.
Sabe essa volta completa? Demora, demora e demora… E pensa comigo, se o vilão está perto então, só Jesus na causa. E outro fator bastante “engraçado”, sabe de onde a fonte da luz está vindo? De uma porta comum, sabe o que acontece? Xipe Totec que anda livremente por aí cheio de amor para dar, acaba abrindo essa porta, cortando assim a sua fonte de luz!
Então temos que ir lá na porta, fechá-la e só assim teremos luz novamente! Algo bobo mas que parece que os desenvolvedores não pensaram pois isso acontece com muita frequência (e isso que estamos falando de um jogo curto).
Fantasmas e sementes: Se Totec é o único que pode nos abater, ele tem alguns ajudantes para esta missão. Espalhado pela mansão de onde o game é ambientado, temos alguns fantasminhas que servem com alertas para o nosso algoz. Após a visualização de Adrian eles emitem sons, eles atordoam e fazem de tudo para facilitar o abate.
Para ir contra estes fantasmas, Adrian utiliza meio que uma capa de invisibilidade do Harry Potter, dificultando a percepção e assim fazendo com que Adrian possa finalizá-los com uma execução se atingidos pelas costas.
É um título que precisa de muitos ajustes, bug visual, bug de performance, bug que nos impede de prosseguir, matam a experiência.
DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS
Antes de entrarmos na mansão onde o game irá permenacer ao longo de nossa jogatina, temos um percurso aberto que vai do carro até a entrada. Nesse cenário aberto o desempenho do título é algo sofrível, mexer a câmera de um lado para o outro já se torna uma tarefa árdua.
As sombras e contornos implantados aqui sofrem junto, não fiquem reparando na sombra de Adrian pois vocês vão cair na risada e definitivamente perder a imersão que este título precisa. E agora algo bem sério, faço está análise sem conseguir finalizar o game! Não por minha culpa ou por não estar afim de chegar ao fim, na minha jogatina no Xbox o jogo está com um bug de progressão nos minutos finais. Busquei atualizações, tentei reinstalar, procurar outras saídas e não obtive sucesso.
CONCLUSÃO
Agora tecnicamente é um título que precisa de muitos ajustes, bug visual, bug de performance, bug que nos impede de prosseguir, matam a experiência. Vou dividir essa nota em 2 momentos, antes deste bug de progressão ele era para mim uma experiência 5/10. Pós esse acontecimento não posso deixar de pesar a mão pois é algo que pra mim considero como uma das piores coisas que podem acontecer com um game.









