Destaque Jogos Review/Análise

Review de Arashi Gaiden – Combate tático digno de ninjas

Licença recebida via Nuntius Games
Versão de PC

Data de lançamento: Lançado em 14 de julho de 2025;
Plataformas: Disponível no Steam (PC);
Desenvolvedor: Statera Studio, Wired Dreams Studio;
Distribuidor: Nuntius Games;
Gênero: Aventura, jogo tático de turnos.

Curto, intenso, bem pensado, tático e divertido.

PREMISSA/NARRATIVA

Em Arashi Gaiden você assume o controle de Shinji Arashi, um ronin que investiga seu passado sombrio enquanto persegue relíquias roubadas por uma gangue chamada Matilha, agora aliada a ninjas. A narrativa está enraizada no universo de Pocket Bravery, ampliando sua lore e dentro disso aparecem novas camadas do misterioso “Mestre Lobo”.

A proposta une drama com humor leve, mostrando o lado taciturno de Arashi enquanto o jogo solta piadas discretas no meio da pancadaria pixelada. O enredo cumpre bem seu papel para quem busca contexto emocional e motivações. É interessante ver como pouco diálogo consegue transmitir dor, escolhas e reflexão, sem se levar tão a sério, rolando até uns sorrisos involuntários no meio dos boss fights.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Prepare-se para deixar o cérebro no modo xadrez e os dedos no modo Naruto. Arashi Gaiden entrega um sistema de combate por turnos que, na prática, parece mais um mini Devil May Cry tático em pixel art. O termo da casa é “Dash and Slash”, e ele não é só bonitinho, funciona de forma estratégica e viciante. Você pode planejar movimentos com calma ou sair deslizando pelo cenário com teleporte e espada em punho como se estivesse fugindo de uma DR ninja, claro, se tiver mana para isso.

A cada turno, você tem uma quantidade limitada de ações, mas o jogo não te prende com burocracia. Em vez de “anda, bate e espera”, você pode combinar dash, shuriken e cortes rápidos para eliminar os inimigos num ritmo que lembra até jogo de ação em tempo real. É um baita diferencial: o combate exige precisão, timing e leitura de posicionamento, como se todo turno fosse uma pequena coreografia letal.

Os 7 biomas (com 20 fases cada) oferecem desafios únicos, e os chefes são um show à parte. Não é só bater mais forte: eles exigem leitura de padrões, uso inteligente das habilidades e, às vezes, até errar de propósito pra entender a lógica da batalha. O level design favorece o improviso e recompensa a ousadia, o famoso “se der errado, é porque você não arriscou o suficiente”.

O que dá o tempero final é o sistema de power-ups. A cada fase, você escolhe habilidades passivas ou ativas que alteram sua abordagem. O jogo estimula a experimentação sem ser punitivo demais. Dá vontade de rejogar só pra ver se aquele combo que você ignorou na run passada funcionaria melhor com outro estilo de luta. Além do que já foi mencionado, também é possível alterar de direção (no começo, são apenas movimentos retos) e também é possível congelar o tempo (ou inimigos) próximos.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Visualmente, Arashi Gaiden aposta em pixel art totalmente feita à mão, cheia de charme e referências ao Japão feudal. Cada fase tem identidade única, com cenários que variam de templos silenciados a becos iluminados por lanternas, tudo carregado de atmosfera. O jogo roda direitinho no PC, requisitos modestos (i3, 4 MB de RAM, Intel HD 4000, 600 MB de espaço) e não tem motivos para não rodar bem em um Steam Deck.

A trilha sonora e efeitos funcionam bem durante cortes e ativação de habilidades faz bem o papel de mergulhar o jogador na ação.

Problemas existem, infelizmente durante duas lutas contra chefes o jogo acabou fechando inesperadamente e nos diálogos, as vezes o personagens estavam em cima do texto, impedido que todas as frases fossem lidas.

CONCLUSÃO

Arashi Gaiden é um indie audacioso que sabe o que quer: desafiar você com ação tática rápida, embalada por visual carismático e aquele feeling samurai. Ele te umas 5 horas de diversão, o que pode ser rápido para uns, mas é coeso, bem polido e inteligente na hora de brincar com estratégias sem enrolar.

Algumas fases mais elaboradas podem frustrar jogadores casuais, mas vale a pena pra quem curte puzzles táticos com ritmo acelerado. Se tirar um ponto de comparação, é como “pocket Bravery” versão ninja: curto, intenso, bem pensado, tático e divertido.

Texto escrito por mim. Revisado por IA.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *