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Review de Adore – Será que Adore tem qualidades para ser adorado?

Agradecimentos à PressEngine pela licença
Versão de Xbox Series S

Data de lançamento: 3 de agosto de 2025;
Plataformas: PlayStation 5, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox Series X e Series S, Microsoft Windows, Xbox One, Mac OS;
Desenvolvedor: Cadabra Games;
Distribuidor: QUByte Interactive, Cadabra Games;
Gênero: Ação, RPG.


No dia 3 de agosto de 2025, chegará ao mercado o título Adore, sendo ele desenvolvido pelos brasileiros da Cadabra Games e publicado pela QUByte Interactive.

Seria uma tarefa simples adorar, Adore? Vem comigo que eu te conto. Esta análise foi realizada em uma gameplay do Xbox Series S antes do seu lançamento oficial. Em nome da Safe Zone Games e Patobah, agradeço a chave disponibilizada gentilmente.

Me incomodei um pouco nos combates, sobre como funciona a captura de criaturas, sua repetição em como ele se comporta e também sobre como funciona o sistema de fases e expedições.

PREMISSA/NARRATIVA

Em Adore nós conheceremos um pouco mais sobre a história sobre criaturas que habitam em um local chamado de Gaterdrik. Por lá nós tínhamos no “comando” o Deus das Criaturas, denominado Draknar.

Draknar é um verdadeiro pilar para que as coisas se mantenham em ordem, contudo já no comecinho da jornada ele acaba perecendo. Em seus últimos minutos utiliza seus esforços para se lançar sobre um aprendiz dos adoradores, falo do nosso protagonista Lukha.

Sobre as instruções de Draknar, Lukha tentará salvar a sua região de um terrível destino, as criaturas estão sendo amaldiçoadas e somente com a volta de Draknar elas encontrarão um final feliz.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Sobre a perspectiva da câmera isométrica e com vários elementos de títulos roguelite, o game tenta uma abordagem diferente quando pensamos em um jogo de captura de monstros e similares. Se a nossa percepção já nos guia direto para um combate de turno, Adore vem para um combate em tempo real.

Por exemplo, cada um de nossos comandos principais (X, Y, B e A – manete Xbox) fazem a invocação de uma criatura, vale ressaltar, elas são invocadas e seguirão ao ataque na direção que o jogador esteja olhando. Ela vai, dá um ou 2 tapas no adversário e volta para a base.

A invocação em si gasta energia do Lukha, fazendo com que ela seja pensada e utilizada com bastante sabedoria. Lukha é frágil mas também pode ser bem ágil devido aos seus rolamentos, a ideia aqui é tentar se posicionar bem para evitar uma possível morte precoce.

Como funciona a captura? Bom, em partes específicas dos cenários nós conseguimos meio que um tipo de energia especial. A energia em questão nos dá o direito de capturar 1 monstrinho, 1 energia = 1 monstro, ou uma barra (existem criaturas chamadas de abençoadas, uma criatura assim possui 2 barras de vida).

Nos moldes de um título de captura aqui não será diferente, criatura machucada podemos fazer a ação de forma mais tranquila, ela 100% dará um pouco de trabalho mas ainda assim pode ser capturada. Com a energia em punho, Lukha lança um raio e este raio deve se manter sobre ela num determinado tempo.

Elucidando um pouco mais, o raio vai abrir uma área específica em um formato de cone, devemos ficar nesse perímetro mas não espere vida fácil. Ficamos de cara a cara com a criatura, tomando todo tipo de ataque e simplesmente não conseguimos fazer muita coisa, pois qualquer rolamento já saímos da área e o tempo começa tudo novamente (pelo menos não perdemos a energia, mas perdemos muita vida nessa brincadeira).

O grande destaque por aqui são as possíveis combinações que podemos criar. Uma mesma criatura pode receber um elemento de fogo ou um elemento de natureza, isso faz com que ela utilize suas habilidades de uma maneira completamente distinta. Portanto investir em capturas de criaturas repetidas pode ser sim uma ótima forma de você ter o domínio como um todo.

Na teoria tudo maravilhoso, tudo supimpa mas eu acho que na prática ele fica devendo um pouco em cada um dos pontos abordados anteriormente, vamos iniciar pelo combate. Ideia ousada deixar que as criaturas controladas por inteligência artificial lidar com as outras criaturas por você, qualquer probleminha por aqui impactaria completamente a experiência do jogador.

Não vou falar que tive um grande problema mas também está longe de ser perfeito. Por muitas vezes elas ficam presas em paredes e não consegue atingir o seu inimigo, fora as vezes em que estamos lidando com 2 ou mais criaturas, nossos monstrinhos ficam meio perdidos e se invocamos 2, cada 1 bate em um mob, ninguém morre e ficamos rendidos por falta de energia momentânea.

Outro grande detalhe, elementos roguelite! Títulos simulares prezam por uma gameplay satisfatória e fluida, em Adore não temos essa satisfação neste aspecto da gameplay. Legal tentar criar sinergias e tudo mais mas isso não segura e logo se torna uma experiência bastante repetitiva. Elemento este que é bastante acentuado também pelos mapas, temos pouquíssimas variações e eles são facilmente reconhecidos de ponta a ponta.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Tecnicamente temos aqui um título impecável, zero problemas com crashs, FPS constante e sem quedas, seus carregamentos são ágeis, seja no começo mas também na hora de se deslocar de uma parte específica para a outra (dentro de um mesmo cenário), parte crucial para limpar as “dungeons”.

Sobre o motor gráfico da Unity ele consegue ser bastante satisfatório, mesmo bem antes do seu lançamento oficial. Sua arte e a sua trilha são boas, não conquistam mas também não comprometem, mas a variação das fases é algo que poderia ser melhor trabalhado (falando tanto das normais e também sobre as expedições, tudo é muito igual).

CONCLUSÃO

Adore é um título onde na teoria tem muitos elementos que chamam bastante a minha atenção, eu de fato estava bastante animado para ele visto que ele estava sendo bem falado por pessoas a minha volta.

Mas na prática eu senti que faltou alguns pontos de atenção. Me incomodei um pouco nos combates, sobre como funciona a captura de criaturas, sua repetição em como ele se comporta e também sobre como funciona o sistema de fases e expedições, isso vai acumulando e tornando a experiência maçante e não tão cativante assim.

Uma pena pois eu definitivamente estava pronto para adorar, Adore.

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Ex empresário e professor de Assembly, atualmente vive em Portugal e adora passar o tempo nos seus joguinhos, com o gênero RPG de turno como seu preferido. Além de videogames, adora viajar e curtir uma boa gastronomia.

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