Agradecimentos à Blizzard Brasil por disponibilizar essa expansão.

Quase uma década após os primeiros passos pela Cratera de Un’Goro, a Blizzard volta os olhos para esse território jurássico em “The Lost City of Un’Goro”, a mais nova expansão de Hearthstone lançada em julho de 2025. Mas desta vez, não estamos mais em missão científica ou colecionando fósseis. Agora, a missão é mergulhar nas ruínas esquecidas de uma civilização Tortollan que repousa sob a densa selva: Latorvia, a cidade perdida.
E se você achou que Hearthstone estava em um ritmo morno… bem, essa expansão te empurra direto no meio de um vulcão em erupção — com cartas novas, mecânicas estratégicas e uma ambientação que resgata o espírito original do jogo, mas com uma roupagem moderna e inteligente.
The Lost City of Un’Goro é um retorno triunfal à essência de Hearthstone: divertido, estratégico e absurdamente viciante.
O ENREDO
A narrativa desta vez é mais densa do que o comum. No centro da história está Loh, um Tortollan estudioso que busca compreender os mistérios deixados por seus antepassados. Junto a ele, temos Elise Mirestela, retornando como uma das grandes figuras do “Time da Aventura”, e a nova adição intrigante: Umbra, ex-líder Tortollan com sede de vingança.
Essa combinação de elementos místicos, tecnologia titânica e drama tribal dá à expansão uma cara própria, algo entre Indiana Jones e Avatar de James Cameron, com um leve tempero tropical à la Azeroth.
MECÂNICAS
A The Lost City of Un’Goro entrega 145 cartas inéditas, mas o grande charme está na forma como essas cartas interagem com novas mecânicas que rejuvenescem o jogo competitivo.
1. Kindred (Parentesco)
A nova palavra-chave incentiva jogadas sequenciais com o mesmo tipo de feitiço ou lacaio. Exemplo: jogou um Elemental no turno anterior? O próximo com Kindred brilha mais forte.
É uma forma elegante de recompensar a consistência temática dos decks, dando um pequeno empurrão para listas mais coesas e menos “pilhas aleatórias de poder”.
2. Maps (Mapas)
Outro destaque são as cartas de Mapas, que funcionam em duas etapas. Primeiro, você descobre (Discover) uma carta. Se jogá-la naquele turno, pode descobrir outra das opções restantes.
Esse sistema força decisões rápidas e estratégicas, e abre espaço para uma camada de leitura de jogo que Hearthstone estava precisando.
3. Quests (Missões)
As famosas Missões lendárias estão de volta! Cada classe recebeu uma nova Quest, com efeitos transformadores após o cumprimento do objetivo.
É uma nostalgia bem calculada, já que os fãs da expansão original de Un’Goro (2017) vão se sentir em casa, mas com desafios e recompensas adaptadas para o meta atual.
4. Cartas de História (Story Cards)
Mais voltadas à narrativa, essas sete cartas formam uma espécie de linha do tempo da expedição. Não são “meta-definidoras”, mas ajudam a ambientar o jogador e criar vínculo com o enredo, algo que Hearthstone vinha deixando de lado nos últimos anos.
JOGABILIDADE E MAIS DIVULGAÇÃO
Logo após o lançamento, decks com missões de Ladino e Caçador de Demônios começaram a se destacar, muito por conta da curva de poder explosiva pós-quest. O Kindred, por sua vez, encontrou espaço em arquétipos de Feiticeiro Zoo, Mago Elemental e até Druida de Tokens — sendo uma palavra- chave de ativação mais intuitiva do que parecida com Rebanho ou Repetição de outros tempos.
O uso de Mapas, curiosamente, favoreceu classes com alta geração de recursos, como Sacerdote e Mago, mas ainda carece de ajustes para não virar uma “mecânica armadilha” em decks que não conseguem sustentar turnos longos.
Importante destacar que a Blizzard parece estar mais ativa em termos de balanceamento pós-lançamento, com microatualizações semanais no primeiro mês, sinal claro de que a expansão está viva e sendo ouvida.
Desta vez, a Blizzard apostou alto no marketing: pré-venda com skins exclusivas, eventos no Twitch com drops temáticos, e um sistema de Tavern Brawl Pré-Lançamento que deu acesso antecipado aos novos pacotes.
A expansão também chegou junto com um novo Rewards Track, que incluiu a carta lendária City Chief Esho, cosméticos dourados, moedas visuais e até música inspirada no folclore dos Tortollans. Para quem curte progressão visual e mimos colecionáveis, foi um verdadeiro banquete.
CONCLUSÃO
The Lost City of Un’Goro não reinventa Hearthstone, mas reintroduz seus melhores elementos de forma consciente e moderna. As novas mecânicas recompensam consistência, leitura de turno e construção de deck, enquanto o enredo adiciona um sabor que muita gente achava que tinha se perdido.
É um lembrete de que Hearthstone pode sim ser simples e profundo ao mesmo tempo. E que, às vezes, para seguir em frente, a gente precisa cavar o passado.
