Destaque Review/Análise

Retro 🕹️ Review de Castlevania: Harmony of Dissonance (GBA)

Versão de Game Boy Advance

Data de lançamento: 6 de junho de 2002 (Game Boy Advance);
Plataformas: Game Boy Advance, Wii U;
Desenvolvedor: Konami;
Distribuidor: Konami;
Gênero: Metroidvania.

PREMISSA/NARRATIVA

Quando resolvi revisitar Castlevania: Harmony of Dissonancedepois de ter jogado uns 20 minutos lá nos anos 2000 – eu estava pronto para mais uma dose de chicotadas na cara de monstros e exploração de castelos infestados de monstros. Aqui assumimos o papel de Juste Belmont, um descendente direto de Simon, e que parece ter saído de uma festa de Halloween com roupas mais estilosas que funcionais. A missão é clara: sua amiga Lydie foi sequestrada, e você precisa resgatá-la. O problema é que o sequestrador é ninguém menos que Maxim, seu amigo de infância, que está meio… estranho.

A história se desenrola dentro de um castelo que mais parece dois castelos colados com fita adesiva: você explora um, depois descobre que existe outro praticamente igual, mas com mudanças de inimigos, layout e atmosfera. É aquela boa e velha trama Castlevania que mistura drama, monstros, amizade e uma pitada de magia sombria, sem nunca esquecer o principal: você está ali para meter chicotada em qualquer coisa que se mova.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Se tem uma coisa que Harmony of Dissonance faz bem é deixar o jogador sentir que controla um Belmont de verdade, mas com esteroides. Juste é rápido, ágil e tem um pulo que faria até o Alucard ficar com inveja. O chicote responde bem, e o jogo ainda adiciona combinações com magias que criam ataques especiais. É quase como se você tivesse um menu secreto do McDonald’s, mas com habilidades mortais.

A estrutura segue o formato Metroidvania clássico e você começa limitado, encontra habilidades que abrem novas áreas e, quando percebe, já está andando de um castelo para o outro como se fosse o vizinho da esquina. As batalhas contra chefes são um dos pontos altos: monstros gigantes ocupando metade da tela, padrões de ataque que exigem atenção e aquela sensação de “ok, agora eu tô ferrado” que só some quando você acerta o golpe final. Confesso que precisei de muitos potions várias vezes.

Se tem um ponto que pode cansar é a navegação. O mapa é grande, e como não existe um sistema de teleporte muito eficiente, prepare-se para andar pra caramba e várias vezes me perguntei… “Pra que dois castelos?” Mas, no geral, o ritmo é bom e a sensação de progressão é constante, desde que não fique preso igual fiquei várias vezes.

Se explorar castelos cheios de monstros é arte, Harmony of Dissonance é aquele quadro diferentão que você não entende, mas ama.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

No quesito visual, o jogo resolveu gritar “olha pra mim” em cores. Sério, as paletas de Harmony of Dissonance são tão vibrantes que parece que o castelo foi decorado por alguém que nunca ouviu falar de sutileza. Mas, no GBA, isso fazia sentido: a tela do portátil não tinha iluminação própria, então cores mais fortes ajudavam a enxergar melhor.

Os sprites são grandes e detalhados, Juste se movimenta com fluidez e os inimigos têm designs muito bem trabalhados, indo de esqueletos engraçadinhos a criaturas que parecem ter saído de um pesadelo surreal. O efeito de profundidade no cenário é outro ponto que me surpreendeu, principalmente para um jogo portátil da época.

Agora, a trilha sonora… aí a coisa divide opiniões. Porque no GBA eu lembro bem que o áudio do jogo era estranho, porém, utilizando recursos mais modernos, essa percepção muda, o áudio cumpre bem seu papel, mas não achei nada que fosse muito importante de mencionar nessa questão.

CONCLUSÃO

Castlevania: Harmony of Dissonance tem uma boa história, a jogabilidade é viciante e o visual é chamativo (às vezes até demais). Apesar de alguns tropeços técnicos (aqui me refiro ao som), é um jogo que merece ser revisitado, especialmente se você é fã do gênero e da franquia.

No fim das contas, mergulhar nas duas versões desse castelo e caçar monstros com Juste Belmont foi uma experiência que me lembrou por que Castlevania é uma franquia que tem uma base de fãs tão grande. Só tenha em mente que, quando você pensar “só mais cinco minutos”, provavelmente já estará explorando o outro castelo e esquecendo completamente da vida real, e também vai acabar se perguntando… Pra que dois castelos?.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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