Este conteúdo foi criado em colaboração entre Marcos Paulo (MPIlha) e Emanoel Silva (Fantasma) para o GameWire.
Agradecimentos ao GameWire pela colaboração.

PRA RESUMIR
- Um cyberpunk ambientado na selva de concreto de São Paulo.
- Combate estratégico, narrativa profunda e um mundo dividido entre o real e o virtual.
- Orbit Studio aposta na identidade brasileira para criar um dos jogos indie mais promissores do cenário atual.
Imagine uma São Paulo tomada por neon, ruínas tecnológicas e dados sendo traficados como ouro em becos virtuais. Essa é a proposta ousada de Sky Dust, novo projeto da Orbit Studio, que mergulha de cabeça no universo cyberpunk sem medo de colocar a cultura brasileira como protagonista.
Conversamos com Rodrigo Pascoal, da Orbit Studio, que nos revelou como surgiu a ideia de transformar a metrópole paulistana em um campo de batalha distópico. A premissa do jogo é clara: num mundo pós-desastre, onde a ética virou pó e a sobrevivência é vendida ao melhor contratante, você é um mercenário entre o real e o virtual, lutando tanto com armas quanto com escolhas.
A estética é um espetáculo à parte. Com um estilo 2.5D que mistura pixel art com profundidade tridimensional, Sky Dust recria a noite paulistana com todo o caos, solidão e beleza que só quem vive a cidade conhece. O jogador pode tanto partir pra ação quanto optar por uma abordagem furtiva, sempre atento ao tempo de resposta para parry e desvio — o combate exige estratégia, não força bruta.
E se a gameplay é afiada, a narrativa vai fundo. Rodrigo nos contou que a intenção da equipe é criar um mundo que vive por si só, com personagens que têm suas próprias histórias além do protagonista. Cada canto da cidade pode esconder uma sidequest memorável ou uma peça essencial para evoluir seu personagem — aliás, há duas árvores de habilidades, uma para o mundo real e outra para o Cyberverso.
O desenvolvimento, no entanto, não tem sido fácil. Sem financiamento garantido, a equipe vem se desdobrando para aprender novas técnicas, otimizar o desempenho e manter a produção estável. Tudo isso com o objetivo de entregar um game acessível e funcional para diversas plataformas.
Com planos para expandir a comunidade através de Discord e redes sociais, Sky Dust já desperta o interesse de jogadores e publishers atentos ao cenário indie nacional. E ao final da entrevista, Rodrigo foi direto: “Queremos que o jogador brasileiro se sinta em casa… mesmo em um futuro quebrado.”
Entrevista na íntegra
Qual foi a inspiração por trás do jogo Skydust?
R: Nossa inspiração foram obras do Cyberpunk, como Neuromancer e Akira, tentamos imaginar como seria uma versão dessas histórias acontecendo em São Paulo.
Como você descreveria o estilo de arte e a atmosfera do jogo?
R: A atmosfera tenta representar a movimentada noite Paulistana em contraste com a solidão que podemos ter vivendo em uma cidade grande. O estilo de arte do game é uma mistura de 2D pixel arte com profundidade 3D, o que costumamos chamar de 2.5D.
Quais foram os maiores desafios que você enfrentou durante o desenvolvimento do jogo?
R: Nosso maior desafio é conseguir financiamento pro jogo. Na parte técnica, tivemos que aprender novas formas de fazer jogo em 3D, já que anteriormente nossos jogos eram todos 2D.
Como você abordou a criação da narrativa e dos personagens do jogo?
R: Tentamos criar uma cidade viva, com personagens e histórias paralelas à do protagonista. A ideia é fazer o mundo funcionar por si só.
Quais são as principais mecânicas de jogo em Sky Dust?
R: Combate com foco em Parry, furtividade, exploração de cenário e evolução do personagem com árvores de habilidades.
Como você projetou os níveis e os desafios do jogo?
R: Discutimos bastante o ritmo e os desafios. Criamos os elementos, testamos, ajustamos, e seguimos assim para garantir diversão.
Qual é o papel da exploração e da descoberta no jogo?
R: A exploração é fundamental, seja para encontrar locais únicos ou para adquirir itens essenciais para upgrades.
Como você equilibrou a dificuldade e a progressão do jogo?
R: Mantemos os parâmetros de vida e dano ajustáveis. Haverá opções de dificuldade, e estamos sempre testando o balanceamento.
Quais tecnologias você usou para desenvolver o jogo?
R: Photoshop para animações e texturas, Blender3D para modelos, e Unity para a engine.
Como você otimizou o desempenho do jogo para diferentes plataformas?
R: Usamos carregamento dinâmico de cenário e iluminação em tempo real com cautela para manter o jogo leve.
Quais foram os maiores desafios técnicos que você enfrentou durante o desenvolvimento?
R: Otimização e fazer animações 2D funcionarem bem em um ambiente 3D.
Como você abordou a questão da estabilidade e da segurança do jogo?
R: Focamos em deixar o jogo leve desde o início. Quanto à segurança, o jogo não coleta dados nem tem microtransações.
Qual é a experiência que você deseja que os jogadores tenham ao jogar Sky Dust?
R: Um jogo com atmosfera envolvente, combates desafiadores e sensação constante de descoberta — com um toque brasileiro.
Como você criou a atmosfera e a imersão no jogo?
R: Colocamos muito da nossa vivência em SP e misturamos com o clima clássico do cyberpunk: neon, perigo, e solidão.
Quais são os principais elementos que contribuem para a diversão e o engajamento do jogador?
R: A narrativa com várias camadas e o sistema de combate. Queremos que cada sessão de jogo traga algo novo.
Como você coletou feedback e sugestões dos jogadores durante o desenvolvimento do jogo?
R: Ainda em fase inicial. Testamos com amigos e alguns publishers. A próxima demo deve abrir mais espaço para isso.
Quais são os planos para o lançamento do jogo?
R: Ainda estamos decidindo, mas a ideia é lançar para todas as plataformas atuais.
Como você está promovendo o jogo e alcançando o público-alvo?
R: Fazemos a divulgação por conta própria, mostrando o processo de criação e recebendo muito apoio da comunidade.
Quais plataformas e canais vocês usam para promover o jogo?
R: X (Twitter), Instagram, TikTok, e em breve um servidor no Discord para engajar mais.
Como você está lidando com a comunidade de jogadores e os fãs do jogo?
R: Tem sido incrível. O apoio da comunidade tem nos motivado muito e influenciado diretamente no desenvolvimento.
Se você curte metroidvanias, ama o gênero cyberpunk e quer ver a cultura brasileira representada com estilo, Sky Dust é um nome pra ficar no radar.
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ORBIT STUDIO
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Orbit Studio (@orbitgamestudio);
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