ReSetna é um metroidvania competente com ótima campanha, bom sistema de upgrade de personagem à base de chips e ótimas lutas contra chefes. Gráficos muito simplórios, músicas pontuais e genéricas, e uma história muito interessante, mas que falha em tentar contar ao jogador sobre seu mundo, são contratempos.
Metroidvania tem sido, nos últimos tempos, um gênero bem explorado junto de roguelites e souls-likes quando se trata de projetos menores. Por sorte, a maioria deles são bons jogos, e ReSetna é mais um do estilo para os jogadores aproveitarem.
HISTÓRIA/PREMISSA
Você é ReSetna, uma andróide que foi despertada para garantir o futuro da humanidade. O mundo foi destruído na busca por recursos raros, e a tecnologia permitiu a transferência de consciência para robôs. Enquanto a ganância crescia e o tempo se acabava, os humanos se viram reféns da própria soberba e foram extintos ou condenados a vagar em autômatos sem memórias, conectados a uma inteligência artificial maléfica que visava apenas a subserviência desses indivíduos.
Cabe a você, não a cura, mas a garantia de que a humanidade que ainda resta — seja ela qual for — tenha autonomia para decidir. Pois é, e agora vem a crítica: a história é grandiosa, mas não se desenrola de maneira satisfatória. Relatos e diálogos de NPCs são muito subjetivos, e parte das conexões da história vai vir do jogador. É bacana por um tempo, mas algo tão grandioso e tão atual como inteligência artificial, possibilidade de extensão de vida de maneira sintética e tanto…
JOGABILIDADE
Em ReSetna, você tem uma movimentação fluida e um mapa com biomas bem definidos. O combate é o ponto alto. Rayne usa um machado e o combate foca no ataque, defesa e parry. Se você gosta de jogos desafiadores, aqui está um bom exemplar. Ao derrotar inimigos, você coleta a moeda do jogo, que é um misto de materiais de inimigos mortos daquela região. Com essas moedas de jogo, você consegue comprar armas novas, espaços para chips e chips novos para upgrades.
O sistema de chips é muito interessante: são partes ou peças conectadas à andróide com os mais diversos efeitos, como mais tanques de cura no drone ou adquirir um movimento novo para o machado. A parte legal é que eles se conectam como no clássico jogo Tétris. Uma boa homenagem e, devo dizer, é muito bacana montar os sets.
SOM E MÚSICA
Os efeitos sonoros são condizentes. Inimigos emitem sons robóticos, e os sons das lâminas acertando os inimigos fazem sua parte. A música do jogo poderia ter mais foco; ao menos os temas de chefes são épicos, o que já ajuda um pouco.
PARTE TÉCNICA
O jogo rodou bem a maior parte do tempo. Porém, durante as partes finais, houve ocasionais travadas (conhecidas como stutterings) que prejudicaram um pouco a experiência. Há erros de tradução no idioma português, aparecendo tutoriais e até diálogos em francês ou comandos em outros idiomas. Não tive crash ou um bug que travasse a campanha, mas os saves mostrados no menu não condiziam com a realidade do jogo. Meu último save registrava apenas 50,6% de jogo completado, sendo que eu já estava no chefe final. São detalhes que precisam ser vistos pelos desenvolvedores.








CONCLUSÃO
ReSetna não inventa a roda, mas é uma experiência divertida. Tem seus problemas de performance ocasionais, mas a jogabilidade e o combate divertido vão te carregar pelas quase 12 horas de campanha.
HISTÓRIA
GRÁFICOS
SOM E MÚSICA
JOGABILIDADE
PARTE TÉCNICA
PATÔMETRO
