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Review de Tales of Xillia Remastered | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

Voltar para Rieze Maxia é como rever um amigo de infância que continua o mesmo, mas com um novo corte de cabelo. Tales of Xillia Remastered é aquele reencontro nostálgico com um dos RPGs mais marcantes da geração do PS3, agora com retoques visuais, melhorias de qualidade de vida e toda a magia que fez o original ser tão querido (aliás, esse é um dos meus jogos favoritos).

A história gira em torno de Jude Mathis, um estudante de medicina curioso e meio inocente, e Milla Maxwell, uma mulher misteriosa que se apresenta como a encarnação de um deus espiritual. Juntos, eles embarcam em uma jornada que mistura política, fé, ciência e o peso das próprias escolhas.

A narrativa é envolvente, cheia de viradas emocionantes e de momentos que ainda seguram o jogador depois de mais de uma década.

O melhor é que o remaster sabe respeitar o ritmo original, mas remove o que cansava. Agora temos auto-save, indicadores de destino e até a opção de desligar os encontros aleatórios, o que deixa tudo mais fluido e menos repetitivo.

É o mesmo Tales of Xillia de 2013, só que mais prático de jogar o bonito de admirar.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O combate de Tales of Xillia continua sendo o ponto alto. O sistema Dual Raid Linear Motion Battle ainda é um dos mais divertidos e dinâmicos da série. As lutas acontecem em tempo real, permitindo movimentação livre, combos encadeados e trocas rápidas entre personagens. Mesmo com o tempo, o sistema continua viciante e ágil, com aquele equilíbrio entre ação e estratégia que poucos JRPGs conseguem acertar tão bem.

A cereja do bolo é o Link Mode, que permite ligar dois personagens para realizarem ataques combinados. Cada dupla tem sua própria química e estilo, então experimentar diferentes combinações é uma parte divertida da jogatina.

O remaster também adiciona algumas conveniências que tornam tudo mais prazeroso. O acesso antecipado à Grade Shop, a interface mais leve e o controle mais responsivo fazem diferença. É um refinamento que não muda o jogo por completo, mas deixa tudo mais confortável.

Ele continua sendo um RPG com batalhas incríveis, que passam longe do estilo travado por turnos e ainda entregam aquele gostinho de domínio e fluidez que define a série Tales.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Graficamente, Tales of Xillia Remastered é bonito sem precisar forçar. Ele não tenta parecer um remake moderno, e isso é bom, o estilo anime continua sendo o centro das atenções. Os personagens estão mais limpos, as cores mais vivas e as animações rodam com muito mais fluidez.

A grande diferença está na performance. O jogo roda a 60 quadros por segundo com estabilidade, tem carregamentos quase instantâneos e ainda conta com mais de 40 DLCs inclusos, como roupas e acessórios que antes eram pagos. É um pacote completo, sem aquela sensação de “conteúdo cortado” que o original tinha.

As cutscenes animadas ainda são lindas (e continuam sendo um dos grandes charmes do jogo). Claro, não é uma revolução gráfica, mas o resultado é limpo, colorido e cheio de personalidade. Tecnicamente, o remaster entrega o que promete (e talvez até um pouco mais).

CONCLUSÃO

Tales of Xillia Remastered é aquele tipo de retorno que dá gosto de jogar. Ele não tenta reinventar o clássico em absolutamente nada, apenas o aprimora de forma sutil e respeitosa. O enredo continua cativante, o combate segue divertido e o conjunto de melhorias deixa tudo mais leve e moderno.

É o tipo de jogo que mostra como um bom JRPG envelhece bem quando tem alma. E aqui, alma é o que não falta. Mesmo sem grandes novidades, o remaster é a forma mais completa e confortável de viver (ou reviver) a jornada de Jude e Milla.

PATÔMETRO

95
Licença enviada por:
Bandai Namco
Agradecemos pela oportunidade.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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