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Review de Super Robot Wars Y

Agradecimentos à Bandai Namco pela chave de imprensa
Versão de PlayStation 5 (base)
Review por: Hardt
Você também pode ler essa análise na GameWire

Data de lançamento: 27 de agosto de 2025;
Plataformas: PC, Nintendo Switch, PlayStation 5;
Desenvolvedor: Bandai Namco Forge Digitals Inc;
Distribuidor: Bandai Namco Entertainment Inc;
Gênero: RPG tático e Visual Novel.

Já pensou no que aconteceria se misturássemos Code Geass, Godzilla, Gundam e muitos outros animes de monstros e robôs gigantes dentro de um mesmo jogo? Provavelmente teríamos uma loucura e uma salada monstruosa, pois é exatamente isso que Super Robot Wars Y nos traz.

Antes de começar a minha análise, gostaria de agradecer a página Patobah e a Bandai Namco por me enviarem uma key do jogo antes do lançamento.


PREMISSA/NARRATIVA

A história do game é contada em estilo de visual novel, ou seja, o jogo possui poucas cenas, poucos diálogos dublados, mas muitos balões de texto enquanto duas personagens aparecem na tela por vez, algo que pode afastar a maioria dos jogadores, apesar do claro foco em fan service, o jogo apresenta uma proposta clara e simples: lutar pela nossa sobrevivência.

A partir daqui terão spoilers do anime Code Geass, portanto para preservar a sua experiência, recomendo assistir ao anime ou ler o mangá antes, dito isso comecemos pelo começo, o jogo nos mostra o final do último episódio de Code Geass, onde o imperador da Terra, Lelouch estava em uma carreata para anunciar as medidas que seriam tomadas para combater uma ameaça espacial que surgiu ao final de sua guerra contra Britania, mas acaba sendo assassinado por Zero, um terrorista líder do grupo rebelde Cavaleiros Negros, agora o planeta sem um líder é então dividido e é criada uma federação mundial única, se passa 1 ano e então conhecemos Echikka, uma jovem de 14 anos que herdou uma cidade de seu falecido pai e com isso as responsabilidades para com o seu povo, devendo assim protege-lo de ameaças externas e internas é também quando conhecemos nosso(a) protagonista, dependendo de qual escolhemos antes de iniciarmos a campanha, no meu caso escolhi a protagonista feminina, cujo nome não faço ideia de como escrever, mas que atende pelo apelido de Forte, durante a conversa dela com Echikka, robôs são enviados para atacarem a cidade de Echikka, porém, Forte possui um mecha de combate e se livra dos intrusos, a cidade então se revela mais do que uma cidade comum, um domo de vidro se fecha e então a cidade começa a voar, na verdade aquilo não era uma cidade, mas sim uma nave projetada pelo pai de Echikka, criada para ser uma nave de emigração, daqui pra frente não irei me aprofundar mais, pode parecer algo grandioso, mas aconteceu nos primeiros 30 minutos de gameplay, isso acaba sendo um ponto negativo do jogo, ao mesmo tempo que a historia é extensa e cheia de diálogos, parece que foi rushada e não da tempo para o jogador se acostumar ao que está acontecendo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo possui uma gameplay bastante simples e similar a outros jogos do mesmo gênero, nela podemos escolher ate onde o personagem anda, se vai atacar os inimigos ou usar itens, mas o jogo possui algumas mecânicas interessantes em suas missões, o jogo conta com diversas missões e objetivos, algumas sendo da campanha, outras sendo secundárias e à medida que vamos avançando nas missões secundárias vamos conhecendo mais pilotos de mechas de outros animes e os vamos adicionando ao nosso time, o que traz diversidade a gameplay e ao combate. Para escolhermos uma missão é bem simples, apenas precisamos selecioná-las no menu de missões e pronto.

O jogo procura um meio para agradar todo mundo, se você busca apenas a história e não liga para o combate, você pode apenas pular as lutas e curtir como se fosse um anime e o mesmo pode ser feito ao contrário, ou seja, pular a história e focar apenas nas lutas de robôs gigantes.

Code Geass, Godzilla, Gundam e muitos outros animes de monstros e robôs gigantes dentro de um mesmo jogo? É mais ou menos essa “salada” que você encontra aqui.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Gráficos: Aqui vai um ponto extremamente negativo, os gráficos são feios e absurdamente genéricos, o jogo conta com animações de golpes bem legais, porém, a escolha de misturar 3D com 2D foi terrivelmente mal implementada, o personagem que controlamos fica em 3D durante uma animação, mas o inimigo que ele ataca continua em 2D causando estranheza.

Qualidade técnica: O jogo não possui bug algum, mas isso é o mínimo esperado, visto que é basicamente um visual novel com gráficos de Playstation 2 e gameplay simplória.

CONCLUSÃO

Meu veredito: é um jogo legal para que já conhece a franquia ou para quem curte esse tipo de fan service, misturando diversos animes e personagens da cultura pop, mas para quem deseja conhecer este nicho, pode não se interessar.

Notas:

História: 6/10 (interessante, porém, mal contada)

Gameplay: 7/10 (é ok)

Gráficos: 4/10 (bem ruins)

Qualidade técnica: 10/10

Geral: 5/10 

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