Agradecimentos à Square Enix pela chave de imprensa
Versão de PlayStation 5 (base)
Review por: Hardt
Você também pode ler essa análise na GameWire

Data de lançamento: 13 de outubro de 2024 (Versão final de PC), agosto de 2025 (Versão de consoles);
Plataformas: PC, Xbox Series e PlayStation 5;
Desenvolvedor: Artdink Corporation;
Distribuidor: Square Enix;
Gênero: RPG tático.
Antes de começar essa análise, eu gostaria de agradecer a equipe da Patobah que disponibilizou a key do game para que eu pudesse fazer esta análise e pela confiança em mim.
PREMISSA/NARRATIVA
Triangle Strategy foi produzido pela Artdink Corporation e publicado pela Square Enix em 2022 na Steam, porém recebeu um porte para consoles da geração atual agora em agosto de 2025, e é esse porte que eu irei analisar hoje, trarei aspectos da história, narrativa, gameplay, gráficos e mais.
Começando pela história, em triangle strategy vivenciaremos o mundo de Norzelia e acompanharemos o desenrolar de conflitos, artimanhas e politicagem dos reinos Hyzant que tem como atividade principal a exploração e o comércio de sal, Aesfrost com seu foco em mineração de ferro e Glenbrook, um reino que fica na fronteira e tem seu foco no comércio variado. Durante muitos anos, o ducado de Aesfrost e o estado sagrado de Hyzant viviam em guerra, guerra esta conhecida como Saltiron War (ou guerra do sal e ferro se referindo ao domínio de cada um com seus recursos) os reinos menores de Glenbrook (conhecidos como: as três grandes casas) se viram obrigados a parar esta guerra por meio de intermediação dos conflitos e dos interesses de cada um, o que resultou em paz entre os rivais.
30 anos se passam e então conhecemos nosso protagonista, Serenoa Wollfot, um príncipe herdeiro de uma das três casas de Glenbrook, a casa Wollfort e sua esposa prometida, uma das irmãs do duque de Aesfrost, Frederica, que foi prometida a Serenoa para formar uma aliança entre suas casas, porém durante a preparação do casamento e das cerimônias, descobrimos um esquema de corrupção por parte do duque de Aesfrost que parte para a guerra contra Glenbrook o que vai resultar em mais guerras e tramas políticas, parecido com a saga de livros Game Of Thrones.
Não irei me aprofundar na história para evitar spoilers.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Narrativa e ritmo do jogo: Ambos são arrastados e erroneamente extensos, digo erroneamente, pois em mais da metade do jogo não vemos diálogos importantes ou que acrescentam na história, a maioria dos diálogos é desinteressante e só serve para enfatizar coisas que já vimos pelas ações dos personagens, causando sensação de repetição.
Gameplay e combate: Agora os elementos que mais me chamaram atenção, o combate segue o modelo tático de Final Fantasy Tatics, porém mais simplório e menos inovador. Durante o jogo temos poucas partes que “controlamos o boneco” na maior parte do tempo estamos lendo linhas e mais linhas de diálogos, que não possuem localização para o idioma PTBR, mas vez ou outra temos momentos de exploração em cidades e usamos esses momentos para conversamos com NPCs para conhecermos mais da história do mundo e coletarmos itens que encontramos ao acaso como poções de vida ou livros que também contam histórias sobre Norzelia. Agora sobre o combate, que também raramente acontece (nas primeiras 10 horas jogadas, tive 3 combates), temos o modelo tático, como dito acima, ele é rápido e simples de aprender, temos 3 opções de ações, andar pela arena (tem quadrados que marcam onde é possível chegar) e atacar inimigos ou usar itens, o jogo tem algumas peculiaridades interessantes como o ataque pelas costas dos inimigos que causam dano crítico garantido e quando cercamos um inimigo dois personagens atacam ao mesmo tempo.
Temos também em algumas ocasiões, o sistema de votos e argumentação, que definem o rumo que a história vai seguir, durante essa votação temos duas opções para escolhermos, os integrantes do grupo principal têm seus motivos e vão votar na opção que acharem melhor para o grupo, nesse momento podemos argumentar com os personagens para que mudem de ideia, no papel, essa mecânica é interessante, mas na realidade as decisões tomadas não mudam tanto o rumo dos acontecimentos, um exemplo disso é quando um lord nos oferece uma aliança e passamos por uma votação sobre aceitar ou recusar, mas logo após aceitarmos, ele nos trai, só que 5 minutos depois o grupo já descobre a traição, o que tira todo o peso dos acontecimentos anteriores.
Apesar de todos os pontos negativos, o jogo não é ruim, ele é bem feito, não possui bugs e a história é ok, tem uma trilha sonora legal que se encaixa bem com a situação.
DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS
Gráficos e personagens: O estúdio optou por utilizar pixelart como arte do game e o que conhecemos como 2D HD, que é um 2D misturado com 3D, o gráfico é até bonito, mas os designs dos personagens e da composição do mundo não convencem, são extremamente genéricos e esquecíveis, apesar de terem uma personalidade legal, a dublagem dos personagens em inglês não se encaixa, recomendo jogarem com a dublagem japonesa.






CONCLUSÃO
Apesar de todos os pontos negativos, o jogo não é ruim, ele é bem feito, não possui bugs e a história é ok, tem uma trilha sonora legal que se encaixa bem com a situação, recomendo para quem prefere de experiências focadas em narrativa e que gosta desse tema de política medieval.




