Bruno Castelo Destaque Jogos Review/Análise

Review de The Rogue Prince Of Persia

Agradecimentos à Ubisoft Brasil pela chave de imprensa
Versão de PlayStation 5 (base)

Data de lançamento: 20 de agosto de 2025 (Versão 1.0);
Plataformas: PC, Xbox Series e PlayStation 5;
Desenvolvedor: Evil Empire;
Distribuidor: Ubisoft;
Gênero: Roquelike (lite), exploração, 2D.


PREMISSA/NARRATIVA

Poucos gêneros vem crescendo no ramo de videogames nos últimos tempos como os roguelites. Versões mais brandas do gênero roguelike, o termo lite vem justamente de um abrandamento de dificuldade e mecânicas. Habilidades ficam, armas são forjadas para um melhor aproveitamento e técnicas e pontos de habilidade podem ser destravados. Modificadores de dificuldade para os mais ousados podem personalizar a partida elevando a dificuldade e recompensas. The Rogue Prince Of Persia agrada a todos sem perder a essência.

A história é direta e simples com uma execução e roteiro muito bons. Você é o Príncipe herdeiro do trono da pérsia. Os hunos invadem a sua terra natal e com o reino tomado por caos e morte cabe a você salvar a todos e a si mesmo. Durante o combate travado com o líder da tropa dos hunos Nogai o príncipe é derrotado e morto.

Uma relíquia carregada em seu pescoço te traz de volta sempre que você morre e te deixa no local principal do jogo chamado Oásis. Envolto em mistérios, o começo do jogo é excelente em te preparar para o que está por vir equilibrando até que ponto ele vai segurar detalhes mais cruciais. Um diário chamado mapa mental te diz o que fazer, pra onde ir e quando você finalizar todas elas com sucesso você deverá derrotar de forma definitiva o foco da corrupção, uma magia sinistra que os hunos usaram como vantagem e que fugiu de controle infectando toda a terra. Geralmente jogos desse tipo investem pouco na história mas aqui a Evil Empire criou um roteiro extremamente coeso.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A jogabilidade é perfeita. O sistema de combate é baseado em um botão para armas principais e uma secundária. Geralmente esta energia tem que ser recarregada atacando inimigos então não espere usar sem pensar nas batalhas. Todo equipamento tem nível de raridade e você poderá topar com ferreiros que melhoram o dano da arma ou vendedores. Há os amuletos também que aqui proporcionam efeitos variados para o príncipe. Em minhas jornadas tive combinações diferenciadas o bastante para fugir do marasmo: Uma adaga rápida que causa veneno e um príncipe com foco em dano elemental? Temos. Um príncipe com uma barra de vida não tão grande mas com um machado pesado e alto dano físico? Também teremos.

As diversas tentativas premiam a variedade e o trabalho da Evil Empire novamente é certeiro. O príncipe escala as paredes e tem uma esquiva acrobática que você deve usar a todo momento para se esquivar dos ataques inimigos. A variedade dos encontros e o alto dano que eles causam farão você memorizar padrões. Tudo no jogo flui em um ritmo muito agradável. É incrível como não só eles conseguiram colocar as clássicas armadilhas e trechos de exploração de jogos mais antigos da franquia como também as tradicionais corridas de parede da história das areias do tempo. Os mapas tem um tamanho ideal e as recompensas são satisfatórias a ponto de ser muito leviano deixar trechos para trás.

É muito satisfatório topar com uma arma de raridade maior numa bifurcação ou canto mais obscuro do bioma. Usar os truques do Príncipe nas lutas contra chefes e os inimigos também é muito divertido. O jogo literalmente te faz usar suas mecânicas a todo o momento sem apelar para momentos  exaustivos, criando um equilíbrio entre combate e exploração. Os controles são responsivos e em momento algum fiquei frustrado por algo que não fosse minha falta de habilidade com a rapidez e precisão exigidas. Ainda bem que podemos sempre tentar de novo não é mesmo? Na parte técnica tive só dois bugs: Um com a música sumindo e voltando em alguns momentos e outro com a maldita mania da Ubisoft de usar o connect em todos os seus jogos criando um crash absurdo que reiniciou meu videogame. Que a empresa pare de forçar essa feature só para tentar pegar dados nossos forçadamente.

Um roguelite fantástico e um trabalho excelente do estúdio Evil Empire. Ubisoft deixou a franquia em boas mãos e o resultado agrada de novatos a veteranos do gênero.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

The Rogue Prince Of Persia usa gráficos mais simples. Em sua maioria, desenhados a mão e são em grande parte maravilhosos. A única menção negativa é que alguns planos de fundo poderiam ser mais caprichados. Por exemplo, no bioma do Jardim. Apesar de alguns detalhes mais bem trabalhados como as construções tomadas pelo tempo e videiras corruptas o fundo ainda tem desenhos muito rústicos de casas e construções. Contudo as animações no geral, variedade de inimigos, designs variados de armas e os gráficos em primeiro plano são belíssimos.

A trilha sonora agrada. A UBISOFT vem acertando muito nos últimos jogos e aqui felizmente acertaram de novo. Músicas que misturam instrumentos que remetem a cultura persa com a modernidade de batidas eletrônicas são a regra aqui. Mas ao contrário. O artista Asadi compôs a maioria e recomendo vocês irem direto no canal oficial da Ubi prestigiar o cara. A cantora Xye ainda tem que ser mencionada. Os vocais da bela canção tema do jogo vem dela. Ponto alto do jogo com toda a certeza e um trabalho excelente de todos.

CONCLUSÃO

The Rogue Prince Of Persia é um trabalho excepcional da Evil Empire. A Ubisoft acertou em confiar sua franquia a pessoas muito competentes que não só sabem o tamanho e peso desses jogos como criaram um exemplar incrível que não deve nada a seus irmãos mais velhos. E o melhor de tudo: Disponível desde sua versão 1.0 nos principais serviços do Xbox e Playstation.

Em um mundo onde jogos cada vez mais ficam caros e inacessíveis ao grande público, The Rogue Prince Of Persia nada fora da maré e com qualidade e acessibilidade ele merece demais a atenção do jogador seja um fã ou não de roguelites.

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Fã de PlayStation, mas não da Sony | Fã de Castlevania | Gamer | Apresentador do programa "Castelo do Caos" no Youtube.

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