10 horas em dois finais de semana

Data de lançamento: 10 de outubro de 2025 (PC);
Plataformas: PC, Xbox Series e PlayStation 5;
Desenvolvedor: Battlefield Studios;
Distribuidor: Electronic Arts;
Gênero: FPS, multiplayer, guerra.
O COD KILLER?
Calma lá, não é bem assim. A maior virtude de Battlefield é ser diferente do COD, dar uma opção diferenciada para quem não gosta do irrealismo do COD, uma gameplay mais tática ao mesmo tempo que não perde características arcade, e para ser sincero, neste primeiro momento o jogo está mais próximo do seu “arqui-inimigo”, do que algo realmente novo no mundo dos FPS online.
Abaixo do trailer de gameplay vou listar item por item da minha percepção sobre o jogo.
O que funcionou!
- O bom e velho “Battlefield” está lá: foco em trabalho em equipe, identidade clara das classes (Assault, Engineer, Support, Recon) e armas que não pareciam brinquedo laser. O jogo até dar um ar de Battlefield 3, 4 e Bad Company 2 e gera uma pouco de nostalgia.
- Gunplay consistente: recuo legível, dano equilibrado, infantaria e veículos coexistindo como protagonistas, e detalhes sensoriais que brilham mesmo durante a saída da beta. Atinge o feeling que a gente esperava.
- Ferramentas de esquadrão afiadas: reviver com fluidez, arrastar um parceiro caído (pra surpreender aquele inimigo que pensava que tava entregando almoço grátis) e equipamentos customizáveis e tudo bem diferente da bagunça de Battlefield 2042.
- Impacto visual, destruição e cenário com carisma: explosões, fumaça, trepidação e um caos controlado que cutuca aquele nosso “só mais uma partida”.
Precisa melhorar ou logo vai ser esquecido!
- O ritmo tá acelerado, tipo ação sem filtro: Escorrega, atira, salta, atira, escorrega atira… Ele está muito COD e precisa ser visto isso, aumentar tempo da estamina dele resolver.
- Mapas apertados: Temos mapas grandes, mas os confrontos acabam nos mesmos lugares fechados, será preciso fazer algumas mudanças nas posições dos alvos ou deixar de forma aleatório.
- Invasão de radar ou wallhack disfarçado: sistema de spotting automático meio que mata surpresas. É como se o jogo fosse um wallhack leve… e isso rouba da tática, do cuidado e da comunicação.
- Problemas técnicos de beta: bugs clássicos (texture pop-in, quedas, DLSS capenga, keybinds rígidos).
CONCLUSÃO
Não acredito que vá existir um COD killer, na verdade, acho que o BF6 neste momento está mais COD do que BF, isso preciso ser revisto para o lançamento daqui algumas semanas. O estilo de jogo está muito rushado, perdendo muito de sua tática, e esse radar que fica mostrando posições também não ajuda, afinal, não tem diferença entre ficar se movendo ou ficar parado, sua posição é revelada.
O jogo é ótimo, tudo é muito bom, bonito… Mas, precisa ter uma identidade mais própria e lembrar com mais afinco seus tempos de glória.
