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Review de Marvel vs. Capcom: Infinite – Manda bem nas lutas, mas erra em todo o resto

Comprado via Steam.
Versão de PC

Data de lançamento: 19 de setembro de 2017
Plataformas: Playstation 4, Xbox One (Xbox Play Anywhere) e PC;
Desenvolvedor: Capcom;
Distribuidor: Capcom;
Gênero: Luta.


PREMISSA/NARRATIVA

Quando liguei Marvel vs. Capcom: Infinite pela primeira vez, senti aquela mistura de empolgação com nostalgia. Afinal, estamos falando de dois universos absurdamente icônicos colidindo de novo. A proposta aqui é simples e direta: Marvel e Capcom se unem para impedir que Ultron e Sigma — agora fundidos em um vilão só — transformem todos em robôs zumbis com um toque de apocalipse tecnológico. A história não tenta ser complexa, mas abraça o tom de quadrinhos e cutscenes de anime dublado em inglês, o que, confesso, me fez rir em alguns momentos pelas falas exageradas.

O grande atrativo é que pela primeira vez na série temos um modo história cinematográfico, com direito a transições entre lutas, diálogos e fanservice para quem cresceu vendo esses personagens. É como se a Marvel e a Capcom tivessem chamado um roteirista viciado em pipoca e dito: “faz um filme, mas com 90% de porrada e 10% de roteiro” (embora ache que 10% seja muito, mas serei otimista).

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Aqui está o ponto onde Infinite acerta em cheio e, ao mesmo tempo, deixar de lado algo que o torneio icônico. A Capcom deixou de lado o clássico 3 contra 3 e apostou no formato 2 contra 2, com trocas instantâneas no meio dos combos. Isso deixa o jogo mais ágil e menos caótico para iniciantes, mas eu admito que senti falta de ver três personagens na tela explodindo tudo ao mesmo tempo.

O sistema das Joias do Infinito é a cereja do bolo. Cada uma oferece habilidades únicas e um “super” especial quando carregada. Usar a Joia do Tempo para acelerar meus ataques ou a Joia da Realidade para disparar magias insuportáveis foi um prazer quase culposo. Além disso, o jogo é absurdamente responsivo, combos saem lisos, e as lutas têm aquele peso certo de impacto.

Por outro lado, a lista de personagens deixou a desejar. Nada de X-Men, nada de Quarteto Fantástico, nada daquela galera que ajudou a série a ficar famosa. Se tive a quantidade de personagens que poderia ter, o jogo teria mais opções, mais combos e possibilidades de gameplay, porém, para mim, a seleção de personagens ficou muito pequena diante de todas as possibilidades possíveis.

Poderia ser a maior reunião de heróis (e vilões) da história dos vídeo games… Mas não.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Aqui vem a parte mais polêmica. Marvel vs. Capcom: Infinite sofre de um visual inconsistente. Alguns personagens, como Ryu e Dante, ficaram ok… já outros, como Chun-Li na versão de lançamento, pareciam ter saído de um fan film de baixo orçamento (felizmente corrigiram depois). As animações funcionam, mas falta aquela identidade estilizada que os títulos anteriores tinham, tudo aqui é meio grotesco e exagerado, mas também, sofre com falta de elementos dependendo do cenário.

Os cenários até têm boas ideias, como fusões de locais da Marvel e Capcom, mas a paleta de cores puxa para algo mais “realista” e menos vibrante, o que tira parte do charme. A trilha sonora é eficiente, mas longe de ser algo que vamos ficar lembrando no futuro.

Na parte técnica, ele entrega o que se espera, roda bem. Nada mais.

CONCLUSÃO

Jogar Marvel vs. Capcom: Infinite ainda é divertido, tem um combate viciante e mecânicas novas que funcionam, mas a falta de personagens clássicos e a direção de arte morna pesam. Se você está chegando agora na franquia, esse pode ser um ótimo ponto de entrada, pois o sistema é mais amigável e o modo história ajuda a contextualizar tudo. Mas, se você viveu a era de ouro de MvC 2 e 3, vai sentir que algo ficou pelo caminho.

Para mim, foi uma experiência divertida, mas que deixou claro que a Capcom podia ter ousado mais. O potencial estava lá, só precisava de mais amor.

Texto escrito por mim. Revisado por IA.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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