Comprado via PS Store.
Versão de PS5 (base)

O tradicional gênero dos RPG’S DE AÇÃO tem visto durante os últimos anos a ascensão do gênero souls-like. Jogos com uma aura mais impiedosa, dificuldade mais alta e um mundo mais reativo e punitivo. Comecei minha jornada com Bloodborne e ano após ano tenho jogado obras que tem tentado sair da sombra da gigante From Software que é referência do gênero. A Jyamma Games tentando e nos trazer um pouco do sol da Itália Mediterrânea criou Enotria : The Last Song. Minha curiosidade foi saciada com os vídeos do jogo e acabei sendo fisgado pelo mundo e história do jogo.
PREMISSA/NARRATIVA
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Um frescor ao mercado de souls – likes com uma ambientação mais viva, ótimo sistema de habilidades, boa história, combate divertido e trilha sonora fantástica porém tropeça em otimização e bugs.
DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS
Enotria: The Last Song é um jogo baseado em um folclore rico que tem em seu pináculo as artes musicais também e sua trilha sonora e efeitos sonoros proporcionam momentos belíssimos. A celebração de quinta onde seus residentes tocam instrumentos, cantam e vibram! Monólogos de atores com vozes estridentes, tenores cantando livremente nas ruas de Litumnia e claro, porque não, o hino de Falesia Magna sendo cantado enquanto você chega próximo ao seu objetivo. Pra mim, é importante demais esse fator e aqui eu devo dizer que a Jyamma Games brilhou e muito. Vou levar sempre com carinho também uma missão secundária onde você enfrenta uma assassina em três encontros esporádicos enquanto explora a cidade de Litumnia. A trilha é cantada em italiano, com violinos e tudo que uma ópera precisa. A variação mais leve e doce cantada pela trágica personagem que lhe dará está missão e a versão diferente de batalha causarão uma imersão fora do comum . E para minha surpresa, muitas dessas canções foram adicionadas apenas no último patch 1.08. A espera valeu a pena e confesso que se tivesse jogado sem experimentar essa trilha magnífica, eu teria dado uma nota menor nesse aspecto.
Na parte técnica, infelizmente Enotria: The Last Song é mais uma vítima da má otimização e dos problemas da Unreal Engine. A não resolução de alguns bugs também denota a falta de um suporte mais focado da Jyamma Games . O modo qualidade melhora alguns problemas gráficos que o modo performance pode causar já citados na análise mas as travadas do motor gráfico se acentuam em qualquer modo escolhido principalmente em Litumnia. Enquanto que nas outras regiões eles seja mais esporádicos, neste trecho chega a incomodar muito o jogador. Ainda assim nada me incomodou mais que três bugs que tive em minha jornada: O sistema de trocas de máscaras travar forçando eu entrar e sair do jogo para voltar ao normal e o travamento numa conversa com um importante personagem necessário para o final verdadeiro porque o jogo decidiu não me dar a opção de avançar mais o diálogo causando um soft lock chato. E finalmente enfrentando um chefe ele simplesmente começou a me encarar e não me atacou mais. São contornáveis? São, basta entrar e sair do jogo mas mesmo sendo um estúdio menor é inadmissível isso ainda acontecer após meses de otimizações. O que só piora é que jogadores já reclamavam desses mesmo problemas em updates anteriores e nada foi resolvido. Acho engraçado que a Jyamma Games soube muito bem consternar a falta de suporte que vinha recebendo do XBOX para lançar o jogo na plataforma, mas, assumir seus erros sobre o lançamento morno do jogo devido a problemas de bugs e ativamente resolvê-los pareceu ser um entrave para a companhia. Eu espero de coração que esses problemas recebam suporte e sejam corrigidos no futuro pois finalmente o jogo está BEM ATRATIVO e acho que se sobressai muito bem naquilo que propõe. Estaremos vigiando e cobrando e recomendo que vocês visitem o Discord dos caras e falem diretamente sobre problemas que encontrarem nas diferentes versões do jogo.
CONCLUSÃO









