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Review de Death Relives – Um Survival sem o Horror

Agradecimentos à Keymailer/Game.press pela licença
Versão de PC

Data de lançamento: 25 de julho de 2025
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X/S e Microsoft Windows;
Desenvolvedor: Nyctophile Studios;
Distribuidor: Nyctophile Studios;
Gênero: Survival horror.


Death Relives se apresenta como um jogo de terror e sobrevivência que se baseia na rica, mas pouco explorada, mitologia asteca. Lançado em 25 de julho de 2025, o jogo foi produzido pela Nyctophile Studios e publicado por eles mesmos. O título se mostra promissor, mas, como é comum em jogos independentes, enfrenta desafios que podem limitar a experiência para jogadores que esperam uma abordagem mais tradicional de terror e sobrevivência.

PREMISSA/NARRATIVA

A trama segue a jornada de Juan, um filho que busca desesperadamente sua mãe, desaparecida após uma investigação sobre a mitologia asteca. A procura por sua mãe o leva a uma mansão onde se encontra a entidade de um deus asteca chamado Xipe Totec, a principal ameaça do jogo. Durante a trama, nós descobrimos mais sobre o passado asteca e sobre a guerra entre os espanhóis. A trama pode ser considerada um tanto batida, mas é bem rica em eventos históricos e em momentos de tensão.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A jogabilidade é relativamente simples, mas incorpora mecânicas interessantes. Você pode andar, correr, se esconder e coletar itens, como em outros jogos de sobrevivência. Logo no início, ao se esconder da ameaça asteca, o jogo introduz um minigame de ritmo para controlar os batimentos cardíacos do protagonista, evitando que ele seja descoberto.

Inicialmente, a experiência se assemelha a um jogo de terror puro, como Outlast, onde a fuga é sua única opção. No entanto, o jogo me surpreende com um novo item: Juan adquire uma espingarda de dois canos. Essa adição quebrou um pouco a tensão para mim, porque, com uma arma em minhas mãos, eu já não tenho medo de nada. Além da arma, o jogo também conta com outras mecânicas, como a coleta de totens para desbloquear novas áreas e a utilização de um amuleto que interage com o ambiente, permitindo a visualização de passagens e pistas.

Alguém tem medo de algo com uma espingarda em mãos?

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

A direção de arte é um dos pontos mais fortes de Death Relives. Os cenários são variados e atmosféricos, transportando o jogador para ambientes distintos que reforçam a narrativa. Você explora locais que parecem prisões ou manicômios, uma mansão decrépita e até mesmo vislumbres do passado, cada um com uma identidade visual única que contribui para o clima opressor do jogo. O design de Xipe Totec é bacana, mas nada tão ameaçador, pelo menos para mim.

CONCLUSÃO

Death Relives é uma experiência com uma ideia original e uma ambientação rica, mas sua execução é inconsistente. A premissa de um jogo de terror focado na mitologia asteca é um grande atrativo, e a direção de arte e o design sonoro são bem-sucedidos em criar uma atmosfera de tensão. No entanto, a introdução de uma arma quebrou um pouco a minha expectativa, já que eu esperava algo mais no estilo “correr e se esconder”, mas acabou se transformando em um jogo de tiro com mecânicas de furtividade. A jogabilidade também sofre com bugs e repetição. Em resumo, o jogo acerta na ambientação e na proposta, mas peca na execução, entregando uma experiência que, embora única, pode não satisfazer completamente os fãs do gênero.

Análise de jogos / Criador de conteúdo
Streamer e criador de conteúdo (https://www.youtube.com/@asvero69), também escreve análises de jogos para patobah.com.br e safezonegames.com

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