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Review de MegaTagmension Blanc + Neptune VS Zombies – O nonsense que dá certo

Agradecimentos à Keymailer/Game.Press pela licença
Versão de PC

Data de lançamento: 3 de outubro de 2016;
Plataformas: PlayStation Vita, Steam (PC);
Desenvolvedor: Compile Heart, IDEA FACTORY;
Distribuidor: Idea Factory International;
Gênero: Aventura, ação, hack & slash.


Esse jogo faz parte da franquia Hyperdimension Neptunia, desenvolvida pela Compile Heart em parceria com a Tamsoft (a mesma por trás de jogos da série Senran Kagura). Ele foi lançado originalmente para PlayStation Vita em 2016 e depois portado para PC via Steam.

À primeira vista, você desconfia. Mas depois da primeira mordida, percebe que, apesar de tudo, é gostoso.

PREMISSA/NARRATIVA

Eu juro que quando li o nome MegaTagmension Blanc + Neptune VS Zombies pela primeira vez, achei que era algum projeto fan-made de um fórum obscuro dos anos 2000. Mas não, o jogo existe, é real, oficial, e mais estranho ainda: ele funciona. A trama começa em uma escola fictícia (Gamindustri Academy) que está prestes a ser fechada por falta de alunos. Qual a solução brilhante das nossas queridas deusas antropomórficas? Produzir um filme de zumbis no pátio da escola para chamar atenção. Sim, você não leu errado. Elas decidem filmar um longa trash com criaturas putrefatas e efeitos dignos de um VHS de feira. É basicamente um Turma da Mônica Jovem encontrando Resident Evil, e com orçamento de um pastel e um copo de caldo de cana.

A proposta é tão ridícula que dá a volta e se torna divertida. Aquele humor autorreferencial da série Neptunia continua firme, com piadas sobre indústria de jogos, meta-humor, e diálogos que parecem ter saído de um grupo de otakus com insônia às três da manhã. Se você já conhece esse universo, vai se sentir em casa. Se não conhece… vai se perguntar como chegou até aqui, mas provavelmente vai continuar por pura curiosidade mórbida.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Agora falando sério: MegaTagmension não tenta reinventar nada, mas entrega uma jogabilidade até bem sólida no estilo hack and slash. A ação é rápida, com combates em arenas onde você pode socar, cortar e explodir hordas de zumbis com combos estilosos. Dá pra escolher duas personagens e alternar entre elas em tempo real, criando possibilidades bem interessantes de combos. Cada personagem tem seu jeitão, com ataques únicos, habilidades especiais e uma super transformação no melhor estilo Sailor Moon de ser.

O sistema de progressão é simples e direto, com opções de upgrade e customização básica. E pra minha surpresa, tem multiplayer online cooperativo para até quatro jogadores. E olha, não é só enfeite: jogar com a galera deixa as batalhas bem mais frenéticas e divertidas. Claro que o matchmaking pode parecer um deserto às vezes, especialmente por ser um jogo mais de nicho, mas se você tem amigos dispostos a encarar a bizarrice, vale a pena.

O maior problema aqui, sinceramente, é a repetição. Depois de algumas horas, fica claro que o jogo não tem variedade suficiente nas missões. Você vai bater em zumbis em diferentes arenas, com leves variações de objetivos, mas tudo gira em torno de “derrote todos e siga em frente”. Felizmente, o humor nonsense e as interações entre personagens ajudam a manter o ritmo, pelo menos se você estiver no clima certo.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Visualmente, o jogo é fiel ao estilo da série. Os personagens são todos em cel shading, com aquele visual anime bem vibrante e expressivo. Não espere nada que vá explodir sua placa de vídeo, mas tudo é estilizado o suficiente pra agradar quem curte estética de JRPGs e visual novel. Os cenários são bem simples e reciclados, mas servem ao propósito. Afinal, você está numa produção B sobre zumbis dentro de uma escola, e não esperando gráficos dignos de um Final Fantasy XVI.

No quesito performance, o jogo roda bem até em PCs modestos. A versão de Steam tem suporte a resolução Full HD, controles estão bem mapeados, e felizmente não enfrentei nenhum bug catastrófico. A trilha sonora é competente, com batidas animadas e efeitos sonoros exagerados, do jeitinho que se espera desse tipo de jogo. Já o voice acting continua aquele show à parte: exagerado, teatral e cheio de carisma. Eu recomendo jogar com o áudio original em japonês e legendas em inglês, pra manter a vibe.

CONCLUSÃO

Esse jogo parece aquele tipo de comida estranha que você encontra num festival de rua. À primeira vista, você desconfia. Mas depois da primeira mordida, percebe que, apesar de tudo, é gostoso. Não é um jogo feito pra todo mundo, e definitivamente não tenta se levar a sério. É puro fanservice, com uma jogabilidade divertida o suficiente pra garantir algumas boas horas de caos zumbificado em anime.

Se você é fã da série Neptunia, pode mergulhar sem medo. Se está chegando agora, recomendo baixar a guarda e abraçar o absurdo. E se você só quer bater em zumbis com personagens de cabelo colorido e frases filosóficas sobre o fracasso do sistema educacional fictício… meu amigo, esse jogo é pra você.

No fim das contas, MegaTagmension é tão estranho quanto seu nome, mas também é surpreendentemente divertido.

Texto escrito por mim. Revisado por IA.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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