Agradecimentos ao PressEngine pela licença
Você também pode ler essa review no GameWire e no Cadê meu chapéu
Versão de Nintendo Switch
Por Felipe Silva

Worms… A mera menção desse nome já me faz ouvir na cabeça aqueles gritinhos das minhocas ao explodirem no ar “meu deus”, “ o primeiro de muitos” — uma mistura de sofrimento e comédia que só quem passou a adolescência detonando minhoca alheia entende. E agora, meus amigos, esse clássico do caos veio parar no Nintendo Switch!
O caos que eu não sabia que sentia tanta falta!
ENTREGANDO A IDADE!
JOGUEI! E JOGUEI MUITO!
Eu tentei jogar “estrategicamente”, juro. Cinco minutos depois tava mandando mina terrestre em mim mesmo porque apertei o botão errado, pulando, levando dano e perdendo a vez, o vento… Permanece o maior vilão desse jogo. Você calcula, mede, mira… e o vento decide que não, hoje você vai se explodir sozinho.
Criar nomes pro time das minhocas ainda é metade da graça. (Meu time atual: Minhoca do Zap, Minhocosauro Rex, Casenhoca e MIB.). Você pode escolher entre uma infinidade de lápides, músicas e idiomas (em português segue o meu favorito disparado, nada como HU3BR da antiga!).
O que funciona no Switch? Imagina um jogo que nasceu pra ser portátil sem nem saber disso. O Switch virou o habitat natural do Worms. É perfeito pra abrir numa viagem, na fila do banco, ou naquele churrasco que já deu o que tinha que dar e você só quer se esconder num canto com algo mais divertido que ouvir o primo chato falar de criptomoeda e o quanto a vida dele está melhor que a sua.
Os controles? Redondinhos. Jogar no modo portátil é uma delícia, claro, leva um tempinho até acostumar, o analógico que anda é o mesmo que mira, isso gera certa confusão, ainda mais pra quem não está tão acostumado com games. Porém é no dock com a galera que, meus amigos, volta toda aquela energia da lan house dos anos 2000.
O multiplayer é o grande barato Sozinho o jogo diverte? Sim. Mas Worms nunca foi sobre campanha ou inteligência artificial. É sobre aquele momento em que seu amigo se posiciona todo confiante na beirada do mapa e você manda uma ovelha explosiva ou acerta aquele tiro de bazuca com o vento contra, e todo mundo grita como se o Brasil tivesse feito gol na final da Copa do mundo, tem se tornado a diversão nos eventos aqui em casa e até mesmo quem nunca jogou se diverte, com os controles fáceis de se aprender,jJogar com a galera do sofá, cada um esperando a vez com aquele sorrisinho canalha (pensando jogadas mirabolantes só pro vento mudar na sua vez), ainda é a melhor forma de curtir.
Dá até pra criar aquelas regras da casa: “proibido Granada sagrada antes do terceiro turno”, “quem matar a própria minhoca toma gole de cerveja”, e por aí vai. O arsenal continua insano Bazuca? Tem. Granada? Claro. Ovelha explosiva? Óbvio. Banana Bomb? Meu Deus, sim! E cada vez que você usa, a tela vira um festival de destruição que faria o festival do Burning Man aplaudir em pé.
Prepare-se para a nostalgia bater forte. Lembra do tempo em que a gente passava mais tempo fazendo vozinha das minhocas do que realmente jogando? Isso volta. A trilha sonora ainda é aquele jazzinho estranho que fica no fundo enquanto o mundo explode ao seu redor. E sim, aquele mapa cheio de ilhas suspensas e abismos está lá, pronto pra destruir amizades e fazer você dar risada até doer a barriga.
O veredito: Se você é do time que jogou Worms na infância/adolescência, nem pensa duas vezes: Worms Armageddon no Switch é como reencontrar aquele amigo do colégio que sumiu e descobrir que ele ainda é o mesmo figura. Simples, engraçado, caótico e viciante.
CONCLUSÃO











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