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Review de DEATH STRANDING 2: On The Beach – Quando a arte não fica apenas no papel

PlayStation 5
Por: Gustavo (Guttxzz)

Death Stranding 2 é uma sequência direta de seu antecessor, lançado em 2019, amado por muitos e subestimado por muitos mais. Essa continuação tinha o difícil e longo trabalho de superar o, até então, maior projeto que Kojima teve com seu novo estúdio.

Ele conseguiu cumprir essa promessa? A expectativa do público foi saciada ou não? Venha descobrir nesta análise completa após 70 horas jogadas ao todo.

Uma história apaixonante, que vai te provocar alegria, raiva e, principalmente, emoção.

RESUMO GERAL E HISTÓRIA

Death Stranding 2 se inicia 11 meses após os acontecimentos do primeiro game, depois que Sam e Lou viajaram por toda a América para conectar a rede Quiral, ao mesmo tempo em que tentavam desvendar e evitar os mistérios por trás do tal “Último Death Stranding”.

Após esses eventos, Sam é dado como desaparecido e foge com Lou para o México, onde os dois ficam reclusos e escondidos da UAC para viverem uma vida em paz.

Mesmo assim, Sam é encontrado por sua antiga amiga Fragile, que o convence a religar o México à rede Quiral com o objetivo de conectar não só a América, mas todos os continentes e países do mundo. Agora, Sam tem a missão de conectar o México e, em breve, a Austrália, com a grande responsabilidade de salvar não só a América, mas o resto do planeta do Death Stranding.

Muitos devem se perguntar se esse jogo consegue te prender da mesma forma que o primeiro. E, sem muita enrolação: sim, ele consegue. Mesmo que agora os jogadores estejam mais familiarizados com este mundo e suas novas regras, ainda há muitos mistérios a serem estudados e revelados. Sempre temos novos conceitos sendo apresentados para que este mundo fique cada vez mais interessante e completo.

O enredo não apresenta nenhuma barriga ou enrolação para estender mais do que deveria a história principal — diferente do primeiro que, mesmo sendo uma experiência perfeita, se estende mais do que o necessário em certos momentos.

Todos os personagens roubam a cena. Dá para ver que a construção narrativa de cada um, desde a primeira obra, foi forjada para se conectar exatamente aqui. O Sam não é mais uma pessoa reclusa — ele se expressa e demonstra seus sentimentos, diferentemente do primeiro, onde sofria de uma síndrome chamada afefobia, que o deixava indiferente às pessoas com quem interagia e tinha contato físico. Fragile carrega uma culpa enorme devido ao seu passado e a um futuro incerto cercado de dor. Higgs, apesar de ser um vilão facilmente odiável, tem muito carisma e história não contada até então. E, claro, todo o novo elenco que o jogo nos trouxe: nenhum deles fica de fora dessa construção de mundo que o diretor fez com tanta paixão.

CONSTRUÇÃO DE MUNDO E APRIMORAMENTOS

Como já dito antes, mesmo que o jogador já tenha uma noção de como esse universo funciona e do que talvez possa esperar para esta continuação, ele ainda vai se surpreender — e muito. Além dos conceitos já abordados e revisados várias vezes no primeiro jogo, temos a presença de novas espécies e entidades que evoluíram com o tempo, novos desafios de terreno para dificultar o transporte de entregas, muito mais presença de combate e perigos que Sam deve neutralizar.

Mas não é só de dificuldades que se resume a vida do nosso portador: o jogo implementou muitos equipamentos extras para cada tipo de situação — desde combate até transporte mais rápido de suas cargas. Armamentos, veículos, consumíveis e mais foram feitos especialmente para cada tipo de jogador.

Todas as estruturas já conhecidas do primeiro estão bem mais atualizadas aqui — desde as pontes maiores até mesmo tirolesas que mudam sua curvatura, dependendo de como o jogador quer que elas se comportem. Tudo foi planejado para que a funcionalidade de cooperação online seja bem mais satisfatória e envolvente.

JOGABILIDADE, COMBATE E DINÂMICA

Desde a concepção do projeto que é Death Stranding como um todo, Kojima sempre esteve planejando uma possível sequência — e como ela seria melhor e mais atualizada que seu antecessor. Afinal, é para isso que servem continuações: atualizar e refinar o que já é bom.

No primeiro jogo, muitos reclamaram da falta de ação, de ser uma experiência mais monótona e menos chamativa para um público que busca mais tiroteio e pancadaria.

Levando isso em conta, este jogo expande sua gameplay de forma espetacular — é um dos pontos mais altos de toda a experiência, sem sombra de dúvidas. Assim como em Metal Gear Solid V, aqui o único limite é sua criatividade e a forma como você decide se comportar diante de uma base inimiga: sendo extremamente furtivo ou extremamente barulhento.

Quanto mais se avança na história, mais o jogo apresenta desafios e exércitos a serem enfrentados. Além disso, você também deve lidar com as EPs (Entidades da Praia), que estão bem mais ferozes e perigosas.

Como já foi dito, o elenco de personagens está bem mais denso e completo — e isso vale também para os inimigos. De soldados, EPs e ladrões até robôs controlados pelo nosso amado e odiado Higgs Monaghan.

GRÁFICOS E DESEMPENHO

De todos os jogos que já tive o prazer de jogar nesta vida, com toda certeza nenhum teve o nível técnico e gráfico que Death Stranding 2 apresenta. É algo surreal de se ver. À primeira vista, ninguém acredita que um dia chegaríamos a esse nível gráfico na indústria como um todo.

O desempenho segue excelente também. Alguns colegas meus relataram apenas crashes, mas não deu nem um dia e já foi publicada uma atualização que corrigiu rapidamente esse problema. No meu caso, nenhum problema a ser relatado.

APÓS A CONCLUSÃO

Terminei a história com 32 horas de jogo. Foquei na campanha, pois é a parte que mais me interessava — e, na minha opinião, é o melhor a se fazer tanto no primeiro quanto no segundo jogo. Após concluir, há uma quantidade enorme de conteúdo a ser completado: evoluir as instalações, construir estruturas para facilitar sua vida e a de seus amigos, missões e chefes secundários — e não acaba mais.

Com certeza, você não ficará um segundo sem ter o que fazer após zerar. Há bastante conteúdo a ser explorado e descoberto, e vale muito a pena conferir.

CONCLUSÃO

Death Stranding 2: On The Beach é uma obra que, na minha humilde opinião, vai demorar pelo menos uns cinco anos para ser superada — seja em história ou em nível técnico. Nada na indústria, até então, se comparou ao que foi mostrado e apresentado como um todo neste jogo. Claro que não estou dizendo que jogos anteriores sejam imensamente inferiores, mas o carinho e dedicação de Hideo Kojima e de toda sua equipe na produção desta obra são apaixonantes.

Death Stranding 2 é tudo o que uma sequência deve ser para com seu público tão amado: refinar o que já é bom e melhorar o que precisa de atualização. Uma história apaixonante, que vai te provocar alegria, raiva e, principalmente, emoção — do começo ao fim.

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