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Review de Ruffy and the Riverside – Uma bela aventura, no entanto, nem tão recheada

Chave recebida via Pirate PR

Ruffy and the Riverside, produzido pelo estúdio Zocklabs, é uma belíssima aventura, cheia de charme e referências a grandes jogos do passado, como Banjo Kazooie. Trata-se de um jogo de aventura e de coleta de colecionáveis por onde tudo acontece. No entanto, não é uma aventura tão recheada como os tempos dourados do passado. Com inúmeras referências diretas e indiretas a jogos da Nintendo.

Uma experiência divertida e bastante alegre, com uma clara intenção de agradar o público infantil.

PREMISSA/NARRATIVA

Nós estamos na pele de um simpático e carismático ursinho chamado Ruff e com sua companheira Pip, uma abelha bastante esperta. Ambos estão incumbidos de salvar a terra de Riverside após o reaparecimento de um vilão, chamado Groll.

A aventura baseia-se em corrermos contra as ações do vilão enquanto ele tenta reunir gemas ou jóias, chamadas Bolas de Gude, que no universo do jogo conseguem alterar a matéria, uma espécie de troca, podendo fazer a água virar lava por exemplo.

Durante todo o trajeto, somos ajudados pelo nosso mentor, Eddler, uma simpática e humorada topeira, que está sempre onde devemos ir e nos dizendo o que fazer.

Toda a trama gira em torno de impedirmos o vilão de encontrar um meio de destruir o mundo; e para isso, precisamos recuperar as letras sagradas do emblema de Riverside, bem semelhante ao letreiro mais icônico do mundo, o de Hollywood. Serão essas letras que nos darão poder para derrotar o famigerado Groll, que promete destruir tudo como um buraco negro no espaço. E para isso, deveremos fazer uso da magia chamada A Troca, que somente o protagonista pode executar, que consiste em trocar matérias e texturas entre objetos. Habilidade essa que desempenha o papel mais fundamental do jogo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A gameplay é bastante enxuta, com poucos comandos, mas que também nos ensina como a magia da Troca é importante para o progresso entre todas as partes do game.

O nosso progresso consiste muito mais em resolver puzzles do que enfrentar inimigos pelo caminho, esse aspecto do jogo prioriza e muito a nossa habilidade de trocar cores, texturas e objetos, em detrimento de um combate mais elaborado. A cada nova missão, segue-se um padrão bem estabelecido, e que não muda do começo ao fim do jogo, em que sempre devemos resolver um pequeno puzzle chamado “cidades subterrâneas” para liberar o caminho para a próxima fase.

A construção desses puzzles, por vezes, é tão bem difundida na gameplay que, em dados momentos, não percebemos que eles servem de certo modo como resolução geral da própria fase que estamos em busca. Algo notável é que mesmo não tendo grandes desafios em termos de dificuldade, ainda assim os enigmas nos mantêm bastante entretidos com o nosso objetivo.

Existem itens a serem coletados e upgrades a serem feitos, mas o ponto negativo aqui é que o jogo tenta ser uma espécie de Banjo Kazooie, mas peca em não ter tantos colecionáveis assim; portanto, se você é grande fã do gênero “collectaton”, tenha cautela, pois aqui a busca por itens será bem mais rasa que os demais jogos do gênero. A escassez de inimigos e chefes faz do jogo um pouquinho frustrante, pois acabamos esperando um nível maior de desafio a cada passo que damos, mas isso não acontece. Poucas batalhas e poucos inimigos deixam a experiência bastante morna no decorrer da aventura.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Os gráficos são ótimos, a direção de arte também segue impecável, é notável perceber que há uma inspiração na direção de arte de jogos como Paper Mario, para aqueles já jogaram fica evidente, e é uma alegria ver o quão bem utilizaram essa ideia de usar modelos 2D que lembram folhas de papel em meio a um cenário 3D. A trilha sonora é muito boa e lembra algo como músicas tribais, em diversos momentos elas compõem o plano de fundo das cenas, e se encaixam muito bem na trama e também nos ambientes.

CONCLUSÃO

O jogo é uma experiência divertida e bastante alegre, com uma clara intenção de agradar o público infantil; ainda assim, peca em desafiar o jogador um pouquinho mais, seja nas poucas e simplistas batalhas contra chefes, quanto na quantidade tremendamente limitada de inimigos no jogo, sendo estes apenas dois no total.

A falta de mais itens para colecionar também deixa um pequeno vazio para os que já estão habituados com o gênero de coletar inúmeros apetrechos ou colecionáveis. O jogo, no entanto, compensa essa falta com várias mecânicas, como momentos de jogabilidade totalmente em 2D por paredes, corridas e entre outros.

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Ex empresário e professor de Assembly, atualmente vive em Portugal e adora passar o tempo nos seus joguinhos, com o gênero RPG de turno como seu preferido. Além de videogames, adora viajar e curtir uma boa gastronomia.

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