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Review de Battle Train – Um roguelike de cartas que é no mínimo curioso

Chave recebida via Bandai Namco

Data de lançamento: 17 de junho de 2025;
Plataformas disponíveis: PC (Steam) e Nintendo Switch;
Desenvolvedor: Terrible Posture Games e Nerd Ninjas;
Distribuidor: Bandai Namco Entertainment America;
Gênero: Roguelite, deckbuilder, estratégia.

Desafiador sem ser cruel, engraçado sem ser idiota, e rejogável sem parecer repetitivo.

PREMISSA/NARRATIVA

Imagine um game show insano onde sua locomotiva é a estrela e cada golpe de trilho é uma piada esperando acontecer. Você incorpora um “contestante condutor” que compete por ser o “Supreme President Conductor”, enfrentando adversários excêntricos dispersos em duelos ferroviários mortíferos. O clima é leve e cômico, com diálogos que parecem criados por roteiristas depois de um evento familiar onde só contaram piadas sem graça, mas ainda engraçadas, fez sentido? Não?.

Em cada partida, você joga cartas que constroem trilhos, ativam bombas ou concedem bônus. Quando o caminho se conecta ao depósito inimigo, um trem carregado de dinamite parte numa viagem suicida, e, convenhamos, explosões fazem qualquer review parecer mais legal..

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Battle Train é, no fundo, uma ode ao caos sobre trilhos. Imagine um tabuleiro dividido em grades, onde você, o jogador, tem a nobre missão de construir trilhos com cartas, mas não qualquer trilho: o tipo de via férrea que leva uma locomotiva suicida recheada de explosivos diretamente até o “cofrinho” do inimigo. Cada partida é uma guerra de logística, velocidade e estratégias surreais com potencial de explodir (literalmente) a sua paciência e o oponente.

Você começa com um baralho básico e, conforme avança, desbloqueia novas cartas e melhorias que podem transformar seu estilo de jogo. Vai focar em acelerar seus trens até o depósito inimigo antes que ele pisque? Ou prefere entupir o campo com armadilhas e minas até o adversário implorar por um desvio ferroviário? O jogo permite (e exige) esse tipo de decisão a cada turno. E como bom roguelite, cada tentativa traz modificadores aleatórios, eventos surpresas e cartas novas, é o caos planejado na ponta da carta.

Há um sistema de recursos interessante, onde você coleta minérios no campo para usar em upgrades entre partidas, desbloqueando trilhos mais eficientes, trens com habilidades únicas ou até novas formas de sabotar o mapa do inimigo. Você também pode personalizar o próprio trem, escolhendo desde a velocidade até habilidades especiais, como um comboio kamikaze que se lança mesmo com o trilho incompleto. Sim, aqui até a burrice tática ganha efeitos especiais.

A inteligência artificial dos adversários não deixa o trem correr solto: ela reage de maneira razoavelmente eficiente, bloqueia seus planos e te força a pensar dois turnos à frente. E como se não bastasse, o jogo insere chefes com poderes bizarros, situações aleatórias e mapas com layouts que parecem ter sido criados por um engenheiro bêbado que entrou as 21 e saiu da balada só 2 dias depois, tudo isso para garantir que você nunca tenha controle total da situação. Battle Train faz você rir, suar e explodir, às vezes tudo isso no mesmo turno.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Visualmente, o jogo entrega um estilo cartunesco divertido com cores vibrantes e animações ágeis. Os personagens lembram narradores de programas sensacionalistas, enfatizando a atmosfera de game show duvidoso. Não é uma obra-prima gráfica, mas tem charme narrativo que salva o trem de se transformar num vagão enfadonho.

Do ponto de vista técnico, usa Unreal Engine sem grandes firulas, mas bem otimizado: tem suporte a teclado, mouse ou controle, e não encontrei bugs que afetem a experiência. A trilha sonora merece menção especial: “Battle Train Soundtrack” chegou junto com o jogo no Steam, com músicas de humor nuclear, combinando perfeitamente com o caos sobre trilhos

CONCLUSÃO

Battle Train é um jogo sem vergonha com trilhos que rugem, explosões que divertem e cartas que viciam. É um título que abraça seu nonsense, se cavar um buraco esperando encontrar riso, aqui há uma mina entupida delas. É desafiador sem ser cruel, engraçado sem ser idiota, e rejogável sem parecer repetitivo.

É brilhante no que se propõe.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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