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REVIEW | STELLAR BLADE – PC (STEAM)

Embora não traga nenhuma inovação importante, é competente no que faz

HISTÓRIA

Stellar Blade é um RPG de ação, com elementos de Hack’n’Slash e Souls. Nos inimigos normais e na exploração, você segue uma tocada mais Hack’n’Slash mas os chefes têm um estilo mais Souls que exigirão um pouco mais de destreza e habilidade. Quando você descansa, também tem aquele lance Souls de todos os inimigos renascerem.  O futuro da humanidade está por um fio. Após uma guerra devastadora contra os Naytibas, criaturas misteriosas e hostis, os sobreviventes da raça humana fugiram para uma colônia no espaço sideral.

A protagonista, Eve, uma soldada do 7º Esquadrão Aéreo, é enviada da Colônia espacial para reconquistar o planeta e derrotar o Naytiba Ancião, suposto responsável pela destruição.  Acompanhada por Adam, um sobrevivente, e Lily, uma engenheira, Eve explora as ruínas de uma Terra pós-apocalíptica, enfrentando Naytibas e desvendando segredos sobre o passado.

Não vou dar Spoilers e por isso não posso falar muito mais, só posso dizer que espere por revelações impressionantes e plot twists.

O JOGO E SUAS MECÂNICAS

Stellar Blade é um jogo bem tradicional de ação. Não dá para dizermos que é inovador. Ele bebe de fontes bem consagradas e carrega um pouco de muitos jogos conhecidos: Souls no geral, Devil May Cry, Jedi Survivor, etc. As mecânicas são bem tradicionais: Golpes em combos, parries e esquivas perfeitos, contra-ataques, pulo duplo, caminhar pelas paredes, já deu pra entender, certo? 

Os inimigos também seguem uma linha bem tradicional. Eles têm vida, escudo e equilíbrio (postura). Quando você quebra a postura, tem a oportunidade de dar um ataque arrasador, embora na prática, contra os chefes não é tão arrasador assim.  Apesar de não ser inovador, o jogo tem suas virtudes. Os combates são simples, mas gostosos. Mesmo após mais de quarenta horas de jogo, não cansou. Os parries e as esquivas são sempre um prazer à parte e quando feitas em combos de contra-ataques, é uma diversão só. 

Você tem as habilidades Beta que são um tipo de power up de ataques, e com o andar da história vai ganhar as habilidades explosivas e os ataques Tachy. O jogo vai sempre te dar muitas opções de como jogar e que habilidades usar. Tem também arremessáveis e armas de longa distância. 

Em termos de Builds, eu particularmente, achei limitados. Basicamente você tem quatro slots de melhorias e dois espaços para a Exoespinha que talvez seja o que mais impacta na sua habilidade.

O jogo tem uma progressão interessante e divertida e sempre te traz novas mecânicas para aprender. A exploração é divertida, com puzzles para resolver, plataformas para pular e muitos coletáveis. Embora eu odeie coletáveis, estão lá para os que gostam.  Há também um mini jogo de pesca que achei meio chatinho, mas também acredito que terá quem goste. Pesquei uma meia dúzia para umas missões lá e só.

Os companheiros e personagens principais também foram extensivamente modelados com “Motion capture” (MOCAP) e estão sensacionais! O jogo está todo dublado em português e as vozes e interpretações estão ótimas.  Adorei também a trilha sonora! As músicas durante o jogo e as que você pode ouvir nos acampamentos são todas sensacionais. Você vai encontrar LPs ao longo da exploração e pode selecionar a música que quer ouvir.

Eu levei cerca de 40 horas para Stellar Blade no modo normal. A dificuldade é boa até chegar na Raven que é um dos chefes finais. A partir daí o jogo tem um aumento de dificuldade meio absurdo. Fiz praticamente todas as missões secundárias que encontrei mas longe de conseguir concluir tudo que tem pra fazer, principalmente no que tange à exploração e coletáveis. Ou você usa um guia, ou acredito que vão mais umas 10 horinhas pra pegar tudo. 

Para a platina, você ainda terá que jogar o Novo Jogo+. Pode contar com pelo menos o dobro do tempo.

POLÊMICA DA SEXUALIZAÇÃO

Quando foi mostrado pela primeira vez, Stellar Blade chamou logo a atenção para o visual um tanto polêmico da personagem principal, EVE. O sucesso do jogo foi de alguma forma afetado por isso? Difícil dizer, mas com certeza, algum impacto teve. Nem que seja o famoso, fale mal, mas fale de mim. 

No lado feminino, tem o empoderamento feminino que certamente atrai um determinado público. E do lado masculino, tem o interesse em uma personagem bonita e de corpo voluptuoso. EVE tem seios e nádegas avantajadas propositadamente. Ela é sem sombra de dúvidas sensual. Ela pode usar roupas elegantes e sem serem provocativas, ou até biquinis e maiôs que a deixam ainda mais sensual. 

No PC, há inclusive MODs que a deixam completamente nua. 

Minha opinião pessoal é que o estúdio usou da sensualidade para ganhar visibilidade e abusou disso no jogo. Alguns exemplos: Os seios de EVE são enormes e balançam, alguns movimentos fazem com que ela coloque partes do corpo na frente da câmera, forçando exposição de ângulos sensuais.

Algumas cutscenes também exploram ângulos para lá de normais. Minha conclusão é que sim, sensualizaram a personagem mas que isso não tira o mérito do jogo.

ASPECTOS TÉCNICOS

Stellar Blade foi desenvolvido com o motor gráfico Unreal 4 e foi muito bem otimizado. Não tive problemas com os tradicionais Stutterings do Unreal. Se houve algum, passou despercebido por mim. O jogo também não conta com técnicas mais avançadas de iluminação e reflexos, fazendo uso de soluções tradicionais de Screen Space Reflections, cube maps e iluminação pré-calculada. 

Graficamente o jogo é bonito sem ser excepcional. De qualquer forma, achei muito competente. Temos cidades, desertos, ruinas modernas e cavernas.

No meu Notebook com i9, RTX 4080 rodou com tudo no épico, 1600p com DLAA e cravado em 120 fps com geração de quadros (Frame Generation), ou 60 fps sem FGen.

Apesar do jogo ter o famigerado sistema de DRM da DENUVO, não tive nenhum impacto no desempenho.

Por fim, o jogo faz uso completo do controle DualSense no PC. Tem haptics, gatilhos adaptáveis e o auto falante do controle. Sempre bom lembrar que no PC, o DualSense tem que ser usado com cabo.

CONCLUSÃO

Stellar Blade é um bom RPG de ação, com uma história bacana e combate gostoso e competente. Embora não traga nenhuma inovação importante, é competente no que se propõe a fazer.

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Ex empresário e professor de Assembly, atualmente vive em Portugal e adora passar o tempo nos seus joguinhos, com o gênero RPG de turno como seu preferido. Além de videogames, adora viajar e curtir uma boa gastronomia.

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