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REVIEW – LA NOIRE

HISTÓRIA/PREMISSA

Quem conhece a Rockstar Games sabe que o que eles mais prezam em suas obras é qualidade e liberdade. Mesmo a maioria dos sucessos serem diretamente da franquia GTA a empresa tem alguns outros trunfos que de certa forma repetem a fórmula base e acrescentam um tempero adicional. É assim com Red Dead que se tornou uma das franquias mais amadas da empresa, e também com o clássico LA NOIRE que, apesar de toda a inovação e estilo diferente, nunca ganhou uma continuação.

O jogo foi lançado em 17 de Maio de 2011 desenvolvido pelo estúdio Australiano Team Boundi e é ambientado em uma Los Angeles dos anos 40 onde você joga como um veterano da segunda guerra que busca um espaço na delegacia de polícia, e, em uma ocorrência rotineira acaba desvendando um assassinato e sendo promovido a detetive.

LA NOIRE conta a história de Cole Phelps, um ex -tenente da marinha americana durante a segunda guerra mundial tentando se recolocar na sociedade para enfrentar seus traumas.
O jogo é ambientado em LOS ANGELES no ano de 1947 e Phelps segue sua rotina como policial patrulheiro. Em um dia de trabalho comum ele e seu colega atendem uma ocorrência de um assassinato que posteriormente galga Phelps a uma promoção como detetive. O jogo te fará passar por todas as delegacias: Crimes de trânsito, Homicídios, Narcóticos e incêndios criminosos. Pode parecer que são coisas separadas e que contam histórias diferentes mas tudo no final se conecta a uma grande conspiração digna de plot de cinema e faz todas as horas gastas no game fazerem sentido. Até mesmo os flashbacks da guerra estão conectados à história principal.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Diferente dos outros jogos da Rockstar, LA NOIRE apostou todas as sua fichas em figuras conhecidas de Hollywood para Mock Up facial e investiu para que as expressões faciais fossem as mais reais possíveis, tudo para aplicar a mecânica do interrogatório, onde precisamos conduzir as investigações e decifrar as expressões faciais dos NPCS para descobrir se eles estão falando a verdade, escondendo alguma coisa ou se estão de farto mentindo.

A gameplay acontece sempre em três estágios: Receber o caso na delegacia e ir para a cena do crime para coletar pistas, endereços, e tudo que ajude futuramente nos interrogatórios. Depois é necessário seguir os endereços descobertos para fazer mais investigações, levantar nomes de suspeitos e encontrá-los para levar para delegacia.
Com as pistas de todos os locais coletados e o suspeito, ou os suspeitos te aguardando na delegacia, é hora de conduzir o interrogatório.  Essa parte é a mais difícil pois você precisa fazer as perguntas, prestar atenção nas respostas e escolher se vai acreditar, duvidar ou acusar. Sempre que você for pelo caminho da acusação o jogo te força a ligar o acusado a alguma pista coletada que o incrimine, se você deixar passar alguma pista ou errar a pista que deveria ligar o acusado ao crime, o jogo da sua resposta como errada e você terá mais algumas outras perguntas para chegar no seu objetivo. 

 

Diferente de outros jogos, não há missões secundárias de NPC ‘s, tirando as investigações da missão principal, o jogo espalhou crimes casuais pela cidade para dar um sentido maior ao mundo aberto do jogo. Sempre que você sai dirigindo por Los Angeles a central entra em contato com seu carro via rádio para reportar algum crime próximo. 

 

Como todo bom jogo da Rockstar LA NOIRE não é só trânsito e investigação, existem muitas partes onde a bala come solta e é preciso ter precisão e concentração para atirar e as Cutscenes do jogo remetem a filmes de investigação policial antigos, sempre com um tom misterioso e muito jazz e blues. 

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Você está em Los Angeles na década de 40. É isso. Você realmente está em Los Angeles na década de 40. A ambientação é fenomenal: Carros, roupas, objetos, pessoas, casas, prédios, tudo é muito bem feito e muito bem detalhado para te fazer sentir imerso. 

 

Os carros da década de 40 foram refeitos e licenciados para o game:  Buick, Cadillac, Chevrolet, Ford, Hudson, Packard, Plymouth, e até caminhões da GMC.

A trilha sonora do game também carrega a história com alma: Blues e Jazz e músicas da década tocam nos rádios dos carros, nos comércios e nos Bares de Jazz espalhados pela cidade. O Blues e o Jazz se conectam com a história.

 

Os gráficos impressionam demais, nem parece que estamos jogando um jogo de 2011. Os detalhes dos prédios, dos carros, da cidade, a iluminação, as expressões faciais. Tudo é muito bem feito.

O desempenho do game no Xbox 360 é dentro do esperado;30 fps em grande parte do jogo com algumas quedas durante partes mais cheias de partículas mas nada que atrapalhe o gameplay. Também vale destacar os reflexos espalhados pelo mapa que me fizeram questionar o tempo todo o uso de Ray Tracing para esse tipo de resultado hoje em dia.

CONCLUSÃO

LA NOIRE é um clássico que envelheceu como vinho. Um jogo feito com alma que trouxe inovação para mockups faciais e uso de atores de Hollywood em obras mais cinematográficas. Tanto a gameplay como a história são envolventes e valem a pena cada minuto.

PATÔMETRO

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Fã de Star Wars, video game, roteirista, casado e pai. Que a força esteja com você!

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