Agradecimentos à Cozy Creeps Games, Filipe Acosta por disponibilizar uma licença
Versão de PC (Steam)

Jogar Devil’s Drizzle foi uma experiência curiosa para mim. Logo no começo, achei o jogo super fofo, com aquela estética sombria mas ainda assim infantil que chama a atenção de cara. Porém, assim que saímos da cena inicial, vieram algumas piadas que quase me fizeram desistir (risos). Uma criança chamando o guarda-chuva de “parça” e uma piada de bumbum não foram muito “inspiradoras”, e confesso que pensei em parar ali mesmo.
Mas ainda bem que continuei. Depois desse início meio sem graça, o jogo começa a mostrar sua verdadeira força. A jogabilidade é divertida, com saltos precisos, poderes elétricos e até momentos em que você realmente sente a adrenalina. O fato de poder jogar com joystick também é um ponto super positivo para mim, já que plataformas ficam bem melhores no controle do que no teclado.
A história gira em torno de uma criança que parte em busca do seu “parça”, que na verdade é um guarda-chuva. Parece bobo de início, mas a forma como o jogo mistura essa inocência infantil com criaturas sombrias, cenários escuros e até demônios sumérios, dá um charme especial. É uma mistura de fofura e escuridão que funciona muito bem.
Os gráficos em pixel art são bem caprichados, cheios de detalhes, e cada cenário tem sua identidade própria. Além disso, as fases não caem na mesmice, já que sempre aparece uma mecânica nova, seja fugir de chefões gigantes, resolver pequenos puzzles ou explorar áreas diferentes como bosques, cavernas e até sonhos.
Outro ponto que me chamou atenção foram os chefes de fase. Enfrentar uma “bola de pelo gigante da morte” foi engraçado e desafiador ao mesmo tempo. Já a luta contra o guarda-chuva maligno foi uma das mais criativas. E claro, a presença do Pazuzu, o grande vilão, dá aquele ar mais sombrio que contrasta com a inocência do personagem principal.
O jogo também conta com diferentes finais, o que aumenta a vontade de rejogar e explorar mais possibilidades da história.
No fim, Devil’s Drizzle é um jogo de plataforma 2D divertido e cheio de personalidade. Apesar das piadas fracas no começo e de uma narrativa que poderia ser mais criativa em alguns momentos, a jogabilidade compensa e mantém o jogador preso até o fim. Para quem gosta de pixel art, aventuras fofas mas sombrias, e jogos de plataforma com boas mecânicas, vale a pena dar uma chance.
MÍNIMOS:
SO: Windows 10
Processador: 2.0 GHz
Memória: 2 GB de RAM
Placa de vídeo: 512 MB VRAM
DirectX: Versão 10
Armazenamento: 600 MB de espaço disponível

