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Review de XCOM Chimera Squad | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

XCOM: Chimera Squad se passa cinco anos após os eventos de XCOM 2: War of the Chosen, em um mundo pós-guerra onde a humanidade derrotou os Elders e o regime alienígena ADVENT. 

A história ocorre na Cidade 31, uma metrópole experimental onde humanos, alienígenas e híbridos tentam conviver em uma paz frágil. 

O jogador comanda a Chimera Squad, uma equipe de elite mista de humanos e alienígenas, sob o comando da veterana Jane Kelly. 

Tudo começa com o assassinato da prefeita Nightingale (uma híbrida que convidou o esquadrão para a cidade), logo após a chegada da equipe, desencadeando caos e tensões entre facções. 

O esquadrão investiga o crime enquanto gerencia distúrbios, investigando bairros e enfrentando três facções criminosas principais: 

  • Progeny: Um culto apocalíptico de psíquicos que busca o fim do mundo
  • Gray Phoenix: Gangue de alienígenas marginalizados que se sentem excluídos da sociedade terrestre.
  • Sacred Coil: Culto religioso de ex-soldados ADVENT e alienígenas que pregam salvação para opositores da XCOM. 

Você pode escolher por qual facção vai começar a campanha, mas terá que lidar com as três para finalizar o jogo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Se você já jogou algum XCOM anteriormente vai se sentir em casa aqui pois o jogo segue a mesma linha. 

A coisa funciona mais ou menos assim. Você começa com uma equipe pequena e ao longo da campanha vai selecionando novos agentes para integrar o time. É importante, balancear as habilidades na escolha dos personagens pois lutas e cenários diferentes vão precisar de agentes específicos. Você tem agentes com habilidades psiônicas que incluem atordoar inimigos, fazê-los entrar em modo “berserk” e atacar seus próprios companheiros, trocar de lugar com inimigos, controlar inimigos entre outras habilidades.

Existem agentes com foco em curar os outros companheiros. Agentes de fogo de curto alcance com escopetas, agentes de assalto e assim por diante. É importante observar que cada tipo de agente usa um tipo de arma diferente: pistolas, escopetas, fuzis de assalto e submetralhadoras. Balanceie sua equipe para conseguir enfrentar os desafios das missões.

Se um determinado agente for abatido ou sofrer muito dano em uma missão, ele pode adquirir uma “cicatriz” que prejudica alguma habilidade dele. Nesses casos, será preciso colocá-lo em treinamento para curar a ferida. Além disso, podem ser treinados para desbloquear habilidades específicas de cada personagem.

Ao serem usados nas missões, os agentes ganham habilidades bem importantes para os combates mais difíceis.

Todos esses detalhes farão com que o gerenciamento da equipe e das missões tenha uma importância significativa na sua estratégia. 

Você também precisará investir em pesquisa para melhorar armas, escudos, androides de apoio, granadas, kits médicos, entre outros.

O gerenciamento da cidade e das crises é superimportante para você não perder o controle da cidade. Se você já jogou algum XCOM antes já tem uma ideia de como funciona, mas basicamente é assim: vários eventos acontecerão na cidade em paralelo, porém você só consegue fazer um por dia. Então terá que optar que balancear onde interagir para não deixar a cidade entrar em anarquia e onde conseguir evoluir mais. 

Você pode usar agentes em “operações especiais” para obter dinheiro, inteligência ou ajudar a baixar os níveis de insurgência na cidade.

Acho que deu para entender um pouco o funcionamento da parte tática que acontece em sua base. Quando você escolhe o evento que vai resolver naquele dia, chegou a hora da ação. Você escolhe a equipe de até quatro personagens e até dois androides de apoio para enviar para o front de batalha.

As missões secundárias variam entre salvar VIPs, desarmar e recuperar equipamentos ou matar algum inimigo. As missões principais e obrigatórias são de investigar ações das facções que falei anteriormente.

O combate é por turnos tal como os outros jogos da franquia XCOM. Eles criaram uma mecânica nova que é o “Breach”, onde sua equipe invade a sala seguinte e você define a estratégia de invasão. Na maioria das vezes há diversas opções como entrar pela porta principal, por janelas, explodir uma parede ou usar dutos de ventilação. Cada local vai te apresentar os prós e contras de usá-lo. 

Após a invasão, o combate começa. Na sua vez você poderá se locomover, atirar, recarregar a arma, usar uma habilidade especial ou usar a função “overwatch” que serve para monitorar uma linha de visão e atirar se algum inimigo passar ali. É ótimo para proteger aliados vulneráveis ou guardar pontos de reforços inimigos.

Cada combate apresentará desafios diferentes para você avaliar a melhor forma de resolvê-los.

Mesmo que de forma limitada, é possível fazer uns “builds” legais com os personagens, maximizando suas capacidades e habilidades.

ASPECTOS TÉCNICOS

Tecnicamente o jogo tem diversos problemas e diria que é seu ponto mais fraco. Ele foi desenvolvido com o motor gráfico Unreal e aqui no meu Laptop com i9 e RTX 4080 em termos de desempenho rodou super bem. A taxa de quadros ficou sempre acima de 90 fps. Isso a 4K com tudo no máximo. 

Graficamente o jogo é bem simples e você consegue ver que é um jogo de orçamento baixo. A história é contada em “slides” fixos sem animação de personagens ou cutscenes. 

As animações da base são simplórias e repetidas.

Mas o pior mesmo são os bugs nas missões. Os bonecos, sejam os nossos ou dos inimigos, quando vão andar, por várias vezes andam, saem da tela e depois voltam pro lugar certo. Bem bizarro e acontece tanto que é impossível não terem visto isso e concertado. Foi nesse caso, desleixo ou falta de orçamento mesmo. 

E a última crítica que pode ser relevante para muitos. Não tem tradução nem da interface e nem das legendas em português. Diria que se você não fala inglês, mas curte XCOM e jogos de turno, dá para tentar. Como tem pouca coisa para ler, seu trabalho seria “traduzir” as habilidades para entender o que está escolhendo e de boa.

O jogo só está disponível para PC.

CONCLUSÃO

XCOM Chimera Squad é mais do mesmo da franquia XCOM mas que sofre de uma clara limitação de orçamento que deixou o jogo sem aquele refinamento e acabamento de um jogo AAA. Nem sei se ele seria A. 

Levei 29 horas para terminar uma run do jogo.

Quer uma nota? 68. Os problemas técnicos e a falta de localização me impediram de dar uma nota melhor.

PATÔMETRO

68
Licença comprada
Steam

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Ex empresário e professor de Assembly, atualmente vive em Portugal e adora passar o tempo nos seus joguinhos, com o gênero RPG de turno como seu preferido. Além de videogames, adora viajar e curtir uma boa gastronomia.

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