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Review de The Riftbreaker

Agradecimentos à EXOR Studios pela chave de imprensa
Versão de PC

Data de lançamento: 14 de outubro de 2021;
Plataformas: PC;
Desenvolvedor: EXOR Studios;
Distribuidor: EXOR Studios, Surefire.Games;
Gênero: Sandbox, exploração, cooperativo.


PREMISSA/NARRATIVA

The Riftbreaker não perde tempo em te jogar em uma jornada intensa. Você controla Ashley S. Nowak, uma cientista e exploradora que chega ao planeta alienígena Galatea 37 com uma missão nada simples de construir uma base capaz de abrir um portal de volta para a Terra. É aquele tipo de narrativa que parece saída de uma mistura de ficção científica clássica com survival moderno, colocando você no meio de um mundo hostil e cheio de segredos.

Acompanhada pela sua armadura mecânica, o famoso Mr. Riggs, Ashley não é apenas uma sobrevivente, mas sim uma pioneira. O planeta onde tudo acontece não é só pano de fundo, ele respira e reage. A fauna e flora alienígenas não estão felizes com a presença humana, e cada passo dado fora da base é um convite para problemas. O legal é que a história não fica parada, ela se conecta bem com o gameplay, dando um propósito claro para cada recurso coletado e cada construção levantada.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Se já era incrível jogar The Riftbreaker solo com construção, ação frenética e defesa estratégica, a Atualização 2.0 elevou a experiência a um outro nível. Agora o jogo evoluiu em três frentes que realmente mudam o jeito de jogar.

Primeiro, o modo cooperativo online para até quatro jogadores chegou com tudo em 25 de agosto de 2025. Ou seja, não é só explorar e construir, você faz isso junto com a galera em toda a campanha e no modo sobrevivência, incluindo o prólogo. Dá até para chamar amigos pelo navegador de servidores ou vortear com o chat interno, teletransportar para onde eles estão, reviver mechas derrubados e ainda ganhar um boost quando fica todo mundo junto.

A coop não só passou o bastão do single-player para multiplayer, como também chega com missões geradas aleatoriamente, dá para garimpar anomalias biológicas, caçar tesouros ou fundar postos avançados onde a textura do mapa muda de verdade toda vez. Isso deixa cada partida mais imprevisível e empolgante.

Segundo ponto forte são as Megaestruturas, construções gigantes que exigem planejamento brutal e te recompensam com bônus permanentes e uma conclusão épica da história. Além disso, o enredo ganhou cerca de 40 minutos de diálogos novos, com vozes de Francesca Meaux e Ryan Laughton retomando seus papéis como Ashley e Mr. Riggs.

E tem mais sacadas refinadas, as criaturas “Omega”, versões aprimoradas dos inimigos clássicos, agora vêm com formas elementais e habilidades novas, exigir estratégia diversificada para enfrentá-las virou a norma. O sistema de loot foi reescrito, agora os equipamentos podem ser encontrados em anomalias biológicas, inimigos e biocaches e alguns são até melhores do que o que você pode criar com pesquisa.

Para deixar o jogo mais equilibrado e divertido, houve rebalanceamento das armas, ajuste de dificuldades (modo Fácil ficou mais tranquilo, Difícil/Brutal mais desafiadores) e agora você pode personalizar a dificuldade do seu jeito. A pesquisa também mudou e agora cada item custa recursos além do tempo.

Ah, e tem aquela cereja visual e de fluidez, desmontagem em massa, barra de busca na árvore de pesquisa, teleportes rápidos no coop, minimapa revisado, efeitos visuais mais limpos, performance otimizada para bases gigantes e muitas melhorias que deixam o gameplay liso como manteiga

Uma grande atualização que praticamente entrega uma nova gameplay.

DIREÇÃO DE ARTE/PARTE TÉCNICA

Tecnicamente, The Riftbreaker é impressionante. O planeta Galatea 37 não é só bonito, ele é vivo. Cada bioma tem personalidade, com cores vibrantes e detalhes que reforçam a ideia de estar em um ecossistema alienígena de verdade (pelo menos que alguém poderia imaginar um). Explorar cada área é recompensador, porque sempre há uma sensação de novidade visual.

O trabalho sonoro também merece destaque. O barulho das máquinas funcionando, o impacto das armas e o rugido das criaturas criam uma imersão forte. Nos momentos de ataque em massa, tudo se mistura e funciona muito bem.

Do lado técnico, o jogo roda de forma sólida. A quantidade absurda de inimigos na tela em batalhas maiores poderia facilmente causar problemas de performance, mas a engine aguenta bem. É um daqueles títulos que mostram o quanto a cena independente pode entregar produções com qualidade de ponta sem dever nada para grandes estúdios.

CONCLUSÃO

The Riftbreaker é uma daquelas surpresas que mostram como a mistura de gêneros pode dar muito certo. Ele pega o melhor de três mundos diferentes (ação, construção de base e estratégia em tempo real) e une tudo em uma experiência que é desafiadora, divertida e extremamente viciante.

A campanha prende, a variedade de modos garante longevidade e o cooperativo chegou para coroar o pacote como um dos melhores jogos do estilo nos últimos anos. Claro que pode assustar quem não está acostumado com a intensidade de multitarefas, mas quem abraçar a proposta vai encontrar horas e horas de diversão.

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Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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