HISTÓRIA/PREMISSA
Em Skelethrone: The Chronicles of Ericona, assumimos o papel de Derek Ericona, um lorde traído e condenado à morte que retorna à vida em uma forma sombria, quase esquelética. A trama se passa em K’ar Kaaros, parte do vasto mundo de Mah’abyss, governado pela Rainha Aurora e seu culto de mortos-vivos, os Mourners.
A narrativa se constrói em torno de vingança, mistério e escolhas que afetam diretamente o destino do protagonista, levando a múltiplos finais. Embora não seja a mais original das histórias, a atmosfera sombria e a forma como os segredos são revelados ao longo da jornada mantêm o jogador intrigado.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
O jogo mistura elementos de metroidvania e soulslike, oferecendo exploração não linear, desbloqueio de habilidades, relíquias e uma boa variedade de armas, que vão de espadas e foices até arcos e armas de fogo.
A dificuldade é um dos pontos centrais: os inimigos são punitivos, os chefes exigem atenção e estratégia, e aprender os padrões de ataque é essencial para avançar. Há um sistema de checkpoints que suaviza a progressão, mas controles às vezes imprecisos e hitboxes inconsistentes podem gerar frustração.
É uma experiência voltada para jogadores pacientes, que apreciam a sensação de conquista após superar desafios árduos.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Visualmente, Skelethrone aposta em uma estética gótica com pixel art em 2D. Cenários como ruínas, florestas sombrias e pântanos reforçam o clima de decadência e mistério, criando uma ambientação envolvente.
A paleta de cores escura intensifica o tom do jogo, mas em alguns momentos dificulta a percepção de inimigos e ataques, o que pode prejudicar a jogabilidade. Já a trilha sonora e os efeitos sonoros ajudam a reforçar a atmosfera, mesmo que falte maior impacto durante os combates.






CONCLUSÃO
Skelethrone: The Chronicles of Ericona é um jogo indicado para fãs de experiências desafiadoras, com forte atmosfera sombria e exploração detalhada. Ele entrega chefes marcantes, sensação de progresso e múltiplos caminhos a seguir.
Por outro lado, sofre com problemas técnicos e de refinamento, como controles pouco responsivos e momentos em que a narrativa perde força.
Ainda assim, é uma experiência recomendada para quem gosta de soulslike em 2D e está disposto a encarar uma jornada sombria e punitiva.
PATÔMETRO
