HISTÓRIA/PREMISSA
Quando joguei Shard Squad pela primeira vez, a sensação foi de entrar num roguelite que mistura coletar criaturas com correr contra ondas de inimigos (uma pegada que lembra Pokémon e Vampire Survivors ao mesmo tempo). O jogo foi lançado em 10 de novembro de 2025 para PC via Steam, desenvolvido pela The Root Studios e publicado pela Nuntius Games (com apoio da Vsoo Games).
A premissa é simples e eficiente, você começa sozinho e basicamente monta um esquadrão de Shards, (criaturas elementares que têm habilidades e sinergias próprias) e tenta sobreviver em mapas cheios de hordas, eventos aleatórios e chefes. Por detrás da ação existe um lore leve, com NPCs que contam pequenas histórias e desbloqueáveis que aprofundam o mundo, mas o foco principal é o gameplay emergente e as combinações entre Shards.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Perdi a conta de quantas runs eu fiz, e a experiência central que tive foi viciante e muitas vezes caótica de um jeito bom. O núcleo é simples de entender e difícil de dominar, escolher quais Shards combinam melhor, montar relíquias e tirar proveito de sinergias para enfrentar ondas de inimigos. As combinações importam mesmo, e montar um time que funcione com as relíquias certas passa a ser tão divertido quanto derrubar o chefe final.
As partidas são intensas e rápidas, com eventos únicos aparecendo durante as fases que mudam bastante o ritmo. São mais de 20 eventos únicos, 99 relíquias e 19 sinergias pelo que notei, traz uma sensação diferente de progressão para cada run.
O combate tem personalidade própria. Em algumas fases me senti numa como em uma dança, mover, posicionar, ativar habilidades e usar relíquias no timing certo. Em outras eu senti que a dificuldade escalava demais, e perder era bem punitivo, especialmente em runs iniciais, até eu entender as sinergias.
A curva depende muito das escolhas de Shards e relíquias, e por isso o jogo recompensa experimentação.
Do lado negativo, senti alguns momentos de balanceamento irregular. Em runs específicas percebi que certas combinações tornam o jogo trivial, enquanto outras deixam o progresso quase impossível sem ajustes de dificuldade. O comportamento dos inimigos também me pareceu desbalanceado em alguns momentos.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Visualmente o jogo tem uma pixel art caprichada e uma paleta de cores que conversa bem com o tom leve e estratégico do título. Os Shards são charmosos, bem distintos entre si, e as animações nas explosões de habilidades e nos efeitos são claras o suficiente para eu entender o que estava acontecendo em meio ao caos natural das partidas.
Tecnicamente rodou bem, sem bugs ou travamentos no laptop.
A trilha sonora e os efeitos cumprem bem o papel, não esperem algo épico, mas sim uma ambientação que mantém o ritmo e ajuda nos momentos de tensão. O som de cada shard e dos itens em geral tem a resposta esperada.






CONCLUSÃO
Shard Squad foi uma surpresa muito bem-vinda! O jogo pega duas fórmulas populares e mistura de maneira convincente, há a gratificação imediata de um survivors-like, e a profundidade tática de montar um time de monstros com sinergias. É divertido tanto sozinho quanto em cooperação, e tem conteúdo suficiente para justificar várias horas de jogo.
Pontos fortes que me convenceram são o fator replay, a variedade de Shards e relíquias, e o modo cooperativo local que realmente eleva a diversão. Se você gosta de jogos nesse estilo, certamente Shard Squad tem tudo para te conquistar, e se for sua primeira vez jogando algo desse tipo, as chances de você ser conquistado são altíssimas!
PATÔMETRO
