Destaque Jogos Review/Análise

Review de Saborus | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

Saborus já começa te surpreendendo pela originalidade do conceito. Imagine um jogo de terror onde você é uma galinha correndo por um matadouro mortal (sim, uma galinha branca, fofa, provavelmente com senso de humor duvidoso). A história te joga num ambiente claustrofóbico cheio de maquinaria sinistra e funcionários assustadores.

Não espere narrativa longa ou textos dramáticos montados como novela mexicana que ninguém lê. Aqui o papo é visual e sensorial, os corredores apertados, o barulho de metal rangendo, a iluminação tensa e a sensação constante de “uh, não devia ter corrido por ali” contam tudo que você precisa saber. Ao mesmo tempo, existe aquele toque de humor involuntário porque, bem… é uma galinha que está sendo caçada por trabalhadores bem estranhos. Isso abre espaço para momentos que oscilam entre medo e risadinhas nervosas.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Saborus é um jogo de terror e aventura em terceira pessoa onde fugas tensas e puzzles ambientais se misturam numa receita sinistra. O combate não é o foco (e eu digo isso com alívio, bater de frente com funcionários assassinos como uma galinha não soa justo e nem lógico), mas o esquema está em explorar, escapar e sobreviver.

Movimentar-se pela fábrica é tipo participar de uma corrida de obstáculos que acaba de saber que odeia galinhas. Vocês já viu aquele jogo em que um NPC te persegue e você pensa “só mais um corredor e eu escapo”? Aqui isso acontece 87 vezes por minuto, em corredores com portas que rangem, luzes piscando e aquele barulho de fundo que te faz pular da cadeira. 

Resolver puzzles não é um momento de pausa zen, é mais como “cara, preciso desesperadamente descobrir esse enigma enquanto algo está vindo atrás de mim”.

Os puzzles envolvem lógica ambiental, distrair inimigos, encontrar rotas alternativas, usar objetos do cenário e descobrir caminhos que te tiram do raio de ataque dos perseguidores. O jogo equilibra tensão e inteligência, então se você é do tipo que corre sem pensar, vai morrer… um monte de vezes. Mas a curva de aprendizado é justa, o jogo te empurra um pouco, mas não te atropela como um trator enfurecido.

Uma coisa legal é que o jogo não te dá super poderes (você é literalmente uma galinha indefesa que precisa usar o cenário a seu favor) Isso dá identidade para o gameplay e faz cada pequena vitória parecer conquistada com esforço (e com muita correria).

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Visualmente, Saborus entrega aquele clima de terror industrial claustrofóbico. A estética do matadouro é sombria e pesada, com iluminação que faz você espiar cada canto duas vezes. Os modelos de inimigos são de dar meno o suficiente para causar desconforto, mas visual tem uma vibe estilizada que evita entrar no território repulsivo gratuito (é assustador de forma inteligente, não grotescamente gráfico sem propósito).

A performance em PC está estável, sem travamentos que arruinem a atmosfera. Os efeitos sonoros merecem destaque, rangidos metálicos, passos ecoando e ruídos de fundo funcionam como um amigo macabro sussurrando “corre, corre, corre!” no seu ouvido.

Claro, como todo jogo indie de terror que aposta em clima, a experiência pode parecer repetitiva se você não curte muita exploração lenta entre secções de fuga frenética. Mas isso faz parte do charme tenso,  você nunca sabe quando vai encontrar algo novo ou mais ameaça vindo atrás.

CONCLUSÃO

Saborus funciona muito bem como uma experiência de terror indie com um toque bizarro e memorável (até por sua temática fora do eixo). Fazer uma galinha correr por um matadouro assustador não é apenas uma ideia maluca, é um conceito que cria situações únicas de gameplay, com fuga, estratégia, medo e até uns momentos que te pegam de surpresa de um jeito que faz soltar risada nervosa (porque sim, você está jogando com uma galinha).

Não é o jogo de terror mais profundo ou complexo do mundo. Ele não inventa o gênero. Mas ele faz aquilo que se propõe com competência, te entrega tensão constante, puzzles interessantes e aquele sentimento de “fugir ou congelar de medo”.

Parte negativa:

O jogo contém muitos bugs visuais/textura. O ponto de salvamento é longe e pode frustrar bastante. A repetição de ações também é algo bem negativo, é basicamente sempre o mesmo roteiro.

PATÔMETRO

62
Licença enviada por:
QUByte Interactive
Agradecemos pela oportunidade.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *