HISTÓRIA/PREMISSA
O jogo começa de um jeito simples e encantador, Carol, uma garotinha cheia de imaginação, está dormindo com seu bichinho de pelúcia quando, de repente, um portal misterioso se abre e uma criatura o rouba. A partir daí Carol segue seu instinto de coragem e salta para outro mundo, onde precisa recuperar seu ursinho e desvendar por que tudo isso aconteceu.
Conforme a história avança, descobrimos que outro mundo não é só um reino de sonhos coloridos, mas um universo cheio de mistérios, onde forças estranhas, corporações ou entidades manipulam realidades e sonham controlar tudo que existe.
A narrativa de Onirism é semi-aberta, você progredirá por capítulos e mundos, encontrando pistas, segredos e revelações, mas nem tudo é entregue de forma explícita, parte do charme é descobrir por conta própria, explorar cada canto e ligar pontos soltos.
O jogo chegou com narração dublada (inglês), com nomes famosos como a estrela K-pop AleXa dublando Carol no inglês.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
A gameplay de Onirism mistura ação, plataforma e tiro em terceira pessoa, com doses de puzzles e exploração. Você tem uma grande variedade de armas e gadgets (mais de cem delas) com estilos que vão do disparo tradicional ao uso criativo de objetos “brinquedo”. Esses instrumentos nem sempre são poderosos em si, mas trazem personalidade e diversão à mecânica de combate.
O combate corpo a corpo também marca presença. Existem momentos em que Carol utiliza seu guarda-chuva como arma ou dá chutes, o que adiciona um pouco de versatilidade ao estilo de jogo.
Os mundos são variados (florestas brilhantes, paisagens geladas, vilas) cada um com sua identidade visual e estilo de inimigos. Saltar entre plataformas, resolver quebra-cabeças ambientais e descobrir segredos faz parte da jornada. Além disso, Onirism oferece modos multiplayer local, cooperação na aventura principal ou modos versus e survival em mapa específico.
O jogo não guia muita bem o player, isso é, as vezes você fica por conta própria e precisa descobrir o que fazer de fato, então é preciso recorrer ao mapa com certa frequência e abusar da exploração.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Se tem algo que Onirism não economiza é em beleza visual. O design de mundos é vivo, colorido e recheado de detalhes, com ambientações que parecem realmente ter saído de livros de fantasia ou de um imaginário muito criativo (digno de uma criança).
As animações de inimigos e efeitos de armas são fluídas, e a interface visual tem um charme “alegre” que combina com o tom do jogo.
Tecnicamente, o motor Unity parece estar bem aproveitado. O jogo roda de forma bem decente, porém, em determinados momentos ele usa um pouco mais que o necessário do hardware, causando algumas quedas bem perceptíveis de fps em locais lotados de árvores, mas que devem ser ajustadas com 1 ou 2 patchs.
A dublagem e trilha sonora desta última versão são um salto de qualidade. Ter vozes profissionais e trilha que acompanha atmosfera dá mais peso às cenas chave da campanha.
Ainda que haja problemas menores visuais/técnicos (glitches de colisão, caixas “flutuando”), eles não comprometem a experiência como um todo, e você aproveita muito bem o game.








CONCLUSÃO
Ele não é perfeito (tem falhas de polimento, transições que às vezes ficam confusas e mecânicas que ainda merecem ajustes) mas tem coração.
Se você ama aventura com cores vibrantes, armas criativas, mecânicas de plataforma e a ideia de viajar em mundos onde a própria imaginação manda, esse jogo entrega muito do que promete.
Para quem espera um título leve e “só divertido”, pode se encantar. Para quem busca profundidade ou mecânicas ultra refinadas, pode não ser um jogo para você.
No fim, Onirism me pegou pelo visual e pelo carisma de Carol.
PATÔMETRO
