Neon Inferno é um jogo de correr e atirar com fortes influências de clássicos como Contra e Wild Guns. Divertido, desafiador sem ser frustrante para novatos, mas com foco no jogador dedicado e hardcore, o jogo de tiro é imperdível.
Jogos indie buscam inspiração em clássicos do passado para criar algo espetacular no presente; é impossível não colocar Neon Inferno nessa categoria. A desenvolvedora Zenovia Interactive criou uma verdadeira pérola do gênero.
HISTÓRIA/PREMISSA
A história de Neon Inferno é direta. Em uma Nova York Cyberpunk de 2055, você controla dois membros da “Família”, um conglomerado de mafiosos remanescente das máfias da cidade que abriga italianos, irlandeses e quem quiser fazer parte no contexto geral. Angelo é órfão e foi criado como filho pelo Don; Mariana é a típica patricinha que é seduzida pela vida do crime. Ela se torna uma assassina pelos seus termos, a mando desses criminosos. O que começa como uma caçada por alvos para aumentar a influência de sua organização mostra que há muito mais poder envolvido.
Clichê, mas funcional. O esforço aqui é pelas cutscenes animadas em pixel art. Belíssimas. Videogame puro: um filme de ação em formato de shooter.
GRÁFICOS
Belíssima Pixel Art. As animações de Angelo e Mariana são detalhadíssimas; fazia tempo que eu não jogava um jogo com essa pixel art tão bonita. Por ser um shooter, a clareza dos projéteis e os inimigos muito bem animados e desenhados são um colírio. Morrer é skill issue, com toda a certeza. Logicamente, há em momentos de muita ação um pouco de poluição visual, mas que jogo do gênero não tem esse pormenor?
JOGABILIDADE
A jogabilidade é fluida a maior parte do tempo. Angelo e Mariana têm pontos de vida que variam de acordo com a dificuldade, sendo a “Arcade” o formato à la Contra: uma bala e você cai morto. O único pormenor são os sistemas de mira alternativa; às vezes é difícil focar em atirar no fundo com plataformas interativas que também mesclam os cenários. Mas nada impossível e que não leve prática.
Você pode rebater projéteis, pular e se esquivar. Os tiros alternativos dão seu ar da graça, e recomendo ao jogador usar estrategicamente tudo que eles podem oferecer, já que a munição é limitada. Tudo é explicado em um tutorial simples, e a facilidade de começar a jogar é nítida. A masterização leva tempo, mas a jogabilidade é tão intuitiva que insistir nos trechos das fases gera momentos épicos de superação. A variedade agrada TAMBÉM: Angelo e Mariana pilotam motos, jet skis e atiram pendurados. O jogo tem poucas fases e é curto, mas o fator replay é tão divertido que rapidamente perdemos as horas jogando.
SOM E MÚSICA
Ótimos. A trilha sonora se mescla à ambientação cyberpunk, gerando trechos sensacionais — as fases da boate e da ópera que o digam. Trabalho excelente do time de composição. Efeitos sonoros são básicos, mas é o que se espera de um jogo do gênero.
PARTE TÉCNICA
Excelente. Em minhas jogatinas, não tive problema algum com o jogo travando ou algum bug visual estranho. Tudo funciona bem. Mesmo com a simplicidade do projeto, é bacana ver uma empresa comprometida com a qualidade de entrega do seu jogo.
Tá lendo essa análise ainda? Vai jogar o jogo!






CONCLUSÃO
Neon Inferno é a razão pela qual os indies e AA no mercado de videogames são essenciais. Não se baseando apenas em nostalgia, mas focando em apresentar com certo frescor e acessibilidade um gênero tão bacana quanto o de correr e atirar às novas gerações, Neon Inferno é imperdível. A história à la filme de décadas passadas, o charme de seus gráficos e a ótima jogabilidade são a cereja de um bolo já delicioso.
HISTÓRIA
GRÁFICOS
SOM E MÚSICA
JOGABILIDADE
PARTE TÉCNICA
PATÔMETRO
