Bruno Castelo Destaque Jogos Review/Análise

Review de Godbreakers | PS5

Godbreakers é um jogo muito competente. Se o jogo tem seus problemas menores — como a história e as missões extras nos biomas, completamente desinteressantes — ele compensa rodando liso e com uma jogabilidade extremamente divertida. As lutas contra chefes são um dos pontos altos, diminuindo o impacto da repetição dos biomas.

HISTÓRIA/PREMISSA

Uma inteligência artificial conhecida como Monad tomou o controle total de uma constelação de planetas.
Você é a última esperança da humanidade: um construto com consciência artificial, especializado no combate direto a ameaças cósmicas. Sempre que for derrotado, aprenderá com seus erros e poderá tentar novamente.

Não há muito o que dizer sobre a história — ela é direta e funcional, servindo como pano de fundo para que o jogador se una a outros e tente destronar o Monad.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo é baseado em arenas e mistura dungeon crawler com combates diretos.
Seu sistema de combate permite absorver golpes dos inimigos, usar habilidades específicas de arquétipos e desbloquear vantagens temporárias que causam efeitos diversos — de dano crítico a veneno.

Ao final de cada tentativa, é possível adquirir upgrades permanentes, o que incentiva o jogador a continuar evoluindo.

A verdadeira graça do jogo está na variedade de arquétipos — são mais de sete tipos diferentes.
O meu favorito é o da Coluna, poderoso e lento na medida certa.
Você vai liberando novos arquétipos conforme derrota chefes e progride, o que amplia a diversidade de estilos e builds disponíveis.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Os gráficos são simples, mas eficientes.
Sendo um jogo indie, não há texturas elaboradas ou um trabalho profundo de modelagem, mas o design dos mundos e inimigos possui identidade própria.

A paleta de cores é bonita e o visual remete à ficção científica clássica — com temas que misturam tecnologia, humanidade e mitos alienígenas.

Som e Música

Assim como os gráficos, o áudio é simples, mas funcional.
Não há grandes composições, mas os efeitos sonoros condizem com a ação.

O destaque vai para a localização em português do Brasil, com legendas e dublagem, o que enriquece muito a experiência e demonstra o cuidado do estúdio.

Parte Técnica

Aqui, o jogo brilha.
Zero problemas técnicos, nenhum crash e desempenho perfeito durante toda a jogatina.

Um trabalho fantástico do estúdio, que demonstra competência e estabilidade — algo raro até mesmo entre títulos maiores.

CONCLUSÃO

Godbreakers é um bom roguelite cooperativo, com um sistema de combate viciante e progressão recompensadora.
O fator replay sofre um pouco com missões fracas e pouca variedade de inimigos, mas isso é compensado por chefes empolgantes, habilidades criativas, upgrades permanentes e um modo multiplayer divertido.

Em um ano repleto de grandes lançamentos, Godbreakers se destaca como uma grata surpresa indie que vale o seu tempo.

HISTÓRIA

JOGABILIDADE

GRÁFICOS

SOM E MÚSICA

PARTE TÉCNICA

70
80
75
70
100

PATÔMETRO

79
Licença enviada por:
Thunderful Publishing
Agradecemos pela oportunidade.

Review de Jogos | Criador de Conteúdo
Fã de PlayStation, mas não da Sony | Fã de Castlevania | Gamer | Apresentador do programa "Castelo do Caos" no Youtube.

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